{"id":556,"date":"2017-08-24T23:07:20","date_gmt":"2017-08-25T02:07:20","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/?p=556"},"modified":"2017-08-24T23:07:20","modified_gmt":"2017-08-25T02:07:20","slug":"coca-pepsi-e-casamento-feliz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/coca-pepsi-e-casamento-feliz\/","title":{"rendered":"Gosta de Coca? Ent\u00e3o, n\u00e3o se case com algu\u00e9m que s\u00f3 toma Pepsi"},"content":{"rendered":"<p>Numa era em que felicidade \u00e9 cada vez mais confundida com capacidade de consumir, gostar das mesmas marcas parece ter se tornado fundamental para um casamento\u00a0feliz. Pelo menos \u00e9 o que mostra um curioso estudo feito por cientistas da Universidade de Duke, uma das mais conceituadas dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Basicamente, o que os autores conclu\u00edram foi: ficar muitos anos com algu\u00e9m que gosta de Pepsi, enquanto sua prefer\u00eancia \u00e9 por Coca, pode ir aos poucos corroendo seu gosto de viver, tornando voc\u00ea uma pessoa menos feliz. Especialmente se voc\u00ea \u00e9 o lado &#8220;menos poderoso&#8221; (low-power) da rela\u00e7\u00e3o, express\u00e3o que os pesquisadores usam para descrever a pessoa que n\u00e3o se sente capaz de influenciar o comportamento do parceiro.<\/p>\n<p>O teste para descobrir se voc\u00ea \u00e9 o lado menos poderoso \u00e9 simples. Basta olhar o que entra no carrinho de supermercado. Voc\u00ea ama Negresco, mas o que voc\u00eas levam para casa \u00e9 quase sempre Passatempo? Curte Becel, mas na geladeira s\u00f3 tem Doriana? Queria um Ford, mas \u00e9 um Fiat que repousa na garagem? \u00c9, voc\u00ea \u00e9 o lado menos poderoso da hist\u00f3ria. E, depois de anos assim, quase sem perceber, voc\u00ea se sentir\u00e1 cada vez menos satisfeito.<\/p>\n<h2>Parece bobagem<\/h2>\n<p>Parece bobagem. E os pesquisadores sabem que parece mesmo. E, justamente por isso, a coisa seria t\u00e3o amea\u00e7adora. &#8220;Se voc\u00ea tem uma religi\u00e3o diferente da do seu parceiro, \u00e9 capaz de essa rela\u00e7\u00e3o terminar logo. Mas, se voc\u00ea gosta de Coca e seu parceiro de Pepsi, com o passar dos dias, isso pode gerar um pequeno conflito. E, se voc\u00ea \u00e9 o lado menos poderoso da rela\u00e7\u00e3o, que continuamente perde na escolha das marcas e fica preso \u00e0 prefer\u00eancia do outro, voc\u00ea vai se tornar cada vez menos feliz&#8221;, explica, em um comunicado, a principal autora do estudo, Danielle Brick.<\/p>\n<p>No artigo, <a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/jcr\/article-abstract\/doi\/10.1093\/jcr\/ucx079\/3896334\/Coke-vs-Pepsi-Brand-Compatibility-Relationship?redirectedFrom=fulltext\" target=\"_blank\">publicado este m\u00eas no <em>Journal of Consumer Research<\/em><\/a>, os autores descrevem uma s\u00e9rie de experimentos e entrevistas que fizeram com diversos casais, sendo que alguns foram acompanhados por dois anos. E garantem: as pessoas menos poderosas que tiveram de se acostumar com as marcas preferidas do companheiro registraram \u00edndices mais baixos de satisfa\u00e7\u00e3o com a vida.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um efeito muito claro. N\u00f3s o identificamos v\u00e1rias e v\u00e1rias vezes&#8221;, assegura Gavan Fitzsimons, professor de marketing e psicologia na Universidade de Duke, que emenda com um conselho: &#8220;As pessoas que est\u00e3o procurando por um amor, talvez devessem pensar em incluir suas marcas preferidas em seus perfis de sites de relacionamento&#8221;. Ser\u00e1 que \u00e9 pra tanto?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Numa era em que felicidade \u00e9 cada vez mais confundida com capacidade de consumir, gostar das mesmas marcas parece ter se tornado fundamental para um casamento\u00a0feliz. Pelo menos \u00e9 o que mostra um curioso estudo feito por cientistas da Universidade de Duke, uma das mais conceituadas dos Estados Unidos. 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