{"id":2730,"date":"2026-02-20T11:01:21","date_gmt":"2026-02-20T14:01:21","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/?p=2730"},"modified":"2026-02-20T11:01:21","modified_gmt":"2026-02-20T14:01:21","slug":"geracao-z-coloca-sono-e-carreira-acima-do-sexo-mostra-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/geracao-z-coloca-sono-e-carreira-acima-do-sexo-mostra-pesquisa\/","title":{"rendered":"Gera\u00e7\u00e3o Z coloca sono e carreira acima do sexo, mostra pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>Para quem nasceu entre 1997 e o in\u00edcio dos anos 2010, crescer n\u00e3o significa necessariamente colocar a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/brasil\/2026\/02\/7354709-geracao-x-lidera-satisfacao-amorosa-e-sexual-no-brasil.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">vida sexual<\/a>\u00a0no topo da lista de desejos. A gera\u00e7\u00e3o Z tem demonstrado que, antes da intimidade f\u00edsica, eles priorizam o descanso, a seguran\u00e7a profissional e a constru\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es equilibradas.<\/p>\n<p>Um levantamento recente da plataforma EduBirdie, realizado com 2 mil jovens, revela esse reposicionamento de prioridades: 67% afirmam preferir dormir tranquilamente a fazer sexo. A estabilidade no trabalho aparece logo em seguida, com 64% dizendo priorizar um emprego seguro. J\u00e1 59% est\u00e3o concentrados em alcan\u00e7ar sucesso pessoal. A vida sexual, embora presente, n\u00e3o ocupa o primeiro plano.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para a sex\u00f3loga e psic\u00f3loga Alessandra Ara\u00fajo, os jovens enfrentam uma ansiedade econ\u00f4mica e clim\u00e1tica constante que se sobressai a preocupa\u00e7\u00e3o sexual. \u201cO mundo parece muito mais inst\u00e1vel e caro do que era para os pais deles\u201d, resume. \u201cEm uma rotina de excesso de telas e cobran\u00e7a por produtividade, dormir bem virou um s\u00edmbolo de status e sa\u00fade mental. O prazer imediato do sexo muitas vezes exige uma energia que o jovem, exausto, prefere investir na pr\u00f3pria recupera\u00e7\u00e3o. Ter um boleto pago e a sa\u00fade mental em dia traz um al\u00edvio que, para muitos, \u00e9 mais excitante do que um encontro casual que pode gerar mais ansiedade do que prazer\u201d, explica.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">As conex\u00f5es tamb\u00e9m passam por outros caminhos. Metade dos entrevistados declarou valorizar amizades de qualidade, enquanto 46% disseram preferir passar um tempo sozinhos a ter rela\u00e7\u00f5es sexuais. O dado sugere que solitude e v\u00ednculos afetivos s\u00f3lidos t\u00eam mais peso do que a frequ\u00eancia da intimidade f\u00edsica.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/estudo-revela-frequencia-sexual-ideal-para-reduzir-riscos-de-depressao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Estudo revela frequ\u00eancia sexual ideal para reduzir riscos de depress\u00e3o<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p dir=\"ltr\">Isso n\u00e3o significa aus\u00eancia de experi\u00eancias. Entre os jovens ouvidos, 37% j\u00e1 tiveram rela\u00e7\u00f5es sexuais, 29% relataram experi\u00eancias em locais p\u00fablicos e 23% admitiram trocar mensagens de teor sexual no ambiente de trabalho. O sexo continua existindo, apenas n\u00e3o \u00e9 o eixo central da vida.