{"id":13073,"date":"2019-09-07T06:00:39","date_gmt":"2019-09-07T09:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=13073"},"modified":"2021-01-04T10:01:43","modified_gmt":"2021-01-04T13:01:43","slug":"de-goioere-ao-mane-garrincha-um-bate-papo-com-edina-alves-batista-a-arbitra-de-avai-x-flamengo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/de-goioere-ao-mane-garrincha-um-bate-papo-com-edina-alves-batista-a-arbitra-de-avai-x-flamengo\/","title":{"rendered":"De Goioer\u00ea ao Man\u00e9 Garrincha: um bate-papo com Edina Alves Batista, a \u00e1rbitra de Ava\u00ed x Flamengo"},"content":{"rendered":"<p>Tr\u00eas mulheres apitaram jogos oficiais no novo Man\u00e9 Garrincha, mas Edina Alves Batista \u00e9 um caso a parte. Ela \u00e9 a primeira brasileira a ser dona do apito na principal arena do Distrito Federal neste s\u00e1bado, \u00e0s 17h, no duelo entre Flamengo e Ava\u00ed pela 18\u00aa rodada do Campeonato Brasileiro. \u201cS\u00f3 fui a Bras\u00edlia como assistente\u201d, lembrou a paranaense de Goioer\u00ea na entrevista por telefone ao <strong>blog<\/strong> em maio deste ano, antes de partir rumo \u00e0 Fran\u00e7a para a Copa do Mundo Feminina. Dessa vez, Edina comandar\u00e1 os assistentes Emerson Augusto de Carvalho, Neuza Ines Back e o respons\u00e1vel pelo VAR, Jos\u00e9 Claudio Rocha Filho.<\/p>\n<p>Antes de Edina, cinco \u00e1rbitras mediaram partidas oficiais no Man\u00e9 Garrincha. Todas no torneio feminino dos Jogos Ol\u00edmpicos do Rio-2016: Olga Miranda (Paraguai), Ri Hyang-ok (Coreia do Norte), Anna-Marie Keighley (Nova Zel\u00e2ndia). O duelo entre Ava\u00ed e Flamengo \u00e9 o quarto dela nesta S\u00e9rie A. Esteve em campo na vit\u00f3ria do CSA sobre o Goi\u00e1s por 1 x 0; no empate entre Atl\u00e9tico-MG e Fortaleza por 2 x 2; e no 0 x 0 entre Botafogo e Chapecoense. Trabalhou em tr\u00eas jogos da S\u00e9rie B e brilhou em quatro duelos da Copa do Mundo Feminina, a principal delas, a semifinal entre Inglaterra e Estados Unidos, no Groupama Stadium, em Lyon.<\/p>\n<p>Formada em educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, Edina jogou basquete e futsal antes de decidir ser \u00e1rbitra. Em 1999, recebeu convite do pai de uma amiga para ser assistente em um jogo da categoria j\u00fanior. \u201cGostei muito e escolhi seguir a carreira\u201d, contou ao <strong>blog<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>\u201cQuero mostrar servi\u00e7o, ir bem nos jogos. Est\u00e3o querendo dar oportunidade (para as mulheres) e temos que agarrar essas chances\u201d<\/p>\n<p><strong>Edina Alves Batista,<\/strong> em maio durante entrevista ao <strong>blog<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p>Simples, Edina Alves chama as pessoas com quem conversa de \u201cgarotinho\u201d. Foi assim na conversa de maio com este blogueiro. Simp\u00e1tica, se inspirou em um pol\u00eamico conterr\u00e2neo antes de entrar na profiss\u00e3o. \u201cH\u00e9ber Roberto Lopes\u201d, citou. Outra refer\u00eancia \u00e9 o mineiro Sandro Meira Ricci, que foi filiado \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o de Futebol do Distrito Federal. A lista de gratid\u00e3o de Edina tem ainda Wilson Seneme, Manoel Serapi\u00e3o Filho, Al\u00edcio Pena J\u00fanior, o coronel Marinho, Ana Paula de Oliveira e Jos\u00e9 Roberto Wright.