{"id":7688,"date":"2021-10-12T07:22:20","date_gmt":"2021-10-12T10:22:20","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/?p=7688"},"modified":"2021-10-12T07:22:20","modified_gmt":"2021-10-12T10:22:20","slug":"quem-manda-no-orcamento-manda-em-tudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/quem-manda-no-orcamento-manda-em-tudo\/","title":{"rendered":"Quem manda no Or\u00e7amento manda em tudo"},"content":{"rendered":"<p>O governo est\u00e1 quebrando a cabe\u00e7a para tentar descobrir uma f\u00f3rmula de retomar algum poder de gest\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria. Essa prerrogativa de comando escorre pelos dedos dos presidentes da Rep\u00fablica desde 2015. Em seus primeiros meses como presidente da C\u00e2mara, o deputado Eduardo Cunha fez valer a sua maioria e aprovou sem dificuldades o Or\u00e7amento impositivo para emendas individuais. Abriu-se a porteira. Depois, veio a mesma obrigatoriedade de libera\u00e7\u00e3o para as emendas de bancada e, recentemente, para as de relator, as RP9, hoje controladas por Arthur Lira.<\/p>\n<p>As apostas do governo s\u00e3o as de que, com o controle sobre o Or\u00e7amento e com o pre\u00e7o dos combust\u00edveis nas alturas, a tend\u00eancia dos parlamentares ser\u00e1 buscar outros caminhos em 2022. Dificilmente Bolsonaro ter\u00e1 gente sua nos estados e nas redes sociais pedindo votos pela sua reelei\u00e7\u00e3o. N\u00e3o por acaso, o pr\u00f3prio Eduardo Cunha, conhecedor das manobras pol\u00edticas, avisou em recentes conversas que, se Bolsonaro n\u00e3o resolver o problema do pre\u00e7o dos combust\u00edveis e a infla\u00e7\u00e3o, pode esquecer um segundo mandato. A essa avalia\u00e7\u00e3o, outros congressistas t\u00eam acrescentado as libera\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias.<\/p>\n<h3><strong>Os testes de Paulo Guedes<\/strong><\/h3>\n<p>As especula\u00e7\u00f5es sobre a sa\u00edda de Paulo Guedes da Economia foram prontamente descartadas por ministros do Planalto. Bolsonaro n\u00e3o vai demitir Guedes, que est\u00e1 em miss\u00e3o no exterior, em reuni\u00f5es com o BID e o FMI e, ainda, tem reuni\u00e3o do G-20. At\u00e9 aqui, a ideia \u00e9 de que o Posto Ipiranga esclare\u00e7a a offshore e apresente os dados da economia ao Congresso.<\/p>\n<p><strong>Uma no cravo&#8230;<br \/>\n<\/strong>O presidente da C\u00e2mara, Arthur Lira, pretende votar esta semana a mudan\u00e7a de c\u00e1lculo do ICMS que incide sobre os combust\u00edveis para ver se ser\u00e1 poss\u00edvel dar aquela aliviada para o contribuinte. E, de quebra, melhorar a imagem de quem est\u00e1 no poder.<\/p>\n<p><strong>&#8230; outra na ferradura<br \/>\n<\/strong>Os l\u00edderes querem ver ainda se aproveitam essa semana curta pelo feriado desta ter\u00e7a-feira para ver se conseguem votar a emenda constitucional que mexe na composi\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico (CNMP) e j\u00e1 vem sendo chamada de \u201ca PEC da vingan\u00e7a\u201d. Nesta quarta-feira, inclusive tem manifesta\u00e7\u00e3o dos procuradores contra a mudan\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Duas medidas<br \/>\n<\/strong>A negativa do ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski para obrigar o Senado a marcar a sabatina de Andr\u00e9 Mendon\u00e7a foi um balde de \u00e1gua fria para os senadores. Eles esperavam que o STF tivesse decis\u00e3o id\u00eantica \u00e0quela que obrigou a instala\u00e7\u00e3o da CPI da Pandemia. Por\u00e9m, n\u00e3o h\u00e1 uma norma escrita que defina um prazo para essa sess\u00e3o. \u00c9 diferente de um pedido de CPI, que, protocolado, deve ser lido no plen\u00e1rio da Casa.<\/p>\n<p><strong>Vai sobrar para ele<br \/>\n<\/strong>J\u00e1 tem senador dizendo, entre quatro paredes, que ou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, enfrenta o presidente da Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a, Davi Alcolumbre, ou o pa\u00eds que espere a boa vontade do senador amapaense.<\/p>\n<p><strong>A uni\u00e3o faz a for\u00e7a\/<\/strong> \u00c9 bom a deputada Celina Le\u00e3o (PP-DF) \u201cj\u00e1 ir se acostumando\u201d, dizem aliados da deputada Bia Kicis<br \/>\n(PSL-DF). \u00c9 para l\u00e1 que Bia deve ir, caso o presidente Jair Bolsonaro se filie mesmo para o Progressistas.<\/p>\n<p><strong>C\u00e1lculos pol\u00edticos\/<\/strong> Bia foi eleita praticamente sozinha em 2018, pelo PRTB, no embalo do bolsonarismo. Celina, por sua vez, conforme o leitor da coluna j\u00e1 sabe, teve uma ampla coliga\u00e7\u00e3o, inclusive com o PSL, partido de Bolsonaro \u00e0 \u00e9poca. Agora, os aliados de Bia acreditam que, num cen\u00e1rio sem coliga\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 inclusive melhor para Celina ter Bia no seu partido. S\u00f3 tem um probleminha: se conseguirem conquistar uma vaga s\u00f3, e Bia mantiver a posi\u00e7\u00e3o de uma das mais votadas, Celina vai sobrar.<\/p>\n<p><strong>Estado laico e religiosidade I\/<\/strong> O tema volta \u00e0 baila no livro do advogado Jo\u00e3o Paulo de Campos Echeverria, <em>A religiosidade do Estado laico e a seculariza\u00e7\u00e3o do sagrado normativo<\/em>. O estudo considera que h\u00e1 um equ\u00edvoco quando se considera que um Estado laico n\u00e3o pode ter qualquer rela\u00e7\u00e3o com a religi\u00e3o. Echeverria lembra que a hist\u00f3ria brasileira \u00e9 de um Estado formado a partir de um povo crist\u00e3o. E, ao negar o exerc\u00edcio da religi\u00e3o, o Estado nega a si mesmo.<\/p>\n<p><strong>Estado laico e religiosidade II<\/strong>\/O autor autografa o livro nesta quarta-feira, 13, a partir de 19h, no restaurante Carpe Diem, no Centro Cultural Banco do Brasil, setor de Clubes Norte.<\/p>\n<p>Dia da padroeira do Brasil e das crian\u00e7as, Que Nossa Senhora Aparecida nos proteja hoje e sempre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo quebra a cabe\u00e7a para descobrir uma f\u00f3rmula de retomar poder de gest\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria. 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