{"id":6501,"date":"2021-01-01T08:32:45","date_gmt":"2021-01-01T11:32:45","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/?p=6501"},"modified":"2021-01-01T08:32:45","modified_gmt":"2021-01-01T11:32:45","slug":"bolsonaro-huck-e-moro-o-bloco-dos-sem-partido-em-alta-para-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/bolsonaro-huck-e-moro-o-bloco-dos-sem-partido-em-alta-para-2022\/","title":{"rendered":"Bolsonaro, Huck e Moro: O bloco dos \u201csem partido\u201d em alta para 2022"},"content":{"rendered":"<h6><strong>Coluna Bras\u00edlia-DF<\/strong><\/h6>\n<p>Personagens que merecem aten\u00e7\u00e3o neste ano pr\u00e9-eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro, o empres\u00e1rio e apresentador Luciano Huck e o ex-juiz Sergio Moro t\u00eam em comum o fato de n\u00e3o terem partido definido para o pleito de 2022. Desse trio, Bolsonaro, \u00fanico candidato l\u00edquido e certo, n\u00e3o escolheu para onde vai, porque sabe que, quanto mais demorar, mais tempo deixar\u00e1 todas as legendas que o apoiam \u201ctravadas\u201d. Ou seja, bloqueadas para potenciais advers\u00e1rios do projeto bolsonarista.<\/p>\n<p>Huck e Moro sequer decidiram se ser\u00e3o candidatos. A ida de Moro para os Estados Unidos, depois de seis meses fora do minist\u00e9rio, indica que, pelo menos em 2021, ano das \u201centregas\u201d do governo, o ex-juiz estar\u00e1 fora do combate por aqui. Mas, isso n\u00e3o quer dizer que deixar\u00e1 de dar o ar da gra\u00e7a. Dia desses, por exemplo, perguntava em seu Twitter se havia presidente em Bras\u00edlia e \u201cquantas v\u00edtimas ainda ter\u00edamos que ter para que o governo abandonasse o negacionismo\u201d em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pandemia.<\/p>\n<p>Huck passou 2020 em lives e no seu trabalho de apresentador, que o mantiveram em evid\u00eancia. Por\u00e9m, o fato de as urnas de 2020 terem apostado mais na experi\u00eancia e nos \u201cconhecidos\u201d deixou os partidos meio cabreiros em rela\u00e7\u00e3o a um nome t\u00e3o fora do xadrez pol\u00edtico. Esse humor dos eleitores ser\u00e1 medido m\u00eas a m\u00eas. Se Bolsonaro se mantiver no patamar em que est\u00e1, e melhorar avalia\u00e7\u00e3o este ano, vai ser dif\u00edcil esses dois candidatos, sem tradi\u00e7\u00e3o em nenhum partido, conseguirem angariar apoios e conquistarem grandes legendas.<\/p>\n<h3>\n<strong>Olho neles I<\/strong><\/h3>\n<p>Alguns dos novos prefeitos ser\u00e3o acompanhados bem de perto, como promessas para v\u00f4os mais altos no futuro. Em especial, o do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), o de Recife, Jo\u00e3o Campos (PSB), e o de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD).<\/p>\n<h3>\n<strong>Olho neles II<\/strong><\/h3>\n<p>Kalil, reeleito, ter\u00e1 que fazer entregas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o da cidade e \u00e9 visto como potencial candidato ao governo estadual, daqui a dois anos. Campos n\u00e3o pode ir com muita sede ao pote, nem culpar qualquer heran\u00e7a maldita, porque o antecessor, Geraldo J\u00falio, \u00e9 do seu partido. J\u00e1 Paes pode deitar e rolar nas cr\u00edticas ao gestor anterior \u2014 Marcelo Crivella.