{"id":508,"date":"2017-08-16T23:41:07","date_gmt":"2017-08-17T02:41:07","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/?p=508"},"modified":"2017-08-17T00:36:33","modified_gmt":"2017-08-17T03:36:33","slug":"filmes-sobre-transexuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/filmes-sobre-transexuais\/","title":{"rendered":"Muito al\u00e9m de &#8216;A for\u00e7a do querer&#8217;: sete filmes e s\u00e9ries que ajudam a entender melhor as pessoas transexuais"},"content":{"rendered":"<p>A personagem Ivana, da novela <em>A for\u00e7a do querer<\/em>, tem ajudado o p\u00fablico brasileiro a entender melhor a transexualidade. Ao abordar o tema, a autora Gl\u00f3ria Perez se une a um grupo crescente de roteiristas e diretores que <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/forca-do-querer-transexual-preconceito\/\" target=\"_blank\">voltam seus olhos para as pessoas transexuais e ajudam a reduzir o estigma e preconceito que ainda, infelizmente, s\u00e3o dirigidos a elas<\/a>.<\/p>\n<p>Estigma, por sinal, que o cinema e a televis\u00e3o j\u00e1 alimentaram. Durante anos, transexuais e toda a comunidade LGBT foram retratados de forma preconceituosa nas telas. Ou eram apresentados de forma superficial e caricata, para fazer rir, ou de forma amea\u00e7adora, como o serial killer de <em>O sil\u00eancio dos inocentes<\/em>, que assassinava mulheres para lhes retirar a pele e costurar para si uma &#8220;cobertura&#8221; feminina.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, no entanto, diversas produ\u00e7\u00f5es abandonaram essa abordagem e olharam para o universo trans com a sensibilidade e o respeito merecidos. A seguir, listamos sete dessas obras, que merecem ser vistas e revistas e podem ajudar voc\u00ea a entender melhor a transexualidade.<\/p>\n<h3><em>1. A garota dinamarquesa <\/em>(2015, Inglaterra e EUA)<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-516\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2017\/08\/garota.jpg\" alt=\"transexual\" width=\"800\" height=\"460\" \/><\/p>\n<p>O filme \u00e9 baseado no livro de mesmo nome de David Ebershoff, que resgatou a hist\u00f3ria da primeira mulher trans a passar por uma cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o genital na Europa, nos anos 1920. Dirigido por Tom Hooper, o filme rendeu o Oscar de atriz coadjuvante a Alicia Vikander, que interpreta Gerda, mulher de Lili, a garota dinamarquesa do t\u00edtulo. O grande m\u00e9rito do filme, al\u00e9m de ser bem realizado, \u00e9 sua preocupa\u00e7\u00e3o em ser did\u00e1tico. Por isso, serve como \u00f3tima introdu\u00e7\u00e3o ao tema.<\/p>\n<h3><em>2. Meninos n\u00e3o choram<\/em> (1999, EUA)<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-510\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2017\/08\/meninos.jpg\" alt=\"meninos\" width=\"800\" height=\"460\" \/><\/p>\n<p>Uma das primeiras produ\u00e7\u00f5es de Hollywood a abordar o tema, <em>Meninos n\u00e3o choram<\/em> deixou muita gente confusa no cinema, pois, no fim dos anos 1990, o tema da transexualidade era pouco conhecido, especialmente a quest\u00e3o dos homens trans. Dirigida por Kimberly Peirce, conta a hist\u00f3ria de Brandon, interpretado por Hillary Swank, que acabou ganhando o Oscar de melhor atriz. At\u00e9 hoje, o filme se mant\u00e9m atual, abordando com compet\u00eancia a complexidade da identidade de g\u00eanero, os estere\u00f3tipos dos pap\u00e9is masculinos e femininos e, principalmente, <a href=\"http:\/\/especiais.correiobraziliense.com.br\/brasil-lidera-ranking-mundial-de-assassinatos-de-transexuais\" target=\"_blank\">a viol\u00eancia a que as pessoas trans est\u00e3o sujeitas<\/a>.