{"id":39,"date":"2017-05-26T18:20:02","date_gmt":"2017-05-26T21:20:02","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/?p=39"},"modified":"2017-06-12T23:07:01","modified_gmt":"2017-06-13T02:07:01","slug":"sexo-anal-o-que-a-ciencia-diz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/sexo-anal-o-que-a-ciencia-diz\/","title":{"rendered":"5 coisas que a ci\u00eancia diz sobre sexo anal e que voc\u00ea (provavelmente) n\u00e3o sabe"},"content":{"rendered":"<p>As muitas formas de express\u00e3o da sexualidade humana continuam, 200 mil anos depois do aparecimento do <em>Homo sapiens<\/em>, a intrigar, vejam s\u00f3!, a pr\u00f3pria humanidade. Desde que <a href=\"http:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia\/ciencia-e-saude\/2013\/07\/25\/interna_ciencia_saude,379028\/morre-virginia-johnson-pioneira-das-pesquisas-sobre-sexualidade.shtml\" target=\"_blank\">Masters &amp; Johnson<\/a> e, pouco depois, <a href=\"http:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia\/revista\/2014\/09\/28\/interna_revista_correio,448878\/vale-quase-tudo.shtml\" target=\"_blank\">Alfred Kinsey<\/a>, resolveram sistematizar o conhecimento sobre o tema, os estudos s\u00f3 fizeram aumentar. Abaixo, listamos algumas conclus\u00f5es de pesquisas recentes sobre uma pr\u00e1tica que continua cercada de tabu: o sexo anal. Surpreenda-se. Ou n\u00e3o&#8230; \ud83d\ude09<\/p>\n<h3>1. N\u00e3o, o sexo anal n\u00e3o \u00e9 o ato mais comum em rela\u00e7\u00f5es gays<\/h3>\n<figure id=\"attachment_83\" aria-describedby=\"caption-attachment-83\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-83 size-full\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2017\/05\/gay.jpg\" alt=\"Casal italiano pouco antes de se casar. Cr\u00e9dito: Andreas Solaro\/AFP\" width=\"800\" height=\"338\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-83\" class=\"wp-caption-text\">Casal italiano se beija pouco antes de se casar. Cr\u00e9dito: Andreas Solaro\/AFP<\/figcaption><\/figure>\n<p>O dado \u00e9 de uma pesquisa feita pelas universidades de Indiana e George Mason, nos Estados Unidos. Publicado no Journal of Sexual Medicine, o trabalho descobriu que o sexo entre dois homens costuma ter um repert\u00f3rio muito mais variado do que h\u00e9teros costumam imaginar.<\/p>\n<p>Com a ajuda da empresa Online Buddies, especializada em aplicativos de encontro voltados para o p\u00fablico gay, os cientistas conseguiram receber o feedback de quase 25 mil homens gays e bissexuais, a grande maioria norte-americana.<\/p>\n<p>Estimulados a descrever os atos que tinham praticado no \u00faltimo encontro, os volunt\u00e1rios geraram uma lista de 1.308 comportamentos. O sexo anal n\u00e3o tinha acontecido em mais de 60% das transas. O ato mais comum? Esse mostrado na foto acima: beijar o parceiro na boca.<\/p>\n<h3>2. Sexo anal \u00e9 uma fantasia quase exclusivamente masculina<\/h3>\n<p>Enquanto o estudo anterior n\u00e3o deve ter surpreendido gays, este n\u00e3o ser\u00e1 novidade para as mulheres. Mas, meu caro leitor h\u00e9tero, saiba: fantasiar sobre sexo anal \u00e9 uma coisa s\u00f3 sua, e sua parceira, provavelmente, n\u00e3o deve se empolgar muito com a ideia.<\/p>\n<p>Claro, a sexualidade humana \u00e9 um terreno infinito de possibilidades, e mulheres podem ter essa fantasia. Mas elas seriam raras, de acordo com uma pesquisa do Instituto Philippe-Pinel, da Universidade de Montreal, no Canad\u00e1, que entrevistou 799 homens e 718 mulheres, com m\u00e9dia de idade de 30 anos.