<\/p>\n<blockquote><p>\n<em>&#8220;A cada R$ 1,00 de sal\u00e1rio m\u00ednimo, s\u00e3o cerca de R$ 450 milh\u00f5es em despesas anualizadas. O impacto de R$ 1.088 para R$ 1.100 \u00e9, portanto, superior a R$ 5 bilh\u00f5es. Mas, parece que contas pouco importam. O que vale \u00e9 repetir feito papagaio que o teto ser\u00e1 cumprido\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: right\"><strong>do diretor da Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente, Felipe Salto, em seu Twitter<\/strong><\/p>\n<h3>\n<strong>Por falar em R$ 5 bilh\u00f5es&#8230;<\/strong><\/h3>\n<p>Esse \u00e9 o valor que as autoridades projetam para empr\u00e9stimo da mais nova fase do Pronampe, o programa de socorro \u00e0s pequenas e micro empresas. A culpa, al\u00e9m, \u00e9 claro, da demora do governo em sancionar a medida, foi atribu\u00edda aos bancos. A maioria n\u00e3o se preparou para liberar rapidamente os R$ 10 bilh\u00f5es sancionados em 29 de dezembro.<\/p>\n<h3>\n<strong><em>CURTIDAS<\/em><\/strong><\/h3>\n<p><strong>O simbolismo da vacina\/<\/strong> Sem aux\u00edlio emergencial, com o desemprego ainda muito alto, o v\u00edrus presente e sem a vacina por aqui, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 a de que as mazelas de 2020 seguir\u00e3o para 2021. Em outros pa\u00edses, essas primeiras doses aplicadas do Natal para c\u00e1 s\u00e3o vistas como uma esperan\u00e7a que o governo n\u00e3o dar\u00e1 aos brasileiros nesta virada do ano. Para completar, ainda faltar\u00e3o as seringas que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade n\u00e3o encomendou na \u00e9poca certa.<\/p>\n<p><strong>O simbolismo da vacina II\/<\/strong> Embora n\u00e3o tenha nem vacina e nem seringas para tal, o governo j\u00e1 tem o bord\u00e3o \u201cBrasil imunizado\u201d, e n\u00e3o quer marcar esse in\u00edcio com um personagem espec\u00edfico. Quer que seja feito em v\u00e1rios estados ao mesmo tempo, como se fosse uma a\u00e7\u00e3o normal.<\/p>\n<p><strong>Promessa de ano-novo\/<\/strong> O Presidente da Frente Parlamentar da Pequena e Microempresa, senador Jorginho Mello (PL-SC), aguardava, para a semana passada, a san\u00e7\u00e3o de R$ 10 bilh\u00f5es em cr\u00e9dito para mais uma fase do programa de socorro \u00e0s micro e pequenas empresas. Veio na noite do dia 29 e a correria foi grande. Em fevereiro, come\u00e7a a nova rodada de press\u00f5es para que esse programa de cr\u00e9dito seja permanente.<\/p>\n<p><strong>STF, o protagonista\/<\/strong> Espa\u00e7o pol\u00edtico n\u00e3o fica vazio. Nesse sentido, muitos aplaudiram a decis\u00e3o do ministro Ricardo Lewandowski de manter as medidas sanit\u00e1rias previstas para o per\u00edodo de calamidade p\u00fablica, embora o presidente da Rep\u00fablica costume se referir \u00e0 pandemia como coisa do passado. \u201cO ministro foi corajoso. Usou a caneta para resguardar a vida e defender a sa\u00fade do povo brasileiro. Merece aplausos\u201d, defendeu o deputado F\u00e1bio Trad (PSD-MS).<\/p>\n<p><strong>Congresso perde espa\u00e7o\/<\/strong> \u201cO Congresso n\u00e3o deveria entrar em recesso. Venho defendendo isso. Um partido provocou o Judici\u00e1rio. O Judici\u00e1rio n\u00e3o pode se abster de decidir. Penso que a decis\u00e3o foi acertada. Ativismo judicial? Sim, mas suprindo o imerecido e indevido recesso legislativo\u201d. Se at\u00e9 os deputados pensam assim, quem h\u00e1 de discordar? Afinal, virou o ano, mas os problemas continuam. Tenhamos paci\u00eancia e resili\u00eancia para termos um Feliz 2021.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coluna Bras\u00edlia-DF Personagens que merecem aten\u00e7\u00e3o neste ano pr\u00e9-eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro, o empres\u00e1rio e apresentador Luciano Huck e o ex-juiz Sergio Moro t\u00eam em comum o fato de n\u00e3o terem partido definido para o pleito de 2022. 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