{"id":13272,"date":"2019-09-27T20:30:49","date_gmt":"2019-09-27T23:30:49","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=13272"},"modified":"2019-09-28T12:09:02","modified_gmt":"2019-09-28T15:09:02","slug":"executivo-de-futebol-o-profissional-que-nunca-erra-raramente-cai-e-tem-mais-estabilidade-do-que-tecnico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/executivo-de-futebol-o-profissional-que-nunca-erra-raramente-cai-e-tem-mais-estabilidade-do-que-tecnico\/","title":{"rendered":"Executivo de futebol: o profissional que nunca erra, raramente cai e tem mais estabilidade do que t\u00e9cnico"},"content":{"rendered":"<p>A s\u00e9rie de quatro trocas de t\u00e9cnico em 20 horas no Campeonato Brasileiro abre um debate sobre os superpoderes de quem os contrata, os executivos de futebol. Ao contr\u00e1rio dos treinadores, eles raramente caem. Quase nunca t\u00eam culpa no cart\u00f3rio. Na maioria das vezes, s\u00e3o eles que escolhem e iniciam contatos com o dono da prancheta dos sonhos dos patr\u00f5es.\u00a0 E ostentam estabilidade impressionante.<\/p>\n<p>Ouso dizer que, no futebol p\u00f3s-moderno, eles se tornaram mais importantes do que o pr\u00f3prio treinador. Desfrutam de imunidade. S\u00e3o quase infal\u00edveis no cargo de confian\u00e7a que ocupam. Quando parece que falharam, acendem o fogo, encharcam a frigideira de \u00f3leo e iniciam o processo de fritura de quem (quase) sempre \u00e9 o culpado: o t\u00e9cnico. Funciona mais ou menos assim: eu contrato, mas ele \u00e9 quem escala.<\/p>\n<p>Em 2017, o Flamengo tentou quebrar a regra. Caiu todo mundo depois da elimina\u00e7\u00e3o nas semifinais do Campeonato Carioca contra o Botafogo. Paulo C\u00e9sar Carpegiani perdeu o emprego, mas o badalado executivo Rodrigo Caetano, atualmente no Internacional, foi junto. Rar\u00edssimo.<\/p>\n<p>Alexandre Mattos contrata a rodo. Tem cheque em branco, a senha do cart\u00e3o corporativo. Entre erros e acertos, parece intoc\u00e1vel. Na gest\u00e3o dele, passaram pelo cargo de t\u00e9cnico Oswaldo de Oliveira, Marcelo Oliveira, Cuca, Eduardo Baptista, Roger Machado, Luiz Felipe Scolari e o atual, Mano Menezes. Todos passam, menos Mattos. Est\u00e1 l\u00e1 desde 2015, blindado pelos t\u00edtulos brasileiros da Copa do Brasil 2015 e o bi do Campeonato Brasileiro 2016 e 2018. Nenhum treinador da S\u00e9rie A ostenta uma estabilidade semelhante a essa. Renato Ga\u00facho est\u00e1 no Gr\u00eamio h\u00e1 tr\u00eas anos e nove dias.<\/p>\n<p>Vice de futebol do Cruzeiro, Itair Machado resiste na diretoria. Nem as graves den\u00fancias apresentadas na s\u00e9rie de reportagens dos colegas do grupo Globo Gabriela Moreira e Rodrigo Capelo abalaram o prest\u00edgio do dirigente. Prova disso \u00e9 a influ\u00eancia dele na demiss\u00e3o de Rog\u00e9rio Ceni.<\/p>\n<p>Paulo Angioni tem parcela de culpa no entra e sai de t\u00e9cnico no Fluminense. Ajudou Mario Bittencourt e Celso Barros na contrata\u00e7\u00e3o de Oswaldo de Oliveira e participou da decis\u00e3o que demitiu o treinador na madrugada de sexta-feira. A nova diretoria acabou de assumir e ter\u00e1 o terceiro t\u00e9cnico diferente. Angioni, \u00f3bvio, n\u00e3o quer ficar mal na fita. Na d\u00favida, \u00e9 melhor cortar o lado mais fraco da corda.<\/p>\n<p>Daniel de Paula Pessoa fez mais do mesmo no Fortaleza. Oportunista ao saber da sa\u00edda de Rog\u00e9rio Ceni do Cruzeiro, mandou Jos\u00e9 Ricardo Mannarino, o Z\u00e9 Ricardo, passar no RH com apenas sete partidas no clube. Por falar nisso, a soma do n\u00famero de jogos de tr\u00eas dos quatros demitidos na insana 21\u00aa rodada do Campeonato Brasileiro d\u00e1 22: Sete de Z\u00e9 Ricardo, sete de Oswaldo de Oliveira e oito de Rog\u00e9rio Ceni. Como pode???<\/p>\n<p>Cuca superou o contrato de experi\u00eancia. Passou mais de 90 dias no cargo. Por\u00e9m, pediu demiss\u00e3o do S\u00e3o Paulo. O diretor executivo Ra\u00ed, que v\u00e1rias vezes teve o apoio midi\u00e1tico para assumir cargo administrativo na CBF, n\u00e3o consegue tocar o S\u00e3o Paulo. Demitiu Diego Aguirre neste mesmo per\u00edodo do ano na temporada passada para entregar o cargo a Andr\u00e9 Jardine. Dispensou Jardine depois do fracasso na Pr\u00e9-Libertadores, contratou Cuca, que se recuperava de cirurgia card\u00edaca, e colocou o coordenador de futebol V\u00e1gner Mancini para tocar o barco. Mas Ra\u00ed \u00e9 \u00eddolo do clube paulista. Tem carta branca para fazer o que quiser. Errar quantos vezes for necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>V\u00e1gner Mancini cansou da bagun\u00e7a. Ocupava o cargo de coordenador de futebol do S\u00e3o Paulo at\u00e9 pedir o bon\u00e9 depois do an\u00fancio da contrata\u00e7\u00e3o do t\u00e9cnico Fernando Diniz. No organograma maluco do futebol brasileiro, Mancini seria mais uma vez treinador tamp\u00e3o no duelo deste s\u00e1bado contra o Flamengo. Ao que parece, escolheu se dar o m\u00ednimo de respeito.<\/p>\n<p>A pergunta que n\u00e3o quer calar \u00e9: de quem \u00e9 a culpa? Do treinador ou de quem contrata? Os clubes trocam de t\u00e9cnico como quem muda de roupa, mas executivos, esses sim, desfrutam da estabilidade t\u00e3o sonhada pelos quase sempre culpados donos da prancheta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Siga o blogueiro no Twitter:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/mplimaDF\">@mplimaDF<\/a><\/p>\n<p><strong>Siga o blogueiro no Instagram:<\/strong>\u00a0@marcospaul0lima<\/p>\n<p><strong>Siga o blog no Facebook:<\/strong>\u00a0https:<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/dribledecorpo\/\">\/\/www.facebook.com\/dribledecorpo\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A s\u00e9rie de quatro trocas de t\u00e9cnico em 20 horas no Campeonato Brasileiro abre um debate sobre os superpoderes de quem os contrata, os executivos de futebol. Ao contr\u00e1rio dos treinadores, eles raramente caem. Quase nunca t\u00eam culpa no cart\u00f3rio. 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