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, Edina participou de um treinamento espec\u00edfico intensivo sobre a utiliza\u00e7\u00e3o do VAR em Doha, no Catar. Ficou maravilhada com a estrutura oferecida nos preparativos para a Copa do Mundo Feminina da Fran\u00e7a. \u201c\u00c9 uma ferramenta que veio para ajudar. Precisamos aprender a usar isso e a Fifa n\u00e3o est\u00e1 medindo esfor\u00e7os\u201d, relatou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><strong>Opini\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><em>Ela tem correspondido cada vez mais. Quando ela come\u00e7ou na arbitragem no estado dela, era assistente, n\u00e3o era \u00e1rbitra. Ela sentiu vontade de ser \u00e1rbitra e era desaconselhada pelos dirigentes de arbitragem de l\u00e1. Apitava nos amadores, mas pela federa\u00e7\u00e3o s\u00f3 bandeirava. Ela passa muita seguran\u00e7a e tranquilidade dentro do campo. Alguns jogadores, pelo fato de ela ser mulher, tentam tirar vantagem sobre ela e quebram a cara. Sem estardalha\u00e7o ou gestos teatrais, agressividade, ela sempre tem o jogo na m\u00e3o na parte t\u00e9cnica e disciplinar. Tem leitura do jogo, intelig\u00eancia para apitar, seguran\u00e7a na parte disciplinar, boa na parte t\u00e9cnica. N\u00e3o \u00e9 pelo fato de ser mulher que n\u00e3o tem compet\u00eancia. Mas, \u00e0s vezes, ainda existe machismo, acham que o futebol \u00e9 um esporte masculino.<\/em><\/p>\n<p><strong>Edson Resende,<\/strong> corregedor de Arbitragem da CBF<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p>Antes de embarcar para a Fran\u00e7a, Edina s\u00f3 havia apitado jogos da S\u00e9rie B, mas vislumbrava a ascens\u00e3o. \u201cQuero mostrar servi\u00e7o, ir bem nos jogos. Est\u00e3o querendo dar oportunidade (para as mulheres) e temos que agarrar essas chances\u201d. Na \u00e9poca, ela revelou a rotina di\u00e1ria: curso de ingl\u00eas, duas horas e meia de treinamento f\u00edsico, incluindo muscula\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o de les\u00e3o; e muito futebol. \u201cTenho que estar ligada. Quando n\u00e3o estou no est\u00e1dio vejo pela tev\u00ea\u201d.<\/p>\n<p>Eleita a nona melhor \u00e1rbitra do mundo em 2018, Edina foi a melhor das Am\u00e9ricas no ranking da Federa\u00e7\u00e3o de Hist\u00f3ria e Estat\u00edstica do Futebol \u2014 IFFHS na sigla em ingl\u00eas. A refer\u00eancia dela no futebol feminino \u00e9&#8230; \u201cBibiana Steihaus. Tem hist\u00f3ria, tem que respeitar\u201d, elogiou.<\/p>\n<p>A \u00e1rbitra de Ava\u00ed x Flamengo iniciou a carreira como bandeirinha. Natural da pequena Goioer\u00ea (564 km\u00b2) e 29 mil habitantes, jamais conseguiu apitar uma partida do Campeonato Paranaense. Arrumou as malas e embarcou rumo a S\u00e3o Paulo. Neste ano, quebrou tabu de 14 anos ao se tornar a primeira mulher a mediar uma partida da S\u00e9rie A do Campeonato Brasileiro desde Silvia Regina de Oliveira em 2005, no duelo entre Paysandu e Fortaleza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Siga o blogueiro no Twitter:<\/strong>\u00a0@mplimaDF<\/p>\n<p><strong>Siga o blogueiro no Instagram:<\/strong>\u00a0@marcospaul0lima<\/p>\n<p><strong>Siga o blog no Facebook:<\/strong>\u00a0https:\/\/www.facebook.com\/dribledecorpo\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas mulheres apitaram jogos oficiais no novo Man\u00e9 Garrincha, mas Edina Alves Batista \u00e9 um caso a parte. 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