{"id":358,"date":"2017-07-19T10:00:09","date_gmt":"2017-07-19T13:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/?p=358"},"modified":"2017-07-21T01:13:40","modified_gmt":"2017-07-21T04:13:40","slug":"5-fatos-sobre-o-beijo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/5-fatos-sobre-o-beijo\/","title":{"rendered":"5 fatos curiosos que a ci\u00eancia descobriu sobre o beijo"},"content":{"rendered":"<h3>1. A maioria dos beijos \u00e9 &#8220;destra&#8221;<\/h3>\n<p>Assim como h\u00e1 mais pessoas destras do que canhotas, a maioria dos beijos na boca s\u00e3o dados com as cabe\u00e7as inclinadas para a direita, como na cl\u00e1ssica cena acima. Sim, cientistas j\u00e1 pesquisaram isso, e n\u00e3o foi uma s\u00f3 vez.<\/p>\n<p>Em um <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41598-017-04942-9#Tab3\" target=\"_blank\">estudo publicado esta semana na revista especializada <em>Scientific Reports<\/em><\/a>,especialistas das universidades de Dhaka (Bangladesh), Bath e Bath Spa (ambas no Reino Unido) analisaram os beijos de 48 casais bengaleses e apontaram que, em mais de 70% das vezes, os parceiros inclinavam a cabe\u00e7a para a direita. No artigo, eles citam estudos com resultados semelhantes feitos em outros pa\u00edses, como Alemanha, Estados Unidos e Turquia.<\/p>\n<p>Mas por que diabos se estuda isso? Os cientistas dedicados ao tema acreditam que, dessa forma, podem entender melhor alguns aspectos da cogni\u00e7\u00e3o e da motricidade humanas. Outras pesquisas mostram que \u00e9 poss\u00edvel prever se um beb\u00ea ser\u00e1 destro ou canhoto observando para que lado ele vira a cabe\u00e7a na hora de dormir, por exemplo. No entanto, h\u00e1 estudos que apontam uma influ\u00eancia cultural para o virar de cabe\u00e7as: em pa\u00edses cuja a escrita \u00e9 feita da direita para a esquerda, o &#8220;beijo canhoto&#8221; \u00e9 mais comum. Sinal de que um gesto t\u00e3o cotidiano ainda vai render muito debate&#8230; Quem diria?<\/p>\n<h3>2. Em 10 segundos de beijo, trocamos 80 milh\u00f5es de bact\u00e9rias. E isso \u00e9 bom!<\/h3>\n<p>H\u00e1 muito sabemos que nunca estamos s\u00f3s. Vivemos acompanhados de 100 trilh\u00f5es de micro-organismos que habitam nosso corpo e s\u00e3o fundamentais para fun\u00e7\u00f5es como a digest\u00e3o de alimentos, a sintetiza\u00e7\u00e3o de nutrientes e a preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as. A esse conjunto de amigos invis\u00edveis, chamamos microbiota.<\/p>\n<p>Pois a boca tamb\u00e9m tem sua pr\u00f3pria microbiota, com milh\u00f5es de bichinhos de 700 esp\u00e9cies, muitos dos quais pulam para a boca do parceiro durante um beijo apaixonado. Para calcular quantos exatamente, cientistas pediram para que 21 pessoas tomassem uma solu\u00e7\u00e3o contendo bact\u00e9rias n\u00e3o nocivas e pouco comuns na boca e, depois, beijassem seus parceiros por 10 segundos. O passo seguinte consistiu em analisar a saliva de quem recebeu o beijo e estimar quantos milh\u00f5es de bichinhos haviam sido transferidos em m\u00e9dia. Oitenta milh\u00f5es foi o resultado.<\/p>\n<p>Por que isso \u00e9 bom? Porque, como vimos, as bact\u00e9rias da microbiota nos fazem bem, e aumentar a diversidade desses seres costuma ser bom neg\u00f3cio, garantindo um funcionamento melhor do organismo. <a href=\"https:\/\/microbiomejournal.biomedcentral.com\/articles\/10.1186\/2049-2618-2-41\" target=\"_blank\">O estudo, publicado na revista especializada <em>Microbiome<\/em><\/a>, tamb\u00e9m descobriu que, quanto mais um casal se beija, mais parecida fica sua microbiota bucal. N\u00e3o \u00e9 rom\u00e2ntico?