{"id":2816,"date":"2026-03-05T19:11:51","date_gmt":"2026-03-05T22:11:51","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/?p=2816"},"modified":"2026-03-05T19:11:51","modified_gmt":"2026-03-05T22:11:51","slug":"sexo-no-streaming-filmes-com-as-cenas-mais-bizarras-do-cinema-e-onde-assisti-los","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/sexo-no-streaming-filmes-com-as-cenas-mais-bizarras-do-cinema-e-onde-assisti-los\/","title":{"rendered":"Sexo no streaming: filmes com as cenas mais bizarras do cinema e onde assisti-los"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">Cinematograficamente, o sexo \u00e9 frequentemente explorado como ferramenta narrativa, choque est\u00e9tico e estrat\u00e9gia de marketing. H\u00e1 cenas que buscam romantizar o encontro entre corpos; outras preferem tensionar o espectador, embaralhando desejo, viol\u00eancia, estranhamento e at\u00e9 humor involunt\u00e1rio. Em muitos casos, o desconforto n\u00e3o \u00e9 um efeito colateral, mas o objetivo central. S\u00e3o sequ\u00eancias que dividem plateias, geram debate e, n\u00e3o raro, levam o p\u00fablico a assistir apenas para entender a dimens\u00e3o do falat\u00f3rio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em <em>O Animal Cordial<\/em>, o restaurante comandado por In\u00e1cio (Murilo Ben\u00edcio) vira palco de um colapso moral quando um assalto rompe a rotina da equipe. A viol\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o escancara impulsos reprimidos e culmina numa cena que se tornou uma das mais perturbadoras do cinema brasileiro recente: In\u00e1cio e Sara (Luciana Paes), despidos e cobertos de sangue, se envolvem num momento prolongado e inquietante, marcado por tremores e gemidos que parecem suspender o tempo. O filme est\u00e1 dispon\u00edvel no Globoplay, Telecine e Apple TV+.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">J\u00e1 em <em>Midsommar<\/em>, de Ari Aster, a aparente viagem id\u00edlica \u00e0 Su\u00e9cia durante o solst\u00edcio de ver\u00e3o se transforma num mergulho em rituais pag\u00e3os. Christian (Jack Reynor), sob efeito de um ch\u00e1 alucin\u00f3geno, \u00e9 conduzido a uma cerim\u00f4nia destinada a engravidar uma jovem da comunidade. O ato ocorre em um galp\u00e3o, cercado por mulheres nuas que ecoam sons e movimentos do casal. A sequ\u00eancia ganha contornos ainda mais desconcertantes ao ser intercalada com o choro de Dani (Florence Pugh), cuja dor \u00e9 igualmente reproduzida por outras mulheres do grupo. O filme pode ser visto na Mubi e na Apple TV+.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2820 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/midsomar-300x150.jpg\" alt=\"\" width=\"501\" height=\"251\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/midsomar-300x150.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/midsomar-230x115.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/midsomar.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 501px) 100vw, 501px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No sueco <em>Na Fronteira<\/em>, Tina (Eva Melander), funcion\u00e1ria de uma alf\u00e2ndega com uma habilidade incomum de perceber emo\u00e7\u00f5es alheias, encontra em Vore (Eero Milonoff) algu\u00e9m semelhante a ela. A narrativa evolui como uma f\u00e1bula sobre identidade e pertencimento, mas inclui uma cena em que o encontro sexual entre os dois assume fei\u00e7\u00f5es animalescas, com sons guturais e gestos que remetem mais ao instinto do que \u00e0 delicadeza humana. Est\u00e1 dispon\u00edvel na Apple TV+.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em <em>Crash: Estranhos Prazeres<\/em>, dirigido por David Cronenberg, o erotismo surge associado \u00e0 colis\u00e3o e ao metal retorcido. Ap\u00f3s sobreviver a um acidente, James (James Spader) se envolve com Helen (Holly Hunter) e passa a frequentar um grupo que transforma desastres automobil\u00edsticos em fetiche. As rela\u00e7\u00f5es se constroem a partir da reencena\u00e7\u00e3o de traumas e do fasc\u00ednio por cicatrizes, criando um conjunto de cenas sexuais t\u00e3o inusitadas quanto perturbadoras. O t\u00edtulo est\u00e1 na Oldflix.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2821 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/crash-300x170.jpg\" alt=\"\" width=\"472\" height=\"268\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/crash-300x170.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/crash-768x436.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/crash-1024x582.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/crash-800x455.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/crash-550x313.