{"id":11083,"date":"2024-12-26T13:09:48","date_gmt":"2024-12-26T16:09:48","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/?p=11083"},"modified":"2024-12-26T13:09:48","modified_gmt":"2024-12-26T16:09:48","slug":"governo-lula-poe-a-mao-no-vespeiro-da-seguranca-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/governo-lula-poe-a-mao-no-vespeiro-da-seguranca-publica\/","title":{"rendered":"Governo Lula p\u00f5e a m\u00e3o no vespeiro da seguran\u00e7a p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_11084\" aria-describedby=\"caption-attachment-11084\" style=\"width: 832px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2024\/12\/coluna-26-de-dezembro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-11084\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2024\/12\/coluna-26-de-dezembro-300x230.jpg\" alt=\"\" width=\"832\" height=\"638\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2024\/12\/coluna-26-de-dezembro-300x230.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2024\/12\/coluna-26-de-dezembro-768x589.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2024\/12\/coluna-26-de-dezembro-1024x785.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2024\/12\/coluna-26-de-dezembro-1440x1104.jpg 1440w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2024\/12\/coluna-26-de-dezembro-800x613.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2024\/12\/coluna-26-de-dezembro-550x422.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2024\/12\/coluna-26-de-dezembro-230x176.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2024\/12\/coluna-26-de-dezembro.jpg 1928w\" sizes=\"auto, (max-width: 832px) 100vw, 832px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11084\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9dito: Caio Gomez<\/figcaption><\/figure>\n<p><em><strong>Blog da Denise publicado em 26 de dezembro de 2024, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O governo federal mexeu em um vespeiro ao disciplinar a conduta de policiais em opera\u00e7\u00f5es contra o crime. Ao determinar que o agente da lei atire somente em \u00faltimo caso, o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a interv\u00e9m em um problema cr\u00f4nico na realidade brasileira: o estado de guerra permanente entre as autoridades de seguran\u00e7a e a criminalidade.<\/p>\n<p>Trata-se de um problema multifacetado. Impor limites \u00e0 atua\u00e7\u00e3o dos policiais vem como medida para conter situa\u00e7\u00f5es recorrentes. S\u00e3o praticamente di\u00e1rios os epis\u00f3dios de agentes da lei, em servi\u00e7o ou de folga, que abusam do poder de pol\u00edcia para cometer barbaridades. O caso de Juliana Rangel, jovem de 26 anos em estado grav\u00edssimo ap\u00f3s ser alvejada por homens da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, no Rio de Janeiro, \u00e9 o mais recente de uma longa lista de delitos.<\/p>\n<p>O problema n\u00e3o \u00e9 apenas na PRF, subordinada ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. A quest\u00e3o \u00e9 cr\u00edtica nas corpora\u00e7\u00f5es estaduais. Ainda s\u00e3o recentes dois casos rumorosos ocorridos em S\u00e3o Paulo: o policial que jogou da ponte um homem sem possibilidade de rea\u00e7\u00e3o e, outro, de folga, que executou com 11 tiros um rapaz que havia furtado barras de sab\u00e3o em um mercado.<\/p>\n<p><strong>Mal menor <\/strong><\/p>\n<p>Epis\u00f3dios como esses mostram que a forma\u00e7\u00e3o e o treinamento de policiais est\u00e3o no centro de debate sobre seguran\u00e7a p\u00fablica. Comandantes das pol\u00edcias e alvo permanente de cr\u00edticas no combate \u00e0 criminalidade, os governadores consideram esses casos como \u201cdesvios de conduta\u201d e n\u00e3o pretendem abrir m\u00e3o de definir a linha de atua\u00e7\u00e3o das for\u00e7as policiais.