<\/p>\n<h3>3. <em>Transam\u00e9rica<\/em> (2005, EUA)<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-517\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2017\/08\/transamerica3.jpg\" alt=\"transexuais\" width=\"800\" height=\"460\" \/><\/p>\n<p>O filme de Duncan Tucker mostra uma viagem de carro que Bree, uma mulher trans muito bem interpretada por Felicity Huffman, faz com o filho, Toby. Tamb\u00e9m funciona muito bem como introdu\u00e7\u00e3o ao tema, ajudando a entender o processo de transi\u00e7\u00e3o do g\u00eanero masculino para o feminino. Felicity mereceu uma indica\u00e7\u00e3o ao Oscar por esse papel.<\/p>\n<h3><em>4. Laurence anyways<\/em> (2012, Canad\u00e1 e Fran\u00e7a)<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-518\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2017\/08\/Laurence-Anyways-di-Dolan_banner.jpg\" alt=\"transexuais\" width=\"800\" height=\"460\" \/><\/p>\n<p>Escrito, dirigido e editado pelo jovem canadense Xavier Dolan, este filme tem um lugar especial no cora\u00e7\u00e3o do <strong>Blog Daquilo<\/strong>. Repleto de cenas de rara sensibilidade, mostra a hist\u00f3ria do professor Laurence e sua namorada, Fred. Quando Laurence revela que, na verdade, sempre se sentiu mulher, o relacionamento dos dois entra em uma crise, na qual amor e m\u00e1goa se misturam. Bel\u00edssimo, verdadeiro e po\u00e9tico.<\/p>\n<h3><em>5. Tomboy<\/em> (2010, Fran\u00e7a)<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-513\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2017\/08\/tomboy.jpg\" alt=\"tomboy\" width=\"800\" height=\"460\" \/><\/p>\n<p>Quando se muda para um novo bairro, Laurie, 10 anos, aproveita que n\u00e3o conhece ningu\u00e9m e se apresenta para as outras crian\u00e7as como um menino. Dirigido por C\u00e9line Sciamma, o filme ajuda a mostrar como os comportamentos de meninos e meninas podem ser socialmente aprendidos. Preste aten\u00e7\u00e3o na cena em que Laurie vai jogar futebol com os garotos e busca imitar os trejeitos deles, inclusive cuspindo no ch\u00e3o.<\/p>\n<h3><em>6. Transparent<\/em> (a partir de 2014, EUA)<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-514\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2017\/08\/transparent-cast-800x757.jpg\" alt=\"transexual\" width=\"800\" height=\"460\" \/><\/p>\n<p>A premiada s\u00e9rie produzida pela Amazon (dispon\u00edvel na plataforma Amazon Prime) conta o processo de transi\u00e7\u00e3o de Maura e sua rela\u00e7\u00e3o com os tr\u00eas filhos e a ex-mulher. Por vezes comovente, por vezes \u00e1cido, o programa aborda bem a marginaliza\u00e7\u00e3o das pessoas trans e tem o grande m\u00e9rito de n\u00e3o ignorar que a transexualidade \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o que pode afetar profundamente as rela\u00e7\u00f5es familiares.<\/p>\n<h3>7. Elvis &amp; Madona (2011, Brasil)<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-519\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2017\/08\/elvis-e-madona.jpg\" alt=\"transexuais\" width=\"800\" height=\"460\" \/><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da aspirante a fot\u00f3grafa e entregadora de pizza Elvis (Simone Spoladore) e da travesti (<a href=\"http:\/\/especiais.correiobraziliense.com.br\/transexual-travesti-drag-queen-qual-e-a-diferenca\" target=\"_blank\">saiba aqui a diferen\u00e7a entre transexual e travesti<\/a>) Madona (\u00cdgor Cotrim) ajuda a combater preconceitos e estere\u00f3tipos com pitadas de humor. Dirigido por Marcelo Laffitte, o filme faz rir, mas n\u00e3o deixa de provocar reflex\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A personagem Ivana, da novela A for\u00e7a do querer, tem ajudado o p\u00fablico brasileiro a entender melhor a transexualidade. 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