<\/p>\n<p>&#8220;Uma das descobertas mais intrigantes diz respeito ao significativo n\u00famero de fantasias quase exclusivamente masculinas, por exemplo, as que envolvem transexuais, sexo anal entre heterossexuais e a ideia de ver a parceira fazer sexo com outro homem&#8221;, afirmou, em um comunicado, Christian Joyal, principal autor do estudo, publicado no Journal of Sexual Medicine.<\/p>\n<h3>3. N\u00e3o \u00e9 considerado sexo por muita gente<\/h3>\n<figure id=\"attachment_84\" aria-describedby=\"caption-attachment-84\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-84 size-full\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2017\/05\/bill-clinton-1.jpg\" alt=\"Bil Clinton em 1988\" width=\"800\" height=\"338\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-84\" class=\"wp-caption-text\">Clinton prestes a admitir um relacionamento extraconjugal com uma estagi\u00e1ria da Casa Branca. Cr\u00e9dito: Win McNamee\/Reuters<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lembra quando Bill Clinton escapou de um impeachment ao argumentar que sexo oral n\u00e3o constitu\u00eda uma rela\u00e7\u00e3o sexual? Se ele dissesse o mesmo sobre sexo anal, muita gente concordaria com ele.<\/p>\n<p>Especialistas do Instituto Kinsey, da Universidade de Indiana, fizeram uma s\u00e9rie de perguntas sobre sexo para 496 pessoas por telefone. Quando ouviram a quest\u00e3o &#8220;Sexo anal pode ser considerado sexo?&#8221;, 20% delas responderam que n\u00e3o. Quando a pergunta foi sobre sexo oral, a taxa cresceu para 30%.<\/p>\n<h3>4. Lubrificantes durante o sexo anal aumentam a chance de contrair HIV<\/h3>\n<p>Estranh\u00edssimo, n\u00e9? Mas, se o sexo anal for feito sem camisinha, \u00e9 isso mesmo que acontece, aponta uma pesquisa da Universidade da Calif\u00f3rnia. Depois de acompanhar 900 homens e mulheres americanos, os pesquisadores conclu\u00edram que o risco de contrair alguma infec\u00e7\u00e3o durante o sexo anal desprotegido \u00e9 tr\u00eas vezes maior com o uso de lubrificantes.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o dos cientistas: muitos desses produtos t\u00eam subst\u00e2ncias que irritam as mucosas, favorecendo pequenos ferimentos. Assim, na aus\u00eancia de camisinha, os lubrificantes tornam ainda mais f\u00e1cil a transmiss\u00e3o do HIV e outras doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis (DSTs).<\/p>\n<h3>5. Parece estar ligado a um risco maior de incontin\u00eancia fecal<\/h3>\n<p>Os cientistas que chegaram a essa conclus\u00e3o analisaram as informa\u00e7\u00f5es de uma pesquisa nacional de sa\u00fade com 6.150 adultos. Entre as mulheres que disseram praticar sexo anal, o risco de incontin\u00eancia fecal se mostrou duas vezes maior do que na popula\u00e7\u00e3o feminina em geral. Entre os homens, esse perigo se mostrou tr\u00eas vezes maior.<\/p>\n<p>No entanto, os autores do trabalho, da Universidade do Alabama em Birmingham, ressaltaram que a pesquisa n\u00e3o traz resultados definitivos, e que mais investiga\u00e7\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias. &#8220;Al\u00e9m disso, n\u00f3s n\u00e3o sabemos se algu\u00e9m que fez sexo anal uma ou duas vezes tem o risco de incontin\u00eancia fecal aumentado tanto quanto algu\u00e9m que o faz regularmente&#8221;, acrescentou Alayne Markland, l\u00edder do estudo, publicado no American Journal of Gastroenterology.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As muitas formas de express\u00e3o da sexualidade humana continuam, 200 mil anos depois do aparecimento do Homo sapiens, a intrigar, vejam s\u00f3!, a pr\u00f3pria humanidade. Desde que Masters &amp; Johnson e, pouco depois, Alfred Kinsey, resolveram sistematizar o conhecimento sobre o tema, os estudos s\u00f3 fizeram aumentar. 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