{"id":2877,"date":"2026-03-11T16:19:07","date_gmt":"2026-03-11T19:19:07","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/?p=2877"},"modified":"2026-03-11T16:19:07","modified_gmt":"2026-03-11T19:19:07","slug":"sexologa-debate-culpa-e-repressao-na-sexualidade-feminina-em-livro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/sexologa-debate-culpa-e-repressao-na-sexualidade-feminina-em-livro\/","title":{"rendered":"Sex\u00f3loga debate culpa e repress\u00e3o na sexualidade feminina em livro"},"content":{"rendered":"<p>Foi para preencher a lacuna de uma\u00a0<a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/desigualdade-na-intimidade-menos-da-metade-das-mulheres-atinge-orgasmo-durante-o-sexo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">retrata\u00e7\u00e3o fragmentada da sexualidade<\/a>\u00a0que Alessandra Ara\u00fajo, psic\u00f3loga cl\u00ednica e sex\u00f3loga especialista em atendimento \u00e0 mulher, decidiu escrever\u00a0<em>Descobrindo a Sexualidade<\/em>. O livro, que ser\u00e1 lan\u00e7ado na pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira (17\/3), prop\u00f5e uma reflex\u00e3o sobre como a sexualidade feminina \u00e9 constru\u00edda, silenciada e, muitas vezes, atravessada por culpa, medo e repress\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>A partir da experi\u00eancia cl\u00ednica e de estudos na \u00e1rea da\u00a0<a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/conheca-o-daddy-kink-fetiche-que-une-dominacao-e-cuidado-no-sexo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">psicologia e da sexualidade humana<\/a>, Alessandra convida o leitor a compreender que falar sobre sexualidade n\u00e3o \u00e9 apenas falar sobre sexo, mas sobre identidade. \u201cA forma como algu\u00e9m se relaciona com o pr\u00f3prio corpo atravessa diretamente a autoestima, a autonomia e a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/ciencia-e-saude\/2025\/10\/7265567-por-que-cuidar-da-saude-mental-e-mais-urgente-do-que-nunca-no-brasil.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sa\u00fade mental<\/a>\u201d, afirma. \u201cQuando esse campo \u00e9 marcado por culpa, silenciamento ou repress\u00e3o, isso costuma aparecer em forma de ansiedade, vergonha, dificuldade de v\u00ednculo e conflitos internos profundos.\u201d<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/mulheres-revelam-fantasias-desejos-e-descobertas-sobre-o-proprio-prazer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mulheres revelam fantasias, desejos e descobertas sobre o pr\u00f3prio prazer<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p dir=\"ltr\">A culpa \u00e9, para a autora, uma das marcas mais recorrentes que moldam a\u00a0<a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/orgasmo-o-que-ninguem-te-contou-sobre-as-primeiras-vezes-da-mulher\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sexualidade feminina<\/a>. \u201cMuitas mulheres aprendem desde cedo que desejar pode ser perigoso, inadequado ou moralmente conden\u00e1vel\u201d, aponta. \u201cJunto, aparece o medo de julgamento e a sensa\u00e7\u00e3o de que o pr\u00f3prio corpo precisa ser controlado ou escondido\u201d. Nesse cen\u00e1rio, o pr\u00f3prio desejo \u00e9 distanciado, dificultando o reconhecimento de gostos e limites.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Socialmente, a especialista analisa a comercializa\u00e7\u00e3o do corpo da mulher como um forte padr\u00e3o de repress\u00e3o. \u201cIsso cria uma rela\u00e7\u00e3o constante de vigil\u00e2ncia: a mulher observa o pr\u00f3prio corpo como se estivesse sendo sempre observada por algu\u00e9m\u201d, argumenta. Outro padr\u00e3o recorrente \u00e9 a expectativa de que o desejo feminino seja discreto, controlado ou secund\u00e1rio. Segundo Alessandra, tais modelos afastam muitas mulheres da possibilidade de viver uma sexualidade mais aut\u00eantica e integrada \u00e0 pr\u00f3pria identidade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<ul>\n<li><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/tudo-sobre-o-clitoris-o-guia-cientifico-do-prazer-feminino-apos-seculos-de-apagamento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tudo sobre o clit\u00f3ris: o guia cient\u00edfico do prazer feminino ap\u00f3s s\u00e9culos de