{"id":115,"date":"2015-08-24T23:02:00","date_gmt":"2015-08-25T02:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/dilma_no_labirinto\/"},"modified":"2015-11-09T13:28:12","modified_gmt":"2015-11-09T15:28:12","slug":"dilma_no_labirinto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/dilma_no_labirinto\/","title":{"rendered":"Dilma no Labirinto"},"content":{"rendered":"\n<p>Desde a semana passada, quando sa\u00edram as primeiras informa\u00e7\u00f5es sobre a perspectiva de Michel Temer deixar a articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do governo, os petistas no entorno de Dilma se dividiram: um grupo pede que ela segure Michel na fun\u00e7\u00e3o, com o risco de os senadores do PMDB se sentirem liberados para cuidar da pr\u00f3pria vida e do afastamento dela; outro, entretanto, pede que ela aproveite o embalo para empreender a reforma ministerial. O problema \u00e9 que a presidente n\u00e3o pode reduzir os espa\u00e7os dos aliados, sob pena de perder ainda mais apoio no Congresso. E, para completar, desconfia-se no Planalto que as press\u00f5es pr\u00f3-reforma v\u00eam por encomenda para tentar tirar os postos do PT e deixar o partido mais enfraquecido do que j\u00e1 est\u00e1. Ou seja: Dilma chegou num ponto que at\u00e9 uma reforma pode terminar emparedando ainda mais o governo em vez de dar uma sa\u00edda para a crise pol\u00edtica. <\/p>\n<p><b>&#8230;E cada vez mais dependente da esquerda<\/b> <\/p>\n<p>O documento da OAB e de outras institui\u00e7\u00f5es divulgado na semana passada s\u00f3 n\u00e3o trouxe um posicionamento firme contra o impeachment porque a maioria dos dirigentes da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Agricultura (CNA) bateu o p\u00e9 e disse que n\u00e3o poderia ir t\u00e3o longe, uma vez que a bancada do agroneg\u00f3cio e os produtores rurais ainda n\u00e3o se posicionaram claramente sobre o assunto. <\/p>\n<p><b>O tempo e a crise I<\/b> <\/p>\n<p>A impress\u00e3o dos agentes pol\u00edticos \u00e9 a de que Dilma Rousseff, se cair, n\u00e3o ser\u00e1 este ano. Quanto ao processo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o caso est\u00e1 apenas come\u00e7ando e, se os advogados forem bons, o mandato passa e n\u00e3o julga. No caso de Jackson Lago, no Maranh\u00e3o, foram dois anos. Para completar, no TSE, h\u00e1 quem assegure que a posi\u00e7\u00e3o de Gilmar Mendes, que foi ministro da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o de Fernando Henrique Cardoso, n\u00e3o \u00e9 consensual. <\/p>\n<p><b>O tempo e a crise II<\/b> <\/p>\n<p>O mais prov\u00e1vel, avaliam aliados do governo em processo de afastamento, continua sendo o caso das pedaladas fiscais e do uso de recursos sem autoriza\u00e7\u00e3o legal. Como tudo ainda tem que passar pelo TCU, pela comiss\u00e3o mista de Or\u00e7amento, plen\u00e1rio do Congresso Nacional, para depois chegar a um processo de pedido de abertura de impeachment, h\u00e1 quem esteja certo de que, o desfecho n\u00e3o sai antes este ano. A corrida \u00e9 resist\u00eancia e n\u00e3o de velocidade. <\/p>\n<p><b>O tempo e o PMDB<\/b> <\/p>\n<p>Os peemedebistas se preparam para sair em bloco do governo nas elei\u00e7\u00f5es municipais. Assim, teriam tempo para tentar dar aquela reciclada antes das elei\u00e7\u00f5es de 2018. A aposta, diante do quadro atual e perspectivas econ\u00f4micas, \u00e9 de que o distanciamento \u00e9 necess\u00e1rio para ter sucesso eleitoral ou credibilidade para comandar o pa\u00eds na hip\u00f3tese de afastamento de Dilma. <\/p>\n<p><b>Refilmagem<\/b> <\/p>\n<p>Aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acreditam que o presidente da C\u00e2mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), far\u00e1 tudo o que estiver a seu alcance para tentar levar o senador com ele para a beira do abismo. Se o deputado cair, ele tentar\u00e1 puxar o alagoano. \u00c9 algo parecido com a crise entre os senadores Jader Barbalho e Antonio Carlos Magalh\u00e3es no in\u00edcio do s\u00e9culo. Por\u00e9m, num clima muito mais pesado hoje. <\/p>\n<p><b>CURTIDAS&nbsp;&nbsp;<\/b><b>E a K\u00e1tia, hein?\/&nbsp;<\/b>Com a decis\u00e3o da CNA, quem ficou numa saia justa foi a ministra da Agricultura, Katia Abreu (foto), leal \u00e0 presidente e defensora incans\u00e1vel do mandato de Dilma. Ocorre que o setor agropecu\u00e1rio vai come\u00e7ar a cobrar da ministra que tudo tem limite. Katia, entretanto, tem feito almo\u00e7os e jantares com deputados do agroneg\u00f3cio na tentativa de se fortalecer e tamb\u00e9m ao governo. <\/p>\n<p><b>Por falar em Agricultura&#8230;\/<\/b>&nbsp;Entre aqueles que sonham com a reforma ministerial para se fortalecer, est\u00e1 o ministro da Pesca, Helder Barbalho. Se houver uma uni\u00e3o do minist\u00e9rio que ele ocupa com a Agricultura, a queda de bra\u00e7o entre ele (leia-se o senador Jader Barbalho) e Katia Abreu ser\u00e1 grande. <\/p>\n<p><b>A volta da FPN\/<\/b>&nbsp;Est\u00e1 marcado para&nbsp;<a href=\"\/\/0\">31 de agosto<\/a>&nbsp;a organiza\u00e7\u00e3o de uma frente parlamentar encabe\u00e7ada pelos deputados Glauber Braga (PSB-RJ), Alessandro Molon (PT-RJ) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ). A ordem \u00e9 a defesa da economia nacional e de pol\u00edticas p\u00fablicas e, por tabela, a ordem constitucional e o mandato de Dilma. <\/p>\n<p><b> <\/p>\n<p>Sob nova roupagem\/<\/b>&nbsp;A ideia \u00e9 agregar parlamentares de v\u00e1rios partidos, como ocorreu com a Frente Parlamentar Nacionalista (FPN) que, no fim dos anos 1950 e in\u00edcio da d\u00e9cada de 1960, levantou as bandeiras \u201co petr\u00f3leo \u00e9 nosso\u201d e auxiliou nas reformas de base do governo Jango. O lan\u00e7amento oficial ser\u00e1 em&nbsp;<a href=\"\/\/1\">5 de setembro<\/a>, em Belo Horizonte. Capital de um estado onde o governador, Fernando Pimentel, \u00e9 amigo da presidente.   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde a semana passada, quando sa\u00edram as primeiras informa\u00e7\u00f5es sobre a perspectiva de Michel Temer deixar a articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do governo, os petistas no entorno de Dilma se dividiram: um grupo pede que ela segure Michel na fun\u00e7\u00e3o, com o risco de os senadores do PMDB se sentirem liberados para cuidar da pr\u00f3pria vida e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":29,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-115","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/115","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-json\/wp\/v2\/users\/29"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=115"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/115\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":148,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/115\/revisions\/148"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=115"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=115"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=115"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}