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Assim, o conceito de intimidade se transforma, mas ainda existe. \u201cA Gera\u00e7\u00e3o Z est\u00e1 trocando a quantidade pela qualidade\u201d, opina Alessandra. \u201cEles valorizam muito a conversa, a conex\u00e3o mental e o que chamamos de intimidade digital (trocar memes, v\u00eddeos e passar horas conversando por texto). Para eles, transar por transar pode parecer vazio. Eles buscam parcerias onde se sintam seguros e validados emocionalmente antes de irem para a cama.\u201d<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/ciencia-e-saude\/2025\/09\/7242478-sexo-o-remedio-natural-como-a-ciencia-comprova-os-beneficios-da-vida-sexual-ativa.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sexo, o rem\u00e9dio natural: como a ci\u00eancia comprova os benef\u00edcios da vida sexual ativa<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p dir=\"ltr\">A tend\u00eancia n\u00e3o se restringe a um \u00fanico estudo. Dados do Instituto Kinsey, da Universidade de Indiana, com mais de 3.310 pessoas de 71 pa\u00edses entre 18 e 75 anos, apontam que a gera\u00e7\u00e3o Z faz menos sexo do que as gera\u00e7\u00f5es anteriores. Segundo o levantamento, esses jovens relataram tr\u00eas rela\u00e7\u00f5es no \u00faltimo m\u00eas, n\u00famero id\u00eantico ao dos baby boomers. J\u00e1 as gera\u00e7\u00f5es Y e X indicaram m\u00e9dia de cinco vezes mensais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O contraste chama aten\u00e7\u00e3o: mesmo sendo vistos como mais conectados e liberais, os jovens de hoje parecem reorganizar desejos e expectativas, colocando outras dimens\u00f5es da vida \u00e0 frente da intimidade sexual. \u201cEnquanto as gera\u00e7\u00f5es passadas lutavam por liberdade sexual, a Gera\u00e7\u00e3o Z parece estar usando essa liberdade para escolher&#8230; n\u00e3o transar tanto. E n\u00e3o, isso n\u00e3o significa que eles perderam o brilho, mas que as prioridades mudaram\u201d, diz a psic\u00f3loga.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/euestudante\/trabalho-e-formacao\/2025\/11\/7287966-funcionarios-que-tiraram-folga-para-sexo-dizem-ser-mais-produtivos.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Funcion\u00e1rios que tiraram &#8216;dia de folga para sexo&#8217; dizem ter mais produtividade<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p dir=\"ltr\">\u201cN\u00e3o \u00e9 que eles n\u00e3o gostem de sexo, \u00e9 que eles s\u00e3o a primeira gera\u00e7\u00e3o a colocar a paz de esp\u00edrito acima da obriga\u00e7\u00e3o de ser sexualmente ativo o tempo todo\u201d, complemeta. A queda da frequ\u00eancia sexual pode ser explicada por tr\u00eas fatores principais, conforme a especialista:<\/p>\n<ul>\n<li>A paralisia da escolha: Com os aplicativos de relacionamento, a oferta parece infinita. Isso gera um cansa\u00e7o mental; as pessoas ficam exaustas de tanto deslizar e acabam n\u00e3o concretizando nada.<\/li>\n<li>Ansiedade de performance: Vivemos na era do v\u00eddeo e da imagem perfeita. O medo de n\u00e3o ter o \u201ccorpo do Instagram\u201d ou de n\u00e3o ser incr\u00edvel na cama (muitas vezes por causa da expectativa irreal criada pela pornografia) faz com que muitos jovens prefiram evitar o sexo para n\u00e3o terem que lidar com o julgamento.<\/li>\n<li>Esgotamento digital: O excesso de dopamina que o c\u00e9rebro recebe nas redes sociais deixa a pessoa anestesiada. Depois de 4 horas rolando o TikTok, o c\u00e9rebro est\u00e1 t\u00e3o cansado que a ideia de interagir fisicamente com outro ser humano parece um esfor\u00e7o m\u00e1ximo.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para quem nasceu entre 1997 e o in\u00edcio dos anos 2010, crescer n\u00e3o significa necessariamente colocar a\u00a0vida sexual\u00a0no topo da lista de desejos. 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