{"id":11586,"date":"2019-02-14T23:52:35","date_gmt":"2019-02-15T01:52:35","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=11586"},"modified":"2019-02-15T02:27:16","modified_gmt":"2019-02-15T04:27:16","slug":"a-licao-de-fernando-diniz-em-um-abel-que-continua-pensando-futebol-como-naquele-fla-flu-dos-100-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/a-licao-de-fernando-diniz-em-um-abel-que-continua-pensando-futebol-como-naquele-fla-flu-dos-100-anos\/","title":{"rendered":"A li\u00e7\u00e3o de Fernando Diniz em um Abel que segue vendo futebol como naquele Fla-Flu dos 100 anos"},"content":{"rendered":"<p>Vou retornar sete anos no tempo para tentar explicar o triunfo do Fluminense, a elimina\u00e7\u00e3o do Flamengo da Ta\u00e7a Guanabara e a paci\u00eancia de J\u00f3 que a torcida rubro-negra precisa ter (ou n\u00e3o) com o contestado t\u00e9cnico Abel Braga. Voltemos a 8 de julho de 2012. Ao hist\u00f3rico cl\u00e1ssico dos 100 anos do Fla-Flu no Est\u00e1dio Nilton Santos, pelo Campeonato Brasileiro.<\/p>\n<p>Abel Braga era o comandante de um Fluminense rico contra um Flamengo pobre. O tricolor era bancado pela Unimed. Do meio de campo para a frente, contava com Deco, Thiago Neves, Wellington Nem e Fred. Algo parecido com o que teve na noite desta quinta-feira na derrota para o tricolor. Come\u00e7ou com \u00c9verton Ribeiro, Diego, Bruno Henrique e Gabriel Barbosa.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma coincid\u00eancia entre os dois times de Abel. O Fluminense de 2012 e o Flamengo de 2019 abriram m\u00e3o de ter a bola nos p\u00e9s e colheram resultados diferentes. A equipe de Laranjeiras venceu por 1 x 0. O clube da G\u00e1vea perdeu por 1 x 0.<\/p>\n<p>No cl\u00e1ssico de 2012, o Fluminense, de Abel, teve 39% de posse de bola contra 61% do Flamengo, comandado \u00e0 \u00e9poca por Joel Santana \u2014 que nunca foi disso, diga-se de passagem. O meio de campo rubro-negro naquele jogo teve: Amaral, Renato Abreu, Ibson e Bottinelli. No ataque, Diego Maur\u00edcio e V\u00e1gner Love. A ideia de Abel deu certo naquele jogo. Fred desequilibrou aos 10 minutos do primeiro tempo e o Fluminense segurou o resultado como um cachorro que n\u00e3o larga o osso. O estilo Abel Braga deu certo n\u00e3o somente naquele cl\u00e1ssico, mas no Brasileir\u00e3o inteirinho. O time dele faturou o t\u00edtulo na 35\u00aa das 38 rodadas.<\/p>\n<p>Chegamos ao cl\u00e1ssico de 2019. Rico da vez, o Flamengo, de Abel, teve 38,5% de posse de bola contra 61,5% do primo pobre Fluminense, de Fernando Diniz. Ao contr\u00e1rio de 2012, perdeu o Fla-Flu. Poderia at\u00e9 ter vencido se Bruno Henrique e Gabriel Barbosa n\u00e3o falhassem na frente do gol, mas foi castigado pela postura covarde e a falha individual de Arrascaeta. O erro do meia \u00e9 grave, mas Abel tem mais culpa no cart\u00f3rio. O elenco dele \u00e9 infinitamente superior tecnicamente dentro das quatro linhas e no banco de reservas.<\/p>\n<p>Ao contratar Abel Braga, o Flamengo topou mudar radicalmente de estilo. Aquele time da posse de bola com Z\u00e9 Ricardo, Reinaldo Rueda, Paulo C\u00e9sar Carpegiani, Maur\u00edcio Barbieri e Dorival J\u00fanior est\u00e1 dando lugar ao velho estilo Abel Braga. O jeit\u00e3o, por exemplo, do vitorioso Fluminense de 2012. Portanto, prepare-se para sofrer mais vezes contra advers\u00e1rios que n\u00e3o abram m\u00e3o da bola. S\u00e3o os casos do Fluminense (Fernando Diniz), do Santos (Jorge Sampaoli) e do Gr\u00eamio (Renato Ga\u00facho). A menos que Abel d\u00ea uma guinada radical na maneira de enxergar o futebol. N\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel times ricos e badalados como o Flamengo e o Palmeiras jogarem na base do contra-ataque, da liga\u00e7\u00e3o direta. Resumindo: Abel jogou o cl\u00e1ssico desta noite com a mesm\u00edssima cabe\u00e7a do citado Fla-Flu de 2012.<\/p>\n<p>Fernando Diniz foi brilhante porque, em alguns momentos, adaptou suas convic\u00e7\u00f5es ao desequil\u00edbrio t\u00e9cnico e financeiros entre os dois times. Sem a bola, soube pressionar o Flamengo no primeiro tempo. No segundo, teve iniciativa, obrigou o advers\u00e1rio a investir nos contra-ataques e nas bolas paradas. O gol da vit\u00f3ria d\u00e1 a entender que Fernando Diniz treinou insistentemente a press\u00e3o na sa\u00edda de bola. Apostou que, em alguma hora, daria certo. Deu!<\/p>\n<p>Que continue dando certo, Fernando Diniz. Foi a vit\u00f3ria do futebol moderno praticado em 2019 contra ideias retr\u00f3gradas usadas naquele Fla-Flu dos 100 anos de 2012. Se liga, Abel Braga&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/twitter.com\/mplimaDF\">Siga o blogueiro no Twitter: @mplimaDF<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vou retornar sete anos no tempo para tentar explicar o triunfo do Fluminense, a elimina\u00e7\u00e3o do Flamengo da Ta\u00e7a Guanabara e a paci\u00eancia de J\u00f3 que a torcida rubro-negra precisa ter (ou n\u00e3o) com o contestado t\u00e9cnico Abel Braga. Voltemos a 8 de julho de 2012. 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