{"id":11486,"date":"2019-02-03T16:00:38","date_gmt":"2019-02-03T18:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=11486"},"modified":"2019-02-03T20:48:33","modified_gmt":"2019-02-03T22:48:33","slug":"do-estacionamento-ao-gramado-o-desrespeito-aos-torcedores-de-vasco-e-fluminense-no-mane-garrincha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/do-estacionamento-ao-gramado-o-desrespeito-aos-torcedores-de-vasco-e-fluminense-no-mane-garrincha\/","title":{"rendered":"Do estacionamento ao gramado: o desrespeito aos torcedores de Vasco e Fluminense no Man\u00e9"},"content":{"rendered":"<p>Brasileiro zoou pacas o tal do padr\u00e3o Fifa na Copa 2014. Numa boa, o torcedor deveria sentir um pouquinho de saudade daquela organiza\u00e7\u00e3o. Houve problemas, excesso de rigor, claro, mas pelo menos o consumidor de futebol era minimamente respeitado. Bem diferente do que continuamos testemunhando em Bras\u00edlia. Falo do cl\u00e1ssico entre Vasco e Fluminense no Man\u00e9 Garrincha.<\/p>\n<p>Horas antes da partida havia torcedor perambulando perdido do lado de fora. Fam\u00edlias com crian\u00e7a no colo perguntavam onde comprar ingresso. A sinaliza\u00e7\u00e3o era praticamente zero. Um tricolor chegou a perguntar se havia volunt\u00e1rios para ajudar. Reca\u00edda da Copa. Em dia de jogo no Man\u00e9, a bilheteria \u00e9 sempre improvisada em um cont\u00eainer ou em ve\u00edculos no estacionamento. Detalhe: debaixo do sol, frio, chuva&#8230; Depende da esta\u00e7\u00e3o do ano. O pai de fam\u00edlia n\u00e3o tem sequer o prazer de comprar o bilhete em um guich\u00ea decente, bonitinho, que lhe d\u00ea autoestima. Deveria ser como ir ao cinema ou ao teatro. Que nada&#8230; O est\u00e1dio mais caro da Copa 2014 \u00e9 incapaz de oferecer uma bilheteria decente, organizada, de estender tapete vermelho para quem deseja pagar (caro) para alimentar o elefante branco. Manual de bom atendimento? O que \u00e9 isso???<\/p>\n<p>Antes de adquirir o ingresso, quem vai de carro paga car\u00edssimo para estacionar em vaga p\u00fablica. Imposs\u00edvel n\u00e3o ser abordado por flanelinhas que se apoderam do espa\u00e7o. Alguns policiais \u2014 n\u00e3o vou generalizar \u2014 fazem vista grossa. N\u00e3o repreendem o abuso. Os &#8220;cuidadores&#8221; de carro exigem pagamento antecipado. Intimidados, os motoristas sacam cinco, dez, quinze, at\u00e9 20 reais da carteira a fim de evitar problemas na sa\u00edda. Quando retornam, os &#8220;vigias&#8221; geralmente se mandaram. Afinal de contas, receberam antecipadamente para ir embora&#8230; antecipadamente.<\/p>\n<p>Alguns torcedores famintos procuravam um cantinho para comprar bebida e comida no intervalo da partida. Muitos deram com a cara na porta de bares e\/ou lanchonetes fechados. Foi assim, por exemplo, na arquibancada coberta. Setor do ingresso mais barato e menos cheio.<\/p>\n<p>Por falar no bilhete, \u00e9 inadmiss\u00edvel a cobran\u00e7a de R$ 60 (ingresso mais barato) para um jogo de &#8220;pr\u00e9-temporada&#8221; v\u00e1lido pela quinta rodada da primeira fase da Ta\u00e7a Guanabara \u2014 o primeiro turno do Campeonato Carioca. O t\u00edquete mais em conta para Flamengo x Cabofriense neste domingo, no Maracan\u00e3, custou R$ 15 (meia). Resultado: mais de 40 mil ingressos comercializados.<\/p>\n<p>Enquanto isso, no Man\u00e9 Garrincha, paga-se caro para sentar em cadeiras sujas, sem limpeza, e o m\u00ednimo respeito a quem ocupar\u00e1 o assento vermelho. Dei uma conferida em v\u00e1rias cadeiras. Fiquei assustado. O sujeito que passe a m\u00e3o, leve de casa um pedacinho de papel ou de pano para tirar a poeira. Ah, sem contar que \u00e9 imposs\u00edvel conversar com o vizinho ao lado, fazer aquela resenha no intervalo. O locutor do est\u00e1dio e a playlist da arena s\u00e3o nocivos ao ouvido. Simplesmente n\u00e3o d\u00e1 para competir com os decib\u00e9is da polui\u00e7\u00e3o sonora.<\/p>\n<p>Mas e o jogo? O torcedor deveria ter direito a reembolso. O gramado \u00e9 um vergonha. At\u00e9 a\u00ed nenhuma novidade. <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/gdf-deve-mais-de-meio-milhao-a-empresas-contratadas-para-fazer-manutencao-dos-gramados-do-bezerrao-e-do-mane-garrincha\/\">Voc\u00ea leu em janeiro no <strong>blog<\/strong> que o Governo do Distrito Federal deve mais de meio milh\u00e3o \u00e0s firmas respons\u00e1veis pela manuten\u00e7\u00e3o dos gramados do Bezerr\u00e3o e do Man\u00e9 Garrincha<\/a>. Logo, isso amea\u00e7ava a realiza\u00e7\u00e3o da partida em Bras\u00edlia. Mesmo assim, aconteceu na marra. E Bras\u00edlia amargou mais uma vergonha nacional.<\/p>\n<p>Os times do Vasco e do Fluminense n\u00e3o valem sessent\u00e3o (R$ 60). S\u00e3o ruins. Mereciam uma promo\u00e7\u00e3o. Com um pouco de boa vontade, sensibilidade, teriam disponibilizado bilhetes populares a R$ 20, R$ 30, por exemplo. Seria justo para um come\u00e7o de ano. S\u00f3 que n\u00e3o.<\/p>\n<p>L\u00e1 se v\u00e3o cinco anos de legado da Copa. N\u00e3o aprendemos nada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/twitter.com\/mplimaDF\">Siga o blogueiro no Twitter: @mplimaDF<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasileiro zoou pacas o tal do padr\u00e3o Fifa na Copa 2014. Numa boa, o torcedor deveria sentir um pouquinho de saudade daquela organiza\u00e7\u00e3o. Houve problemas, excesso de rigor, claro, mas pelo menos o consumidor de futebol era minimamente respeitado. 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