{"id":12859,"date":"2025-12-05T14:50:34","date_gmt":"2025-12-05T17:50:34","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/?p=12859"},"modified":"2025-12-05T15:00:11","modified_gmt":"2025-12-05T18:00:11","slug":"dossie-afirma-que-big-techs-e-crime-organizado-lucram-com-golpes-na-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/dossie-afirma-que-big-techs-e-crime-organizado-lucram-com-golpes-na-internet\/","title":{"rendered":"Dossi\u00ea afirma que Big Techs e crime organizado lucram com golpes na internet"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Eduarda Esposito \u2014<\/strong> O Projeto Brief e a Sleeping Giants lan\u00e7aram a segunda edi\u00e7\u00e3o do &#8220;<a href=\"https:\/\/www.golpespatrocinados.com\/#sobre\">Dossi\u00ea das Big Techs<\/a>&#8220;. O documento mostra como as plataformas viraram pe\u00e7as centrais das fraudes digitais e, at\u00e9 mesmo, do crime organizado no Brasil. Sobre o lucro com os golpes nas redes sociais, o dossi\u00ea explica que o ponto central n\u00e3o \u00e9 quanto lucram, mas a forma.<\/p>\n<figure id=\"attachment_12860\" aria-describedby=\"caption-attachment-12860\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-05-at-14.48.01.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12860\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-05-at-14.48.01-300x200.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-05-at-14.48.01-300x200.jpeg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-05-at-14.48.01-550x367.jpeg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-05-at-14.48.01-230x153.jpeg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-05-at-14.48.01.jpeg 675w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12860\" class=\"wp-caption-text\">cr\u00e9dito: Panos Sakalakis\/Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Primeiro elas exibem e monetizam an\u00fancios e conte\u00fados criminosos (impress\u00f5es, engajamentos, cliques, convers\u00f5es), e depois \u2014 quando o dano j\u00e1 se espalhou \u2014 removem uma parte, apresentando os n\u00fameros de bloqueio como prova de efici\u00eancia&#8221;, afirma o levantamento. Para as organiza\u00e7\u00f5es, esse modo de a\u00e7\u00e3o \u00e9 perverso. &#8220;Quando uma campanha fraudulenta encontra seu p\u00fablico, gera cliques e converte receita, o sistema publicit\u00e1rio fatura e a interven\u00e7\u00e3o vem a reboque, em ritmo e escala insuficientes para evitar que os preju\u00edzos caiam no colo das v\u00edtimas e do Estado&#8221;, explicam.<\/p>\n<p>Outro grande problema \u00e9 a falta de regulamenta\u00e7\u00e3o das plataformas. O dossi\u00ea usa como exemplo os bancos, que s\u00e3o altamente regulados e t\u00eam deveres claros. Diferente das redes sociais. &#8220;Essas plataformas ainda praticam uma autorregula\u00e7\u00e3o opaca, priorizando a continuidade da receita publicit\u00e1ria sobre a integridade do ecossistema. Se o an\u00fancio passa pela modera\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica e come\u00e7a a rodar, a plataforma cobra, ganha, e s\u00f3 depois do dano \u00e9 que se discute se o conte\u00fado se trata de golpe ou n\u00e3o&#8221;, ressalta o documento.<\/p>\n<p>Outro ponto que o levantamento destacou foi sobre dados da Meta \u2014 empresa do Facebook, Instagram e WhatsApp. &#8220;Documentos internos da Meta j\u00e1 apontaram que at\u00e9 70% dos novos anunciantes promoviam golpes, produtos ilegais ou de baix\u00edssima qualidade \u2014 um n\u00famero alarmante, e um sinal de que esse tipo de an\u00fancio \u00e9 parte relevante do volume de receita da plataforma&#8221;, informaram.<\/p>\n<p>Sobre outra grande plataforma, o Google, o dossi\u00ea usou notifica\u00e7\u00f5es da Advocacia Geral da Uni\u00e3o (AGU) sobre pagamentos indevidos na inscri\u00e7\u00e3o do Concurso P\u00fablico Nacional Unificado (CPNU) neste ano. &#8220;No Google, h\u00e1 casos de an\u00fancios pagos que aparecem no topo dos resultados de busca, levando a p\u00e1ginas clonadas que capturam senhas, fatores de autentica\u00e7\u00e3o dupla e credenciais. A empresa recebe por impress\u00f5es e cliques at\u00e9 que a fraude seja derrubada. Em julho de 2025, a AGU teve de notificar o Google para retirar, em at\u00e9 24 horas, an\u00fancios pagos que imitavam o site oficial do CNU 2025, usados para cobran\u00e7a de taxas falsas \u2014ou seja, as pe\u00e7as seguiam rodando quando o \u00f3rg\u00e3o interveio&#8221;, relembrou.