<\/p>\n<p><strong>Medo da pol\u00edcia <\/strong><\/p>\n<p>O decreto do governo federal busca disciplinar a a\u00e7\u00e3o de policiais em situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o oferecem risco aos agentes de seguran\u00e7a. \u00c9 uma iniciativa necess\u00e1ria, levando em conta o sentimento da popula\u00e7\u00e3o sobre o trabalho policial. Segundo pesquisa recente do Datafolha, 51% dos brasileiros t\u00eam mais medo da pol\u00edcia do que confian\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Caldo de viol\u00eancia <\/strong><\/p>\n<p>Esse percentual chega a 54% na regi\u00e3o Sudeste \u2014 onde a atua\u00e7\u00e3o das pol\u00edcias no Rio de Janeiro e em S\u00e3o Paulo s\u00e3o alvo de muita controv\u00e9rsia \u2014 e 53% no Nordeste. Esta \u00faltima concentra sete das 10 cidades mais violentas do Brasil. Seis localizam-se na Bahia: Cama\u00e7ari, Jequi\u00e9, Sim\u00f5es Filho, Feira de Santana, Juazeiro e Eun\u00e1polis.<\/p>\n<p><strong>Coisas diferentes <\/strong><\/p>\n<p>Na briga entre o governo federal e os estados, existem dois debates sobre a conduta dos policiais. O primeiro diz respeito ao trabalho policial com cidad\u00e3os sem atitude suspeita. O segundo refere-se ao policial no enfrentamento do crime organizado \u2014 a\u00e7\u00e3o que exige muito investimento em forma\u00e7\u00e3o, intelig\u00eancia, coordena\u00e7\u00e3o entre as for\u00e7as policiais e aquisi\u00e7\u00e3o de equipamento.<\/p>\n<p><strong>Inimigo desafiador <\/strong><\/p>\n<p>Mais de 70 fac\u00e7\u00f5es criminosas atuam no pa\u00eds, segundo o F\u00f3rum de Seguran\u00e7a P\u00fablica. Est\u00e1 claro que os estados enfrentam dificuldades para deter o inimigo. Combater o poder faccional \u00e9 um dos maiores desafios para o governo federal, seja de esquerda, seja de direita. O Brasil tem muito a avan\u00e7ar nesse campo, dada a extens\u00e3o das atividades mantidas pelo crime organizado, muitas delas escondidas sob um falso manto de legalidade.<\/p>\n<p><strong>STF respalda <\/strong><\/p>\n<p>MP O Supremo Tribunal Federal respaldou o entendimento do ministro Edson Fachin e reconheceu a legitimidade do Minist\u00e9rio P\u00fablico para conduzir investiga\u00e7\u00f5es criminais. Fachin \u00e9 o relator do julgamento de duas A\u00e7\u00f5es Diretas de Constitucionalidade (ADI), de autoria da Associa\u00e7\u00e3o dos Delegados de Pol\u00edcia do Brasil (Adepol), referentes ao Minist\u00e9rio P\u00fablico de Minas Gerais e do Paran\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Est\u00e1 na lei <\/strong><\/p>\n<p>Nas a\u00e7\u00f5es, a Adepol alertou para o risco de um regime paralelo de investiga\u00e7\u00e3o, de modo a prejudicar o trabalho policial. O ministro Fachin, contudo, ressaltou que o poder investigat\u00f3rio do Minist\u00e9rio P\u00fablico est\u00e1 assegurado pela Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Na linha <\/strong><\/p>\n<p>Em maio, o STF estabeleceu as condi\u00e7\u00f5es para o Minist\u00e9rio P\u00fablico realizar investiga\u00e7\u00f5es por conta pr\u00f3pria. Entre outras exig\u00eancias, \u00e9 preciso comunicar o Poder Judici\u00e1rio sobre o in\u00edcio e o t\u00e9rmino dos trabalhos conduzidos por promotores e procuradores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Blog da Denise publicado em 26 de dezembro de 2024, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito O governo federal mexeu em um vespeiro ao disciplinar a conduta de policiais em opera\u00e7\u00f5es contra o crime. 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