apagamento<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p dir=\"ltr\">A repress\u00e3o sexual \u00e9 um fen\u00f4meno que atravessa gera\u00e7\u00f5es. Conforme a sex\u00f3loga, valores, medos e proibi\u00e7\u00f5es que foram transmitidos na inf\u00e2ncia acabam se tornando refer\u00eancias internas. \u201cA mulher pode n\u00e3o perceber de onde vem determinada culpa ou vergonha, mas continua repetindo padr\u00f5es que foram aprendidos em outros contextos familiares ou culturais. A psican\u00e1lise mostra que essas marcas simb\u00f3licas permanecem na forma como a pessoa se relaciona com o pr\u00f3prio corpo, com o desejo e com os v\u00ednculos afetivos.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Diante disso, a educa\u00e7\u00e3o emocional surge como um fator transformador. \u201cPermite que a mulher reconhe\u00e7a sentimentos, limites e necessidades com mais clareza\u201d, resume. \u201cQuando algu\u00e9m aprende a nomear o que sente, tamb\u00e9m passa a ter mais autonomia para se posicionar nas rela\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/guia-do-squirt-o-que-e-a-ejaculacao-feminina-e-como-atingir-o-esguicho\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Guia do squirt: o que \u00e9 a ejacula\u00e7\u00e3o feminina e como atingir o esguicho<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p dir=\"ltr\">Al\u00e9m do \u00e2mbito sexual, a seguran\u00e7a psicol\u00f3gica em rela\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m \u00e9 preservada a partir do autoconhecimento. Alessandra prop\u00f5e que a viol\u00eancia emocional raramente come\u00e7a de forma expl\u00edcita: \u201cMuitas vezes aparece disfar\u00e7ada de cr\u00edticas constantes, controle, desqualifica\u00e7\u00e3o ou manipula\u00e7\u00e3o emocional. Como n\u00e3o deixa marcas f\u00edsicas, a pr\u00f3pria v\u00edtima pode demorar a perceber que est\u00e1 vivendo um processo de desvaloriza\u00e7\u00e3o e desgaste psicol\u00f3gico. Esse tipo de viol\u00eancia corr\u00f3i lentamente a autoestima e a autonomia da mulher, e por isso \u00e9 t\u00e3o importante ampliar o debate p\u00fablico sobre o tema.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A proposta de Alessandra \u00e9 a reconex\u00e3o com o pr\u00f3prio corpo, na qual n\u00e3o existem respostas prontas, mas sim um espa\u00e7o de reflex\u00e3o. \u201cO primeiro passo \u00e9 recuperar a escuta sobre si mesma. Isso envolve reconhecer sentimentos, perceber limites e questionar cren\u00e7as que foram naturalizadas ao longo da vida\u201d, narra. \u201cPassa tamb\u00e9m por abandonar a ideia de que seu corpo existe apenas para atender expectativas externas. Quando a mulher come\u00e7a a olhar para o pr\u00f3prio corpo com curiosidade, respeito e presen\u00e7a, ela abre espa\u00e7o para uma rela\u00e7\u00e3o mais saud\u00e1vel com a pr\u00f3pria sexualidade.\u201d<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/fingir-orgasmo-ainda-e-comum-entre-as-mulheres-entenda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fingir orgasmo ainda \u00e9 comum entre as mulheres? Entenda<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p dir=\"ltr\">\u201cEspero que a leitura permita \u00e0s mulheres olhar para si mesmas com mais honestidade e menos culpa\u201d, crava. \u201cCarregamos ideias sobre corpo, desejo e identidade que n\u00e3o foram realmente escolhidas por n\u00f3s. O livro \u00e9 um convite para questionar essas constru\u00e7\u00f5es e para que cada mulher possa construir uma rela\u00e7\u00e3o mais consciente, mais livre e mais respeitosa com a pr\u00f3pria hist\u00f3ria.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Lan\u00e7amento de\u00a0<em>Descobrindo a Sexualidade \u2013 Primeiros Passos para Entender Minha Sexualidade<\/em><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Na ter\u00e7a-feira (17\/3), \u00e0s 18h, no Gl\u00f3ria Caf\u00e9s Especiais e Livros (CLN 313 \u2013 Asa Norte)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi para preencher a lacuna de uma\u00a0retrata\u00e7\u00e3o fragmentada da sexualidade\u00a0que Alessandra Ara\u00fajo, psic\u00f3loga cl\u00ednica e sex\u00f3loga especialista em atendimento \u00e0 mulher, decidiu escrever\u00a0Descobrindo a Sexualidade. 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