{"id":10114,"date":"2024-05-10T11:48:27","date_gmt":"2024-05-10T14:48:27","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/?p=10114"},"modified":"2024-05-10T11:48:27","modified_gmt":"2024-05-10T14:48:27","slug":"tragedia-no-rs-ajudou-governo-lula-a-manter-o-controle-de-emendas-parlamentares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/tragedia-no-rs-ajudou-governo-lula-a-manter-o-controle-de-emendas-parlamentares\/","title":{"rendered":"Trag\u00e9dia no RS ajudou governo Lula a manter o controle de emendas parlamentares"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Denise Rothenburg \u2014<\/strong> A trag\u00e9dia no Rio Grande Sul ajudou o governo Lula a manter o controle sobre a velocidade de libera\u00e7\u00e3o das emendas parlamentes, adiando a an\u00e1lise do veto ao cronograma para pagamento das propostas de deputados e senadores. O baixo clero, por\u00e9m, vai ficar de olho. Afinal, sem o cronograma, o Poder Executivo poder\u00e1 dizer o que ser\u00e1 liberado agora \u2014 ou seja, antes da elei\u00e7\u00e3o \u2014 e que projetos ficam para depois. Na avalia\u00e7\u00e3o de muitos deputados, est\u00e1 mantido o toma l\u00e1 d\u00e1 c\u00e1.<\/p>\n<p>Em tempo: por mais que haja insatisfa\u00e7\u00e3o dos congressistas com o Planalto, o governo conseguiu tudo o que queria do Parlamento neste quase um ano e meio de mandato. E, de quebra, ainda chegou a um acordo sobre a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento.<\/p>\n<p>Quem \u00e9 do ramo da pol\u00edtica diz que o governo precisa melhorar a articula\u00e7\u00e3o. Mas, no Poder Executivo, a vis\u00e3o \u00e9 de que o copo est\u00e1 meio cheio e quase tudo funcionando a contento. Enquanto estiver ganhando, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva n\u00e3o mexer\u00e1 no time.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;<\/p>\n<h4>Alcolumbre sai da toca<\/h4>\n<p>Pr\u00e9-candidato \u00e0 Presid\u00eancia do Senado, Davi Alcolumbre (Uni\u00e3o Brasil-AP) tornou sua campanha mais ostensiva esta semana, a ponto de liderar a condu\u00e7\u00e3o de acordos para aprova\u00e7\u00e3o da volta do DPVAT. Muitos senadores avaliam que se ele n\u00e3o tivesse entrado em campo, a proposta n\u00e3o teria passado e o governo teria R$ 15 bilh\u00f5es a menos no caixa. Afinal, foram 41 votos, o m\u00ednimo necess\u00e1rio a favor do texto.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;<\/p>\n<h4>A trag\u00e9dia s\u00f3 aumenta<\/h4>\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Agricultura (CNA) est\u00e1 em negocia\u00e7\u00e3o com o governo federal e o do Rio Grande do Sul para reduzir a burocracia da libera\u00e7\u00e3o do seguro agr\u00edcola para os produtores ga\u00fachos. \u00c9 que mesmo onde a \u00e1gua j\u00e1 baixou, h\u00e1 locais em que os fiscais n\u00e3o conseguem chegar para atestar as perdas e liberar os recursos aos produtores.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;<\/p>\n<h4>O dia do teste<\/h4>\n<p>Com a sa\u00edda de presos para o Dia das M\u00e3es, neste domingo, a oposi\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 de olho. Se aumentar o contingente daqueles que n\u00e3o voltarem para cumprir a pena, vai enfraquecer o discurso do governo pela manuten\u00e7\u00e3o do veto. Os defensores do fim das &#8220;saidinhas&#8221;, que formam maioria no Congresso, prometem desde j\u00e1 um revezamento na tribuna cobrando a derrubada do veto.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;<\/p>\n<h4>Padilha no Senado<\/h4>\n<p>O fato de o ministro de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais, Alexandre Padilha, ir ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), agradecer o adiamento dos vetos pol\u00eamicos, foi visto entre os senadores como um gesto importante para refor\u00e7ar a posi\u00e7\u00e3o dele como articulador pol\u00edtico. At\u00e9 aqui, o Senado \u00e9 a Casa que mais sustenta Padilha.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;<\/p>\n<h4>Curtidas<\/h4>\n<p><strong>Quem foi ao Cear\u00e1&#8230;\/<\/strong> Relator da Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO), o deputado Danilo Forte (Uni\u00e3o Brasil-CE) deixou o Plen\u00e1rio da C\u00e2mara, no in\u00edcio da tarde, a fim de garantir o embarque para Fortaleza. Saiu confiante de que o cronograma de libera\u00e7\u00e3o das emendas individuais estava no rol de vetos quer seriam derrubados naquela sess\u00e3o do Congresso.<\/p>\n<p><strong>&#8230;ficou ao Deus dar\u00e1\/<\/strong> Enquanto ele voava, um novo acordo foi feito e esse veto ficou para 28 de maio. Seus amigos disseram que os governistas s\u00f3 esperaram Danilo sair do Plen\u00e1rio para formalizar o acordo. Agora, dizem que da sess\u00e3o de quinta-feira restou a m\u00e1xima: &#8220;Ningu\u00e9m sai&#8221;.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Menor aprendiz&#8221;\/<\/strong> \u00c9 assim que os oposicionistas t\u00eam se referido ao l\u00edder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP, foto). \u00c9 que ele mesmo diz estar aprendendo muito com o senador Eduardo Gomes (PL-TO), que foi l\u00edder de Jair Bolsonaro. Mal ou bem, deu certo a estrat\u00e9gia de, em Plen\u00e1rio, pedir o adiamento de alguns vetos aos 45 do segundo tempo.<\/p>\n<p><strong>Vingou todos\/<\/strong> O ex-senador Chiquinho Esc\u00f3rcio recebeu dezenas de telefonemas de leitores da coluna, por causa da &#8220;excomunh\u00e3o&#8221; ao ex-candidato a presidente da Rep\u00fablica Padre Kelmon, no corredor do Senado. At\u00e9 o ex-presidente Jos\u00e9 Sarney e o ex-ministro Jos\u00e9 Dirceu telefonaram: &#8220;Chiquinho, voc\u00ea se superou nas tiradas inteligentes&#8221;, disse Sarney. Para quem n\u00e3o leu, ontem, Chiquinho chamou Padre Kelmon e soltou: &#8220;Eu te excomungo, em nome do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Denise Rothenburg \u2014 A trag\u00e9dia no Rio Grande Sul ajudou o governo Lula a manter o controle sobre a velocidade de libera\u00e7\u00e3o das emendas parlamentes, adiando a an\u00e1lise do veto ao cronograma para pagamento das propostas de deputados e senadores. O baixo clero, por\u00e9m, vai ficar de olho. 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