{"id":276,"date":"2017-06-30T14:17:10","date_gmt":"2017-06-30T17:17:10","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/?p=276"},"modified":"2017-08-08T18:39:49","modified_gmt":"2017-08-08T21:39:49","slug":"excluir-ex-da-rede-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/excluir-ex-da-rede-social\/","title":{"rendered":"Apagar ou n\u00e3o o ex das redes sociais?"},"content":{"rendered":"<p>Pode ter sido bom, ruim. Amig\u00e1vel, tenso. Relacionamento curto, longo, intenso, leve. Chegou ao fim. E agora? Uma das principais d\u00favidas de quem termina um namoro ou casamento \u00e9 sempre como interagir com o ex-parceiro, e nossa era de imers\u00e3o completa nas redes sociais s\u00f3 aumenta o dilema.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem defenda com veem\u00eancia que tem que apagar mesmo, cortar os la\u00e7os. \u00c9 isso, segue em frente. O Facebook, em 2015, at\u00e9 come\u00e7ou a <a href=\"https:\/\/newsroom.fb.com\/news\/2015\/11\/improving-the-experience-when-relationships-end\/\">testar ferramentas<\/a> para tornar essa experi\u00eancia virtual do t\u00e9rmino um pouco mais f\u00e1cil. Por outro lado, muita gente defende a conviv\u00eancia pac\u00edfica, afinal, o relacionamento fez parte da sua hist\u00f3ria, provavelmente foi importante e, apesar do fim, n\u00e3o precisamos de rancores, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<h2>Ex bom \u00e9 ex longe?<\/h2>\n<p>J\u00e1 aconteceu comigo em situa\u00e7\u00f5es diferentes. Na primeira vez, n\u00e3o apaguei, mas bloqueei mensagens, atualiza\u00e7\u00f5es, fotos, v\u00eddeos, tudo. N\u00e3o queria ter not\u00edcia dele e de seu relacionamento novo, que come\u00e7ou logo depois do fim do nosso.<\/p>\n<p>Excluir e bloquear n\u00e3o foi uma decis\u00e3o imediata. Resisti por um tempo, querendo ser \u201cmadura\u201d e tentando fugir do r\u00f3tulo de \u201cex raivosa\u201d. Mas incomodava demais toda vez que via uma publica\u00e7\u00e3o nova, como a vez em que ele marcou a nova garota em um v\u00eddeo que era \u201cnosso\u201d.<\/p>\n<p>Percebi ent\u00e3o que precisava, ao menos, que o espa\u00e7o virtual fosse seguro pra mim, j\u00e1 que o t\u00e9rmino ainda machucava. Quando estamos em situa\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis emocionalmente, ter um contato assim t\u00e3o direto com o que nos fere acaba sendo um gatilho forte.<\/p>\n<p>Outra vez, aguentei meses, mais de um ano, at\u00e9 entender que os contatos virtuais, espor\u00e1dicos e superficiais que tinha com a pessoa me prendiam a algo que n\u00e3o existia mais. As intera\u00e7\u00f5es nas m\u00eddias sociais eram fantasmas sutis de um relacionamento que acabou e, principalmente, lembretes de que aquela pessoa n\u00e3o fazia mais parte da minha vida.<\/p>\n<p>Foto de balada, de viagem, encontro com os amigos \u2013 tudo fant\u00e1stico, minha vida est\u00e1 melhor sem voc\u00ea. Admite, quem nunca fez um <em>overposting<\/em> de alegria p\u00f3s-t\u00e9rmino?<\/p>\n<p>Antes de come\u00e7ar o texto, conversei com colegas de trabalho sobre o assunto. Cada um tinha uma vis\u00e3o e uma experi\u00eancia particular. Perguntei nas redes sociais: 72% dos meus amigos disseram que j\u00e1 apagaram, sim, pelo menos uma vez. Outras 14 \u00a0pessoas (28%) disseram que nunca.<\/p>\n<p>Os motivos s\u00e3o diversos, mas seja qual for a raz\u00e3o, \u00e9 v\u00e1lida. Dar-se o direito de ter espa\u00e7o para construir uma vida nova, sem o parceiro, n\u00e3o \u00e9 absurdo, \u00e9 at\u00e9 justo. Qual seria a alternativa para n\u00e3o encontrar o ex em todos os cantos virtuais? Apagar os pr\u00f3prios perfis? \u00c9 verdade que somos viciados demais no celular e que, sim, \u00e0s vezes \u00e9 bom desconectar mesmo. Mas deixar de usar o Facebook por medo de ver fotos do ex \u00e9 se privar de algo da sua vida por causa de algu\u00e9m que, teoricamente, n\u00e3o faz mais parte dela.<\/p>\n<p>Pior ainda: depois do t\u00e9rmino, temos a mania de querer mostrar que est\u00e1 tudo bem (mesmo quando n\u00e3o est\u00e1). Foto de balada, de viagem, encontro com os amigos \u2013 tudo fant\u00e1stico, minha vida est\u00e1 melhor sem voc\u00ea. Admite, quem nunca fez um overposting de alegria p\u00f3s-t\u00e9rmino? \u00c9 muito perigoso nos deixarmos controlar pelo que outra pessoa vai ou n\u00e3o achar das nossas vidas.<\/p>\n<p>\u00c9 certo ou errado deletar um ex das m\u00eddias sociais? Imposs\u00edvel achar consenso. Independentemente disso, quase todo mundo j\u00e1 fez, muita gente vai continuar fazendo. Cada t\u00e9rmino de relacionamento \u00e9 particular. Cada dor (ou n\u00e3o) \u00e9 \u00fanica. Por isso mesmo, cada rea\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o fim de um namoro, rolo ou casamento vai ser uma. Se voc\u00ea precisa de espa\u00e7o, n\u00e3o tem problema, permita-se afastar do que n\u00e3o te faz bem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pode ter sido bom, ruim. Amig\u00e1vel, tenso. Relacionamento curto, longo, intenso, leve. Chegou ao fim. E agora? Uma das principais d\u00favidas de quem termina um namoro ou casamento \u00e9 sempre como interagir com o ex-parceiro, e nossa era de imers\u00e3o completa nas redes sociais s\u00f3 aumenta o dilema. 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