{"id":5296,"date":"2020-04-24T20:43:26","date_gmt":"2020-04-24T23:43:26","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/?p=5296"},"modified":"2020-04-24T21:20:43","modified_gmt":"2020-04-25T00:20:43","slug":"bolsonaro-perde-seguidores-nas-redes-sociais-apos-saida-de-moro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/bolsonaro-perde-seguidores-nas-redes-sociais-apos-saida-de-moro\/","title":{"rendered":"Bolsonaro perde seguidores nas redes sociais ap\u00f3s sa\u00edda de Moro"},"content":{"rendered":"<p><em>Durante todo o dia, a consultoria Bites monitorou o andamento do perfil do presidente da Rep\u00fablica e os atores da crise envolvendo o ministro da Justi\u00e7a, S\u00e9rgio Moro, em seu \u00faltimo ato no governo. O resultado do trabalho est\u00e1 nesse boletim divulgado h\u00e1 pouco por Manoel Fernandes, diretor da empresa que, desde setembro de 2017, acompanha Jair Bolsonaro nas principais redes sociais. Boa leitura!<\/em><\/p>\n<p><strong>Manoel Fernandes<\/strong><br \/>\n<strong>Diretor BITES<\/strong><\/p>\n<p>O Sistema Anal\u00edtico BITES come\u00e7ou a acompanhar as publica\u00e7\u00f5es de Jair Bolsonaro no Twitter, Instagram, Facebook e Youtube em 01 de setembro de 2017. Desde ent\u00e3o, o presidente ampliou sua base em 30,8 milh\u00f5es de f\u00e3s. Nesses 967 dias, n\u00e3o houve um \u00fanico ciclo de 24 horas sem a adi\u00e7\u00e3o de novos aliados nessas contas. Hoje, sexta-feira, 24 de abril, a partir das 11h, a trajet\u00f3ria foi interrompida com a sa\u00edda de Sergio Moro.<\/p>\n<p>Bolsonaro e os seus filhos com mandato \u2013 Carlos, Eduardo e Fl\u00e1vio \u2013 perderam seguidores em seus perfis oficiais. No intervalo de seis horas, entre a entrevista do ex-juiz e a coletiva no Planalto, a fam\u00edlia do presidente foi abandonada por 86.427 f\u00e3s.<\/p>\n<p>No cl\u00e3, Bolsonaro foi o mais impactado. \u00c0s 14h30, 36.296 mil f\u00e3s j\u00e1 tinham deixado as redes do presidente. \u00c0s 15h20, o n\u00famero j\u00e1 estava em 48.473 e logo ap\u00f3s a coletiva o saldo era de 45.575. Ao final do pronunciamento houve leve recupera\u00e7\u00e3o com a chegada de 2.898 f\u00e3s para balancear as deser\u00e7\u00f5es digitais.<\/p>\n<p>Na medi\u00e7\u00e3o das 20h, o resultado indicava que 41.996 perfis n\u00e3o queriam mais acompanhar os conte\u00fados publicados pelo presidente. A base sofreu uma redu\u00e7\u00e3o de 0,12%, mas pode ser um indicador da uma tend\u00eancia do desembarque de lavajatistas da rede digital de Bolsonaro. Desafetos do presidente, os governadores Jo\u00e3o Doria e Wilson Witzel ganharam, respectivamente, 7 mil e 3 mil f\u00e3s nessa sexta-feira.<\/p>\n<h2><strong>Hegemonia de hashtags negativas<\/strong><\/h2>\n<p>N\u00e3o foi um dia f\u00e1cil para o presidente. \u00c0s 18h, as hashtags de natureza negativa estavam presentes em 773 mil tweets, o equivalente a 35% de todos os posts publicados nessa rede social no Brasil at\u00e9 o in\u00edcio da noite sobre a crise.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m houve uma mudan\u00e7a no patamar de usu\u00e1rios \u00fanicos que produziram conte\u00fado contra o presidente desde 15 de mar\u00e7o. Hoje, 331.658 perfis no Twitter criticaram Bolsonaro, superando o recorde anterior de 24 de mar\u00e7o (247 mil) no primeiro pronunciamento sobre o Covid.<\/p>\n<h2><strong>Moro e Mour\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>Hoje, Moro conquistou 160.248 aliados nas suas contas no Twitter e Instagram. O mesmo ocorreu com o vice-presidente Hamilton Mour\u00e3o que ganhou 25.602 e terminou o dia com 1,5 milh\u00e3o de f\u00e3s.* O ministro bateu o recorde de audi\u00eancia no Twitter com 2,5 milh\u00f5es de men\u00e7\u00f5es ao seu nome. Junto com o presidente, Moro apareceu em 998 mil posts.<\/p>\n<p>Esse volume superior aos 335 mil tweets que a opini\u00e3o p\u00fablica digital brasileira publicou hoje sobre o Covid-19.<\/p>\n<h2><strong>A rea\u00e7\u00e3o da rede bolsonarista<\/strong><\/h2>\n<p>A demiss\u00e3o de Moro surpreendeu a rede bolsonarista na Internet. No final da manh\u00e3 quando a sa\u00edda j\u00e1 estava confirmada, os grupos nas redes sociais ou mesmo no Whatsapps estavam paralisados sem entender as consequ\u00eancias do rompimento.<\/p>\n<p>No meio da tarde, antes da coletiva, os aliados do presidente come\u00e7aram a construir uma narrativa. N\u00e3o atacaram Moro, mas refor\u00e7aram que a decis\u00e3o de demitir no governo \u00e9 uma prerrogativa do chefe do Poder Executivo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o evento no Planalto, esse argumento ganhou for\u00e7a. Mesmo assim, os bolsonaristas n\u00e3o conseguiram superar a oposi\u00e7\u00e3o. As hashtags positivas criada para defender Bolsonaro foram utilizadas em 306 mil posts, produzidos por 85.713 perfis.<\/p>\n<h2><strong>Os coment\u00e1rios s\u00e3o livres, mas os fatos s\u00e3o sagrados<\/strong><\/h2>\n<p>A sequ\u00eancia dos fatos dos pr\u00f3ximos dias, especialmente as narrativas de cada lado, determinar\u00e3o o humor da opini\u00e3o p\u00fablica digital sobre a administra\u00e7\u00e3o de Jair Bolsonaro.<\/p>\n<p>Hoje, como esperado, houve um aumento nas buscas no Google Brasil sobre impeachment, especialmente associada \u00e0 possibilidade do ministro Sergio Moro ter provas contra o presidente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante todo o dia, a consultoria Bites monitorou o andamento do perfil do presidente da Rep\u00fablica e os atores da crise envolvendo o ministro da Justi\u00e7a, S\u00e9rgio Moro, em seu \u00faltimo ato no governo. 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