{"id":10322,"date":"2024-07-22T13:53:56","date_gmt":"2024-07-22T16:53:56","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/?p=10322"},"modified":"2024-07-22T13:53:56","modified_gmt":"2024-07-22T16:53:56","slug":"os-desafios-crescentes-na-seguranca-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/os-desafios-crescentes-na-seguranca-publica\/","title":{"rendered":"Os desafios crescentes na seguran\u00e7a p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Carlos Alexandre de Souza \u2014<\/strong> Os recentes n\u00fameros divulgados pelo Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica indicam uma variedade de problemas e desafios acerca da viol\u00eancia no Brasil e do combate \u00e0 criminalidade. Esses temas demandam a\u00e7\u00f5es coordenadas pelo governo federal, mas tamb\u00e9m implicam o engajamento de estados e munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Como se sabe, houve uma redu\u00e7\u00e3o de 3,4% no n\u00famero de mortes violentas em 2023, com 46.328 homic\u00eddios intencionais registrados. Trata-se de uma evolu\u00e7\u00e3o positiva desde 2017, quando o pa\u00eds alcan\u00e7ou a assustadora marca de 64.079 \u00f3bitos causados por conflitos. O cen\u00e1rio nacional, entretanto, continua a preocupar e demanda a\u00e7\u00f5es urgentes por parte da Uni\u00e3o, dos estados e dos munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Das 27 unidades da Federa\u00e7\u00e3o, 18 registram taxas de homic\u00eddios acima da m\u00e9dia nacional, de 22,8 mortes por 100 mil habitantes. Apesar da redu\u00e7\u00e3o no total geral de casos, seis estados tiveram aumento de mortes violentas: Amap\u00e1, Mato Grosso, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Alagoas. Al\u00e9m do estado amaz\u00f4nico, que abriga a cidade mais violenta do pa\u00eds (Santana), a Bahia concentra seis dos 10 munic\u00edpios com maiores taxas de homic\u00eddio no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Muitas frentes<\/strong><\/p>\n<p>Os dados do Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica imp\u00f5em um desafio ao governo federal. O Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a aposta na integra\u00e7\u00e3o entre as diversas for\u00e7as de seguran\u00e7a para combater a viol\u00eancia. Essas a\u00e7\u00f5es envolvem medidas variadas, como o enfrentamento ao crime organizado, resolu\u00e7\u00e3o de conflitos agr\u00e1rios, modula\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es policiais e preven\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n<p><strong>Armados<\/strong><\/p>\n<p>Essas medidas se mostram de vital import\u00e2ncia. No Congresso Nacional, s\u00e3o vis\u00edveis as iniciativas para reduzir as restri\u00e7\u00f5es para posse de armas, medida que vai de encontro da pol\u00edtica do governo Lula pelo desarmamento.<\/p>\n<p><strong>Fique atento<\/strong><\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es municipais de outubro constituem uma \u00f3tima oportunidade para o eleitor se inteirar das propostas. Nesse debate, \u00e9 incontorn\u00e1vel cobrar dos candidatos o que eles prop\u00f5em para dar maior efici\u00eancia \u00e0 pol\u00edcia, tanto na seguran\u00e7a ostensiva quanto no trabalho investigativo.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<h4>O pre\u00e7o da dengue<\/h4>\n<p>Um estudo publicado por pesquisadores brasileiros na revista Science mostra o custo da inefici\u00eancia no combate \u00e0 dengue. No artigo, os autores estimam que a doen\u00e7a provocou um preju\u00edzo de R$ 28 bilh\u00f5es. O c\u00e1lculo leva em conta os gastos com interna\u00e7\u00e3o e tratamento, bem como impactos no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<h4>Alerta<\/h4>\n<p>O artigo, assinado pelos professores Claudio Lira (UFG), Rodrigo Lira (Ufes) e Mar\u00edlia Andrade (Unifesp), evidencia a urg\u00eancia de se melhorar a preven\u00e7\u00e3o contra a doen\u00e7a que matou ao menos 4,7 mil brasileiros em 2024 e somou mais de 6,3 milh\u00f5es de casos prov\u00e1veis. Espera-se, ainda, que a implementa\u00e7\u00e3o da vacina reverta esse alto pre\u00e7o pago pela sa\u00fade p\u00fablica brasileira.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<h4>Rio econ\u00f4mico<\/h4>\n<p>Os rumos da economia global e o papel dos pa\u00edses do G20 ser\u00e3o temas de debate no Rio de Janeiro esta semana. De 22 a 26 de julho, a cidade sediar\u00e1 o encontro de vice-ministros, ministros de Finan\u00e7as, vice-presidentes e presidentes dos Bancos Centrais das maiores economias do mundo. A reuni\u00e3o faz parte da Trilha de Finan\u00e7as, um dos eixos que ser\u00e3o tratados na reuni\u00e3o de c\u00fapula do G20 marcada para novembro na capital carioca.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<h4>N\u00e3o \u00e9 assim<\/h4>\n<p>Enquanto o presidente Lula defende a n\u00e3o interfer\u00eancia nas elei\u00e7\u00f5es da Venezuela \u2014 &#8220;eles que elejam quem quiserem&#8221;, disse na sexta-feira \u2014, cinco pa\u00edses latino-americanos divulgaram manifesto conjunto no qual advogam &#8220;o fim do ass\u00e9dio e da persegui\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o&#8221; a opositores do presidente e candidato \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o Nicol\u00e1s Maduro.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<h4>Vis\u00f5es opostas<\/h4>\n<p>O documento, assinado em conjunto pelos governos de Argentina, Uruguai, Paraguai, Costa Rica e Guatemala, deixa claro a diverg\u00eancia de vis\u00f5es sobre o pleito venezuelano. O Brasil tem mantido uma postura controversa em rela\u00e7\u00e3o ao regime de Maduro, que previu um &#8220;banho de sangue&#8221; caso seja derrotado nas urnas no pr\u00f3ximo domingo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Carlos Alexandre de Souza \u2014 Os recentes n\u00fameros divulgados pelo Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica indicam uma variedade de problemas e desafios acerca da viol\u00eancia no Brasil e do combate \u00e0 criminalidade. Esses temas demandam a\u00e7\u00f5es coordenadas pelo governo federal, mas tamb\u00e9m implicam o engajamento de estados e munic\u00edpios. 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