{"id":1023,"date":"2016-11-21T11:46:06","date_gmt":"2016-11-21T13:46:06","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/?p=1023"},"modified":"2016-11-21T11:46:06","modified_gmt":"2016-11-21T13:46:06","slug":"geddel-poe-governo-na-roda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/geddel-poe-governo-na-roda\/","title":{"rendered":"Geddel em teste"},"content":{"rendered":"<p>   As confus\u00f5es em alta no momento guardavam certa dist\u00e2ncia do Planalto. S\u00e9rgio Cabral, o ex-governador preso por roubo, n\u00e3o afetava o dia-a-dia do presidente Michel Temer, nem colocava o Planalto na linha de tiro do #x\u00f4privil\u00e9gio. Numa pl\u00e1cida sexta-feira que tinha tudo para ficar no rescaldo do Cabral que descobriu Bangu 10, o jogo virou. Geddel Vieira Lima, o poderoso ministro da Secretaria de Governo, respons\u00e1vel pela articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Planalto, foi acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de pressionar a libera\u00e7\u00e3o de um empreendimento na Bahia, no qual Geddel tinha comprado um im\u00f3vel. Ora, ora. Justo um dos ministros mais pr\u00f3ximos a Temer. Santo azar, Batman! Geddel negou. Disse que fizera apenas uma &#8220;pondera\u00e7\u00e3o&#8221;, conforme entrevista ao Uol. O que Geddel chamou de pondera\u00e7\u00e3o fez Calero pedir demiss\u00e3o e sair atirando. Talvez o ent\u00e3o ministro da Cultura tivesse entendido errado. Michel Temer ouviu as duas vers\u00f5es. Manteve Geddel e n\u00e3o segurou Calero. <\/p>\n<p>   O ministro palaciano, entretanto, entra esta semana na corda bamba. Some-se ao desgaste com o epis\u00f3dio Calero a insatisfa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios deputados da base aliada, reclamando das longas filas de espera na antessala no ministro, a demora nas nomea\u00e7\u00f5es e na tratativa dos projetos de interesse de cada um. Numa base acostumada ao toma-l\u00e1-d\u00e1-c\u00e1, talvez Geddel tenha at\u00e9 raz\u00e3o em deixar alguns esperando. O que n\u00e3o pode \u00e9 o ministro tentar interceder em benef\u00edcio pr\u00f3prio perante seus pr\u00f3prios colegas. J\u00e1 tem gente internamente na base dizendo que &#8220;Geddel s\u00f3 tenta resolver as coisas dele pr\u00f3prio&#8221;. Ou ele se recupera perante os partidos aliados ao presidente, ou n\u00e3o conseguir\u00e1 cumprir a miss\u00e3o que lhe foi dada no governo, que, na pr\u00e1tica, \u00e9 deixar os deputados mais calmos e afeitos aos projetos do Executivo, nem que seja apenas com uma boa conversa. Os pr\u00f3ximos dias dir\u00e3o se o ministro retomar\u00e1 as condi\u00e7\u00f5es de exercer essa tarefa.<\/p>\n<p>    A aposta de alguns pol\u00edticos \u00e9 a de que o epis\u00f3dio terminar\u00e1 no seguinte tra\u00e7ado: o empreendimento imobili\u00e1rio na Barra acabou, porque, agora, se for liberado, ser\u00e1 para beneficiar um ministro. Geddel, por sua vez, apanhar\u00e1 uns dias, mas, continuar\u00e1 atendendo como &#8220;ministro&#8221;. Agora, se algo mais surgir no horizonte, ele que se prepare para virar &#8220;ex&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As confus\u00f5es em alta no momento guardavam certa dist\u00e2ncia do Planalto. S\u00e9rgio Cabral, o ex-governador preso por roubo, n\u00e3o afetava o dia-a-dia do presidente Michel Temer, nem colocava o Planalto na linha de tiro do #x\u00f4privil\u00e9gio. Numa pl\u00e1cida sexta-feira que tinha tudo para ficar no rescaldo do Cabral que descobriu Bangu 10, o jogo virou. 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