<\/p>\n<h3>Crime organizado tamb\u00e9m lucra<\/h3>\n<p>Outro ponto destacado no documento foi como o crime organizado tem lucrado com fraudes digitais. De acordo com o dossi\u00ea, fac\u00e7\u00f5es criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) t\u00eam usado o crime virtual como capital de giro. &#8220;Os estelionatos eletr\u00f4nicos cresceram 17% em 2024. No Estado de S\u00e3o Paulo, que concentra grande parte das estat\u00edsticas nacionais, entre 2019 e 2022, os crimes digitais aumentaram 661%, enquanto os estelionatos eletr\u00f4nicos cresceram 1.162%. Em janeiro de 2019, havia 377 casos registrados; em dezembro de 2022, foram 11.311 em um \u00fanico m\u00eas, um salto de quase 2.900%. O fato \u00e9 que o estelionato eletr\u00f4nico consolidou-se como parte da estrat\u00e9gia central das fac\u00e7\u00f5es. PCC e CV, no ambiente digital, t\u00eam colaborado em opera\u00e7\u00f5es conjuntas que chegaram a movimentar R$ 6 bilh\u00f5es em fraudes num \u00fanico ano&#8221;, denuncia o levantamento.<\/p>\n<figure id=\"attachment_12858\" aria-describedby=\"caption-attachment-12858\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-16.44.46-1.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-12858\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-16.44.46-1-300x200.jpeg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"233\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-16.44.46-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-16.44.46-1-768x512.jpeg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-16.44.46-1-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-16.44.46-1-1440x959.jpeg 1440w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-16.44.46-1-800x533.jpeg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-16.44.46-1-550x366.jpeg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-16.44.46-1-230x153.jpeg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-16.44.46-1.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12858\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9dito: Lorrana Penna<\/figcaption><\/figure>\n<p>Daniela da Silva Scapin, uma das organizadoras do dossi\u00ea e ex-funcion\u00e1ria da Meta, afirma que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 urgente e o Brasil precisa se debru\u00e7ar sobre as fraudes digitais. &#8220;Reunimos pesquisas acad\u00eamicas, dados p\u00fablicos e informa\u00e7\u00f5es j\u00e1 divulgadas por ve\u00edculos de alta confiabilidade para demonstrar, de forma integrada, como conte\u00fados patrocinados, an\u00fancios e mecanismos de busca t\u00eam viabilizado crimes digitais em larga escala. O dossi\u00ea evidencia que se trata de um problema estrutural, diretamente ligado ao modelo de opera\u00e7\u00e3o das grandes plataformas, e n\u00e3o de casos isolados&#8221;, disse ao blog.<\/p>\n<p>Scapin deseja que o documento alerte gestores p\u00fablicos para o tema e que a\u00e7\u00f5es possam ser realizadas. &#8220;Nossa expectativa \u00e9 que gestores p\u00fablicos e tomadores de decis\u00e3o utilizem estas informa\u00e7\u00f5es para avan\u00e7ar em medidas de responsabiliza\u00e7\u00e3o e transpar\u00eancia no ecossistema digital, fortalecendo a preven\u00e7\u00e3o e a prote\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios. Tamb\u00e9m buscamos ampliar a conscientiza\u00e7\u00e3o da sociedade, mostrando que este \u00e9 um fen\u00f4meno sist\u00eamico, muito al\u00e9m dos epis\u00f3dios individuais que chegam ao nosso conv\u00edvio\u201d, destacou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Eduarda Esposito \u2014 O Projeto Brief e a Sleeping Giants lan\u00e7aram a segunda edi\u00e7\u00e3o do &#8220;Dossi\u00ea das Big Techs&#8220;. O documento mostra como as plataformas viraram pe\u00e7as centrais das fraudes digitais e, at\u00e9 mesmo, do crime organizado no Brasil. 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