{"id":5985,"date":"2020-08-29T08:51:50","date_gmt":"2020-08-29T11:51:50","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/?p=5985"},"modified":"2020-08-29T09:30:33","modified_gmt":"2020-08-29T12:30:33","slug":"bolsonaro-tera-que-escolher-ou-governa-o-brasil-ou-intervem-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/bolsonaro-tera-que-escolher-ou-governa-o-brasil-ou-intervem-no-rio\/","title":{"rendered":"Bolsonaro ter\u00e1 que escolher: ou governa o Brasil ou interv\u00e9m no Rio"},"content":{"rendered":"<h6><strong>Coluna Bras\u00edlia-DF<\/strong><\/h6>\n<p>As not\u00edcias de que o governo poderia partir para uma interven\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro, por causa das suspeitas que pesam sobre a linha de sucess\u00e3o do governador afastado, Wilson Witzel, alarmaram a equipe econ\u00f4mica e congressistas.<\/p>\n<p>Afinal, em caso de interven\u00e7\u00e3o, todas as emendas constitucionais que tramitam no Congresso ficariam paralisadas \u2014 como, por exemplo, o pacote enviado no ano passado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, com a PEC emergencial e a que extingue alguns fundos. Para completar, um novo imposto estaria fora de cogita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por essas e outras, interven\u00e7\u00e3o seria o mesmo que falar em abandono das reformas, o que compromete ainda mais a posi\u00e7\u00e3o do governo, tanto no mercado interno quanto externo. O presidente Michel Temer s\u00f3 optou pela interven\u00e7\u00e3o no Rio depois que a perspectiva de aprovar emendas constitucionais, leia-se a reforma da Previd\u00eancia, tinha ido por \u00e1gua abaixo.<\/p>\n<p>O decreto saiu em fevereiro de 2018, mesmo m\u00eas em que criou o Minist\u00e9rio da Seguran\u00e7a P\u00fablica. Se Bolsonaro decidir pelo mesmo caminho, ser\u00e1 um sinal de que vai centrar no Rio, deixando de lado a recupera\u00e7\u00e3o do Brasil. Ou seja, prato cheio para o discurso da oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2><strong>Plano dos sonhos bolsonaristas<\/strong><\/h2>\n<p>Sem condi\u00e7\u00f5es de realizar a interven\u00e7\u00e3o no Rio, alguns aliados come\u00e7am a aconselhar o presidente no sentido de partir para uma cassa\u00e7\u00e3o de Witzel e do vice-governador Cl\u00e1udio Castro. Assim, como ambos n\u00e3o t\u00eam dois anos no cargo, haveria nova elei\u00e7\u00e3o, embalada na popularidade presidencial.<\/p>\n<h2><strong>Acorda, Fl\u00e1vio!<\/strong><\/h2>\n<p>O problema \u00e9 que uma campanha, agora, colocaria o presidente e seus filhos na linha de tiro da oposi\u00e7\u00e3o e foco total sobre a rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Em especial, o senador Fl\u00e1vio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Quem tem ju\u00edzo considera que \u00e9 melhor esquecer isso e fechar um acordo com Cl\u00e1udio Castro, que acaba de assumir o mandato.<\/p>\n<h2><strong>Caminho e incerteza<\/strong><\/h2>\n<p>Um acordo com o vice-governador \u00e9 tido como uma sa\u00edda mais vi\u00e1vel para a fam\u00edlia influir na escolha do procurador-geral de Justi\u00e7a, em dezembro. O procurador \u00e9 o chefe do Minist\u00e9rio P\u00fablico. Por\u00e9m, \u00e9 preciso ter certeza de que o vice, alvo de busca e apreens\u00e3o, tem condi\u00e7\u00f5es de permanecer no cargo. H\u00e1 quem diga que foi exatamente isso que Castro tratou em Bras\u00edlia, na quinta-feira.<\/p>\n<h2><strong>E o or\u00e7amento, hein?<\/strong><\/h2>\n<p>O fim de semana \u00e9 movimentado em Bras\u00edlia, em especial, no Minist\u00e9rio da Economia. Toda a Esplanada est\u00e1 mobilizada na busca de fechar as contas para o Or\u00e7amento de 2021, a ser entregue na segunda-feira. Alguns j\u00e1 desistiram e v\u00e3o tentar incrementar seus or\u00e7amentos no Congresso. Em especial, aqueles que t\u00eam grandes bancadas tem\u00e1ticas.<\/p>\n<p><strong>O homem dos dados\/<\/strong> Quando o general Walter Braga Netto foi nomeado ministro-chefe da Casa Civil, esta coluna publicou que Bolsonaro teria o mapeamento das mil\u00edcias do Rio e estava no cora\u00e7\u00e3o do Planalto. Agora, com o afastamento de Witzel, h\u00e1 quem diga que essa mem\u00f3ria do antigo interventor na \u00e1rea de seguran\u00e7a p\u00fablica no estado ter\u00e1 peso dois nas decis\u00f5es do governo federal relacionadas ao estado.<\/p>\n<p><strong>Depois do caso da menina de 10 anos&#8230;\/<\/strong> A nova portaria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade sobre aborto com autoriza\u00e7\u00e3o judicial ser\u00e1 objeto de debate no Congresso. Alguns parlamentares estudam formas de tentar reverter a obrigatoriedade de submeter uma mulher ou uma crian\u00e7a gr\u00e1vida, v\u00edtima de estupro, a um interrogat\u00f3rio e, de quebra, a uma ecografia e a comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edcia. A ideia \u00e9 proteger a crian\u00e7a nessa situa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o tornar tal condi\u00e7\u00e3o ainda mais dolorosa para a v\u00edtima.<\/p>\n<p><strong>\u2026 procure outro sinal\/<\/strong> A impress\u00e3o de muitos \u00e9 que o governo quer usar essa portaria para fazer um aceno aos apoiadores do presidente da Rep\u00fablica da ala radical, que chegou, inclusive, a tentar invadir o hospital onde a menina estava internada para impedir o procedimento cir\u00fargico.<\/p>\n<p><strong>Guedes, o bem-humorado\/<\/strong> A forma como o ministro Paulo Guedes falou da bronca que levou de Bolsonaro, ao se referir \u00e0 proposta de fim do abono salarial \u2013\u2013 \u201clevei um \u2018carrinho\u2019 e ainda bem que foi fora da \u00e1rea\u201d \u2013\u2013, foi vista como um sinal de que o Posto Ipiranga est\u00e1 se acostumando com o fato de ter um chefe, leia-se o presidente. S\u00f3 n\u00e3o se sabe at\u00e9 quando.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coluna Bras\u00edlia-DF As not\u00edcias de que o governo poderia partir para uma interven\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro, por causa das suspeitas que pesam sobre a linha de sucess\u00e3o do governador afastado, Wilson Witzel, alarmaram a equipe econ\u00f4mica e congressistas. 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