{"id":2806,"date":"2026-03-04T12:50:40","date_gmt":"2026-03-04T15:50:40","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/?p=2806"},"modified":"2026-03-04T12:50:40","modified_gmt":"2026-03-04T15:50:40","slug":"mulheres-revelam-tecnicas-usadas-para-turbinar-o-prazer-na-penetracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/mulheres-revelam-tecnicas-usadas-para-turbinar-o-prazer-na-penetracao\/","title":{"rendered":"Mulheres revelam t\u00e9cnicas usadas para turbinar o prazer na penetra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2807 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/pexels-cliff-booth-6591070-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"509\" height=\"339\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/pexels-cliff-booth-6591070-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/pexels-cliff-booth-6591070-768x513.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/pexels-cliff-booth-6591070-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/pexels-cliff-booth-6591070-1440x961.jpg 1440w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/pexels-cliff-booth-6591070-800x534.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/pexels-cliff-booth-6591070-550x367.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/pexels-cliff-booth-6591070-230x154.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 509px) 100vw, 509px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Falar sobre <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/do-tabu-ao-protagonismo-filmes-brasileiros-que-destacam-o-prazer-feminino\/\">prazer feminino<\/a> ainda \u00e9, para muitos, um territ\u00f3rio cercado de sil\u00eancios, inclusive dentro da ci\u00eancia. Mas compreender <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/fingir-orgasmo-ainda-e-comum-entre-as-mulheres-entenda\/\">como as mulheres vivenciam e constroem o pr\u00f3prio prazer<\/a> \u00e9 parte fundamental de uma abordagem mais ampla de sa\u00fade sexual, que considera n\u00e3o apenas riscos e disfun\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m bem-estar, autonomia e qualidade de vida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00c9 nesse contexto que um estudo publicado na revista cient\u00edfica <em>PLOS ONE<\/em> se debru\u00e7ou sobre pr\u00e1ticas usadas por mulheres para intensificar o prazer durante a penetra\u00e7\u00e3o vaginal. A pesquisa analisou dados do \u201crelat\u00f3rio do prazer\u201d, produzido pelo site instrucional <em>OMGYES<\/em>, com respostas de mais de 3 mil mulheres nos Estados Unidos, entre 18 e 93 anos. A maioria das participantes se identificou como heterossexual, e o recorte investigado foi especificamente a experi\u00eancia da<a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/tamanho-de-penis-ideal-entenda-como-unir-orgasmos-com-anatomia\/\"> penetra\u00e7\u00e3o vaginal.<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A partir dos relatos, os pesquisadores organizaram quatro t\u00e9cnicas recorrentes. A primeira, chamada de \u201cangling\u201d (angula\u00e7\u00e3o), foi mencionada por cerca de 90% das entrevistadas e envolve ajustar a inclina\u00e7\u00e3o da pelve e dos quadris \u2014 elevando, abaixando ou girando o corpo \u2014 para modificar o ponto de fric\u00e7\u00e3o do p\u00eanis ou de um brinquedo sexual dentro da vagina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Outra pr\u00e1tica frequente \u00e9 o \u201cshallowing\u201d (penetra\u00e7\u00e3o superficial), apontado por aproximadamente 84% das mulheres. Nesse caso, o prazer \u00e9 intensificado por meio de est\u00edmulos penetrativos mais rasos, concentrados na entrada da vagina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O \u201crocking\u201d (balan\u00e7o) apareceu nas respostas de cerca de 76% das participantes. A t\u00e9cnica consiste em manter o p\u00eanis ou brinquedo sexual completamente dentro da vagina, substituindo o movimento de vai e vem por um balan\u00e7o que permite que a base estimule o clit\u00f3ris.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por fim, cerca de 70% relataram utilizar o \u201cpairing\u201d (combina\u00e7\u00e3o), que ocorre quando h\u00e1 estimula\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea do clit\u00f3ris, com os dedos ou com um brinquedo sexual, durante a penetra\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Embora os autores reconhe\u00e7am que os achados n\u00e3o necessariamente revelem pr\u00e1ticas in\u00e9ditas, eles argumentam que dar nome e descri\u00e7\u00e3o a essas estrat\u00e9gias pode facilitar a comunica\u00e7\u00e3o entre parceiras e parceiros e ampliar o repert\u00f3rio de linguagem sobre prazer. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cAbordagens hol\u00edsticas da sa\u00fade sexual enfatizam cada vez mais as contribui\u00e7\u00f5es positivas que o prazer sexual, particularmente para as mulheres, oferece ao bem-estar f\u00edsico, social e emocional ao longo da vida\u201d, escrevem os autores do estudo. \u201cPor exemplo, pesquisas mostraram que o prazer sexual contribui para que as mulheres relatem maior felicidade e n\u00edveis mais baixos de depress\u00e3o, estresse e ansiedade.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Kate Balestrieri, psic\u00f3loga e terapeuta sexual certificada, disse ao <em>HuffPost<\/em> que o estudo pode fortalecer a autonomia feminina. \u201cO que \u00e9 t\u00e3o interessante neste estudo \u00e9 a capacidade de as mulheres lerem isso e se sentirem legitimadas em sua habilidade de conduzir o pr\u00f3prio prazer e ter linguagem para isso.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ela tamb\u00e9m chamou aten\u00e7\u00e3o para padr\u00f5es culturais que incentivam a passividade feminina nas rela\u00e7\u00f5es. \u201cAs mulheres muitas vezes s\u00e3o ensinadas a serem recept\u00e1culos do sexo \u2026 quando falamos sobre mudar a linguagem sobre como inclinar os quadris ou mover o pr\u00f3prio corpo, isso \u00e9 um presente para n\u00f3s mesmas. Agora estamos no controle dos nossos pr\u00f3prios corpos. N\u00e3o \u00e9 uma experi\u00eancia passiva\u201d, disse. \u201cN\u00e3o h\u00e1 nada de errado em ter uma experi\u00eancia passiva se essa for a sua prefer\u00eancia. Mas, para muitas mulheres, elas realmente gostariam de ter mais protagonismo sobre o que est\u00e1 acontecendo.\u201d<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falar sobre prazer feminino ainda \u00e9, para muitos, um territ\u00f3rio cercado de sil\u00eancios, inclusive dentro da ci\u00eancia. 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