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/crash-230x131.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/crash.jpg 1077w\" sizes=\"auto, (max-width: 472px) 100vw, 472px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A obsess\u00e3o por carros retorna em<em> Titane<\/em>, vencedor da Palma de Ouro em Cannes em 2021. Dirigido por Julia Ducournau, o filme acompanha uma dan\u00e7arina que trabalha em uma garagem e carrega uma placa de metal implantada na cabe\u00e7a. Entre assassinatos e fugas, ela demonstra uma atra\u00e7\u00e3o f\u00edsica por ve\u00edculos e, nos minutos iniciais, mant\u00e9m uma rela\u00e7\u00e3o com um deles \u2014 epis\u00f3dio que culmina numa gravidez improv\u00e1vel. O longa est\u00e1 na Mubi.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em<em> Cocoon<\/em>, a premissa parece leve: idosos recuperam a juventude ao nadar numa piscina que, na verdade, abriga casulos alien\u00edgenas. Entre os momentos mais estranhos est\u00e1 a troca de energia entre um humano e uma extraterrestre por meio das m\u00e3os, numa cena que sugere prazer at\u00e9 o cl\u00edmax. Dispon\u00edvel na Oldflix.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O cult<em> Possess\u00e3o<\/em>, de 1981, acompanha o desgaste do casamento de Anna (Isabelle Adjani) e Mark (Sam Neill) em meio \u00e0s tens\u00f5es da Guerra Fria na Alemanha. O terror psicol\u00f3gico se mistura a met\u00e1foras sobre identidade e ruptura, culminando numa das imagens mais controversas do g\u00eanero: Anna se envolve intimamente com uma criatura monstruosa em um apartamento em ru\u00ednas (foto em destaque). Pode ser visto na Darkflix.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No experimental <em>Tetsuo &#8211; O Homem de Ferro<\/em>, Shinya Tsukamoto constr\u00f3i uma alegoria sobre industrializa\u00e7\u00e3o e trauma p\u00f3s-guerra ao mostrar um homem que se transforma gradualmente em metal. O \u00e1pice do horror ocorre quando, durante uma rela\u00e7\u00e3o com a namorada, seu corpo assume uma forma letal: o p\u00eanis se converte em uma broca, levando a cena a um desfecho tr\u00e1gico. Est\u00e1 na Darkflix.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2819 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/filmesse-300x209.jpeg\" alt=\"\" width=\"498\" height=\"347\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/filmesse-300x209.jpeg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/filmesse-768x534.jpeg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/filmesse-800x556.jpeg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/filmesse-550x382.jpeg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/filmesse-230x160.jpeg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/filmesse.jpeg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 498px) 100vw, 498px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A com\u00e9dia <em>O Bronze<\/em> acompanha a ginasta Hope Ann Greggory (Melissa Rauch), celebrizada por uma medalha ol\u00edmpica. Ao se envolver com o tamb\u00e9m atleta Lance Tucker (Sebastian Stan), o casal protagoniza uma sequ\u00eancia exagerada, com acrobacias improv\u00e1veis, levantamento de peso e uma tatuagem de medalha estrategicamente posicionada no corpo dele. O tom \u00e9 espalhafatoso e propositalmente absurdo. Dispon\u00edvel na Apple TV+ e Claro Video.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por fim, <em>Festa da Salsicha<\/em> transforma alimentos de supermercado em protagonistas de uma anima\u00e7\u00e3o nada infantil. Embora a trama acompanhe uma salsicha que teme ser comprada e consumida por humanos, o cl\u00edmax \u00e9 uma orgia coletiva entre produtos, de p\u00e3es e condimentos a carnes enlatadas e um queijo gorgonzola. O filme est\u00e1 no Prime Video, Apple TV+ e Claro Video.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2817 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/dsadfs-300x169.jpeg\" alt=\"\" width=\"526\" height=\"296\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/dsadfs-300x169.jpeg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/dsadfs-768x432.jpeg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/dsadfs-800x450.jpeg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/dsadfs-550x309.jpeg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/dsadfs-230x129.jpeg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2026\/03\/dsadfs.jpeg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 526px) 100vw, 526px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinematograficamente, o sexo \u00e9 frequentemente explorado como ferramenta narrativa, choque est\u00e9tico e estrat\u00e9gia de marketing. 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