{"id":80,"date":"2015-06-18T22:55:00","date_gmt":"2015-06-19T01:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/as_contas_de_dilma\/"},"modified":"2015-11-11T17:09:56","modified_gmt":"2015-11-11T19:09:56","slug":"as_contas_de_dilma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/denise\/as_contas_de_dilma\/","title":{"rendered":"As Contas de Dilma"},"content":{"rendered":"<div style=\"font-weight: bold\">Rejei\u00e7\u00e3o em cap\u00edtulos<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Mantido o clima de hoje entre os ministros do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), a presidente Dilma Rousseff pode se preparar para um per\u00edodo de calv\u00e1rio seguido de crucifica\u00e7\u00e3o. Muitos deles consideram que o relator, Augusto Nardes, foi t\u00e3o contundente que ficar\u00e1 dif\u00edcil conciliar os argumentos com as justificativas a serem apresentadas pelo governo \u2014 a maioria delas j\u00e1 conhecidas do Tribunal. Ele s\u00f3 optou pelo prazo de 30 dias para n\u00e3o expor a divis\u00e3o dos outros sete votantes, dos quais pelo menos quatro seguiriam o relator.<\/div>\n<div>\n<p>A ideia de Nardes ao se restringir ao \u201cquase-voto\u201d pela rejei\u00e7\u00e3o foi buscar uma unanimidade, uma vez que o prov\u00e1vel placar indicavam 5 votos a 3 pela rejei\u00e7\u00e3o das contas. Para a presidente, melhor seria, na avalia\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios integrantes do PT, que o TCU tivesse logo rejeitado tudo, deixando \u00e0 presidente Dilma a posi\u00e7\u00e3o de v\u00edtima perante os congressistas. Agora, o governo deve passar por um longo desgaste sem certeza da vit\u00f3ria.<\/p><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-weight: bold\">Ver para votar<\/div>\n<div>A expectativa dos deputados ontem era votar apenas depois da semana de S\u00e3o Jo\u00e3o a proposta que reduz a desonera\u00e7\u00e3o de tributos a diversos setores. Assim, d\u00e1 tempo para o governo liberar grande parte das emendas ao Or\u00e7amento deste ano e \u201crestos a pagar\u201d de anos anteriores. Com o dia do Santo numa quarta-feira, a bancada nordestina avisou que n\u00e3o pretende comparecer.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-weight: bold\">Sem acordo de g\u00eanero<\/div>\n<div>Na \u00faltima reuni\u00e3o dos ministros do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o para analisar as contas de Dilma antes da sess\u00e3o plen\u00e1ria, muitos ficaram impressionados com a avalia\u00e7\u00e3o dur\u00edssima feita pela ministra Ana Arraes, at\u00e9 aqui voto certo contra o governo.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-weight: bold\">Sem acordo de partido<\/div>\n<div>O ministro Vital do Rego \u00e9 outro que, pelo andar da carruagem, tende a votar pela rejei\u00e7\u00e3o das contas. Para quem n\u00e3o se lembra, Vital era senador pelo PMDB e passou pelo constrangimento de ter o nome indicado para ministro do governo Dilma Rousseff sem jamais ser nomeado. O pr\u00eamio de consola\u00e7\u00e3o foi a Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a da C\u00e2mara. E, no ano passado, quando candidato a governador, Vital do Rego ainda viu o PT lhe passar a perna e ajudar o advers\u00e1rio.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-weight: bold\">Vetos &amp; propostas<\/div>\n<div>O governo come\u00e7a hoje uma blitz nos partidos para fazer valer a sua vers\u00e3o do veto ao fator previdenci\u00e1rio. Dir\u00e1 que \u00e9 preciso ter parcim\u00f4nia para evitar que a fonte seque e a\u00ed ningu\u00e9m receber\u00e1 nada.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-weight: bold\">A \u00faltima esperan\u00e7a<\/div>\n<div>O PT pretendia ontem aprovar um referendum para que a popula\u00e7\u00e3o decida se prefere o financiamento p\u00fablico ou privado das campanhas eleitorais. \u00c9 a chance que o partido v\u00ea para passar o projeto aprovado no Congresso do partido em Salvador.<\/div>\n<div>\n<p>CURTIDAS<\/p><\/div>\n<div>\n<p>Simbologia\/&nbsp;Em conversa com amigos, colegas de Luiz Fachin no Supremo Tribunal Federal ficaram impressionados com a quantidade de ministros de tribunais superiores e advogados presentes ao coquetel de posse numa casa de festas em Bras\u00edlia. \u201cPassou tanto aperto para ser indicado e agora est\u00e1 aqui rodeado por todo o mundo jur\u00eddico\u201d, comentou, por exemplo, o ministro Ricardo Lewandowski, admirador do novo magistrado.<\/p><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>[FOTO2]<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Feliciano na \u00e9poca errada\/&nbsp;O ex-presidente da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da C\u00e2mara, Marco Feliciano, (<b>foto<\/b>), olhava ontem com um certo ar de que presidiu o colegiado num momento desfavor\u00e1vel: \u201cCaramba, onde \u00e9 que voc\u00ea estavam em 2013, quando encarei isso tudo sozinho?\u201d<\/div>\n<div>\n<p>Fui!\/&nbsp;At\u00e9 o ano passado, a leitura dos pareceres das contas da Republica do TCU eram acompanhada in loco pela maioria dos ministros do Poder Executivo. Desta vez, quem apareceu por l\u00e1 foi Luiz Adams, da Advocacia Geral da Uni\u00e3o, e Nelson Barbosa, do Planejamento. Os demais preferiram ficar longe da not\u00edcia ruim.<\/p><\/div>\n<div>\n<p>Cheguei!\/&nbsp;A oposi\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o costumava comparecer, foi em peso. O deputado Izalci (PSDB-DF) saiu de convicto de que a chave para o impeachment de Dilma est\u00e1 dali. Os ministros da Corte, entretanto, consideram que \u00e9 cedo para falar a respeito.<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rejei\u00e7\u00e3o em cap\u00edtulos &nbsp; Mantido o clima de hoje entre os ministros do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), a presidente Dilma Rousseff pode se preparar para um per\u00edodo de calv\u00e1rio seguido de crucifica\u00e7\u00e3o. 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