{"id":1087,"date":"2016-12-11T23:29:50","date_gmt":"2016-12-12T01:29:50","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/?p=1087"},"modified":"2016-12-11T23:30:40","modified_gmt":"2016-12-12T01:30:40","slug":"hora-da-veemencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/hora-da-veemencia\/","title":{"rendered":"A hora da &#8220;veem\u00eancia&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>   O mundo pol\u00edtico acordar\u00e1 diferente nesta segunda-feira, depois do vazamento da dela\u00e7\u00e3o da Odebrecht. A aposta sobre o futuro das reformas em curso no Parlamento \u00e9, aos poucos, substitu\u00edda por outra, sobre quanto tempo perdurar\u00e1 o governo do presidente Michel Temer. A ordem nas reuni\u00f3es de emerg\u00ebncia desse domingo foi preparar o terreno para mostrar uma classe politica empenhada de forma veemente em salvar a economia, enquanto a Lava Jato segue seu curso da mesma maneira.<br \/>\n   Por\u00e9m, n\u00e1o d\u00e1 para o governo desconhecer o que est\u00e1 descrito nas 82 p\u00e1ginas da dela\u00e7\u00e3o preliminar de Claudio Melo Filho. A primeira atitude foi negar tudo de forma veemente. A segunda, em curso a partir desse fim de semana, \u00e9 separar tudo por partes. Afinal, ponderam deputados e senadores, o \u00f4nus da prova cabe a quem acusa. <\/p>\n<p>   As avalia\u00e7\u00f5es politicas feitas com a c\u00f3pia da dela\u00e7\u00e3o em m\u00e1os indicam que a parte mais pesada do depoimento de Claudio Melo filho atinge o senador Romero Juc\u00e1 e o ex-ministro Geddel Vieira Lima. &#8220;Na ocasi\u00e3o do anivers\u00e1rio de 50 anos, em mar\u00e7o de 2009, demos em nome da Odebrecht, um presente relevante a ele&#8221;, diz o texto, um rel\u00f3gio Patek-Phillipe, valor estimado em US$ 25 mil. Naquela \u00e9poca, Geddel era  ministro da Integra\u00e7\u00e3o do governo Lula, o que por si s\u00f3 j\u00e1 seria um impedimento para receber um presente de alto valor de uma empresa. Geddel, por\u00e9m, n\u00e3o arraha mais a desgastada imagem do governo, porque n\u00e3o \u00e9 mais ministro e nem tem mandato, ficando assim, exposto ao frio de Curitiba e ao juiz S\u00e9rgio Moro. <\/p>\n<p>    Juc\u00e1, entretanto, \u00e9 o l\u00edder de Michel Temer no Congresso, posi\u00e7\u00e3o delicada, que mexe justamente com as vota\u00e7\u00f5es relacionadas ao Or\u00e7amento da Uni\u00e1o. Juc\u00e1 se afastou do governo h\u00e1 alguns meses por causa da dela\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio Machado. Agora, est\u00e1 novamente sob fogo cruzado, diante da dela\u00e7\u00e3o do &#8220;fim do mundo&#8221;. <\/p>\n<p>   A tarefa de separar os mais enroscados, por\u00e9m, n\u00e3o reduzir\u00e1 o desgaste. Os mais otimistas do governo acreditam que boas not\u00edcias econ\u00f4micas, como a queda da infla\u00e7\u00e3o, podem tirar o presidente da cena principal das investiga\u00e7\u00f5es. Os pessimistas, entretanto, cr\u00eaem que o melhor \u00e9 come\u00e7ar a trabalhar a troca de comando no pa\u00eds. O problema \u00e9 que essa troca hoje seria feita por um Congresso desmoralizado pelo mesmo depoimento. E \u00e9 preciso lembrar que, dos 77 executivos, faltam ainda 76 deppoimnentos preliminares Todos eles, assim como o caso de Claudio Melo, precisar\u00e3o ser homologados pelo ministro Teori Zavascki. At\u00e9 que tudo isso seja feito de forma veemente, o pa\u00eds viver\u00e1 a cada dia a sa afli\u00e7\u00e3o. Vejamos o que esta segunda-feira nos reserva no terreno da veem\u00eancia. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo pol\u00edtico acordar\u00e1 diferente nesta segunda-feira, depois do vazamento da dela\u00e7\u00e3o da Odebrecht. A aposta sobre o futuro das reformas em curso no Parlamento \u00e9, aos poucos, substitu\u00edda por outra, sobre quanto tempo perdurar\u00e1 o governo do presidente Michel Temer. 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