<\/p>\n<h3>3. Ent\u00e3o, beijo \u00e9 saud\u00e1vel! Mas&#8230;<\/h3>\n<p>O chato da hist\u00f3ria \u00e9 que algumas doen\u00e7as s\u00e3o transmitidas pela saliva, logo, pelo beijo. As mais comuns: gripe, herpes labial e a chamada doen\u00e7a do beijo, ou mononucleose, cujos sintomas se parecem com os da gripe. Ah, c\u00e1rie pode, sim, ser transmitida pelo beijo. N\u00e3o, HIV n\u00e3o se transmite pelo beijo.<\/p>\n<h3>4. Alguns animais beijam, alguns humanos, n\u00e3o<\/h3>\n<figure id=\"attachment_359\" aria-describedby=\"caption-attachment-359\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-359\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2017\/07\/bonobos.jpg\" alt=\"Bonobos em zool\u00f3gico da B\u00e9lgica. Cr\u00e9dito: AFP\" width=\"800\" height=\"460\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2017\/07\/bonobos.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2017\/07\/bonobos-300x173.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2017\/07\/bonobos-768x442.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2017\/07\/bonobos-550x316.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2017\/07\/bonobos-230x132.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-359\" class=\"wp-caption-text\">Bonobos em zool\u00f3gico da B\u00e9lgica. Cr\u00e9dito: AFP<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nem todo mundo beija. E n\u00e3o estamos falando de pessoas castas ou pudicas, mas de povos inteiros. Enquanto os filmes de Hollywood nos fazem acreditar que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel amar sem beijar, <a href=\"http:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/aman.12286\/full\" target=\"_blank\">um estudo da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, publicado em 2015 na revista <em>American Anthropologist<\/em><\/a>, est\u00e1 a\u00ed para provar que \u00e9 sim.<\/p>\n<p>Os pesquisadores observaram casais de 168 culturas ao redor do mundo, nos cinco continentes, e registraram beijos rom\u00e2nticos \u2013 definidos no estudo como o contato dos l\u00e1bios, prolongado ou n\u00e3o \u2013 em apenas 46% desses povos.<\/p>\n<p>O achado torna complexa a discuss\u00e3o sobre a origem do beijo, pois coloca em d\u00favida a hip\u00f3tese de que o beijo seria uma caracter\u00edstica herdada de nossos ancestrais. Essa hip\u00f3tese \u00e9 embasada por outro fato curioso: o de que primatas como chimpanz\u00e9s e bonobos, que compartilham um ancestral comum com o ser humano, tamb\u00e9m costumam se beijar. Portanto, enquanto alguns animais se beijam, alguns humanos, n\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 louco, isso?<\/p>\n<h3>5. O beijo, mais que o sexo, \u00e9 um bom indicador da qualidade de um relacionamento<\/h3>\n<p>Est\u00e1 feliz com seu amor? Se sim, voc\u00eas provavelmente se beijam bastante. Em uma pesquisa da Universidade de Oxford, no Reino Unido, com 900 pessoas, os cientistas notaram que os indiv\u00edduos que relataram beijar seus parceiros com frequ\u00eancia eram tamb\u00e9m o que se mostravam mais satisfeitos com seus relacionamentos.<\/p>\n<p>Curiosamente, n\u00e3o foi encontrada a mesma correla\u00e7\u00e3o entre satisfa\u00e7\u00e3o com o parceiro e frequ\u00eancia de atos sexuais. <a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s10508-013-0190-1\" target=\"_blank\">O estudo, de 2013, foi publicado na revista cient\u00edfica <em>Archives of Sexual Behavior<\/em><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. A maioria dos beijos \u00e9 &#8220;destra&#8221; Assim como h\u00e1 mais pessoas destras do que canhotas, a maioria dos beijos na boca s\u00e3o dados com as cabe\u00e7as inclinadas para a direita, como na cl\u00e1ssica cena acima. Sim, cientistas j\u00e1 pesquisaram isso, e n\u00e3o foi uma s\u00f3 vez. 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