{"id":13821,"date":"2019-11-22T08:00:14","date_gmt":"2019-11-22T11:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=13821"},"modified":"2019-11-22T02:44:08","modified_gmt":"2019-11-22T05:44:08","slug":"ubaldo-fillol-o-craque-das-luvas-que-vestiu-as-camisas-dos-finalistas-flamengo-e-river-plate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/ubaldo-fillol-o-craque-das-luvas-que-vestiu-as-camisas-dos-finalistas-flamengo-e-river-plate\/","title":{"rendered":"Ubaldo Fillol: o craque das luvas que vestiu as camisas dos finalistas Flamengo e River Plate"},"content":{"rendered":"<p>A escala\u00e7\u00e3o de uma sele\u00e7\u00e3o de todos os tempos da Am\u00e9rica do Sul no fim do s\u00e9culo passado eleita por jornalistas esportivos do mundo inteiro come\u00e7a por um goleiro que vestiu a camisa dos dois finalistas da Libertadores em 2019. Fillol; Carlos Alberto Torres, Figueroa, Daniel Passarella e Nilton Santos; Maradona, Di St\u00e9fano e Rivellino; Zico, Garrincha e Pel\u00e9.<\/p>\n<p>Ubaldo Matildo Fillol empilhou t\u00edtulos com a camisa do River Plate. Foi a era mais vitoriosa da carreira do \u201cPato\u201d, como era chamado carinhosamente. Desembarcou no Monumental de N\u00fa\u00f1ez em 1973 e deixou o clube em 1983 com sete t\u00edtulos. Marcou \u00e9poca nos millonarios.<\/p>\n<p>Aos 14 anos, o adolescente trabalhava em um restaurante na cidade em que nasceu, S\u00e3o Miguel do Monte. O dono do estabelecimento o apresentou a um jogador que passava por l\u00e1. \u00a0O cliente prestou aten\u00e7\u00e3o nas m\u00e3os do gar\u00e7om e profetizou: \u201cVai ser goleiro\u201d, disse o ex-meia \u00edtalo-argentino Renato Cesarini, que fazia uma refei\u00e7\u00e3o no local. Fillol seguiu trabalhando.<\/p>\n<p>Apesar de ter ignorado Cesarini no restaurante, Fillol virou goleiro, sim. Come\u00e7ou a carreira no Quilmes, passou pelo Racing e chegou ao River Plate em 1973. Era a realiza\u00e7\u00e3o de um sonho familiar. Fillol \u00e9 torcedor do River Plate. Heran\u00e7a do pai.<\/p>\n<p>Fillol era treinado no Racing por \u00c1ngel Labruna quando recebeu convite do River Plate. Conta a lenda que Labruna teria amea\u00e7ado acabar com Fillol se ele fosse para outro clube que n\u00e3o fosse o River. Nem precisou intimid\u00e1-lo. O goleiro seguiu para os millonarios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEu trabalhava para ser o melhor de todos os goleiros. E se alguma vez senti que n\u00e3o era, eu jamais tornei isso p\u00fablico\u201d<\/p>\n<p><strong>Ubaldo Fillol, <\/strong>goleiro argentino com passagem por Flamengo e River<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Reserva na Copa da Alemanha em 1974, Fillol retornou ao River Plate pilhado para mostrar servi\u00e7o vislumbrando o Mundial de 1978. Ganhou for\u00e7a com o retorno do f\u00e3 Labruna ao clube. Amado pela torcida do River Plate, Fillol passou a ser idolatrado ao ajudar a Argentina a conquistar, em casa, no Monumental de N\u00fa\u00f1ez, o primeiro dos dois t\u00edtulos na Copa do Mundo.<\/p>\n<p>O goleiro deixou o River Plate para defender o Argentinos Juniors. No ano seguinte, foi comprado pelo Flamengo por US$ 125 mil, dizem os jornais da \u00e9poca. Chegou com tr\u00eas copas no curr\u00edculo (1974, 1978 e 1982) com a miss\u00e3o de assumir a posi\u00e7\u00e3o de Raul Plassman num momento de mudan\u00e7as no clube carioca.<\/p>\n<p>Zico havia embarcado para defender a Udinese. Tricampe\u00e3o brasileiros em 1983 contra o Santos, o time passava por transforma\u00e7\u00f5es para a temporada de 1984. Fillol virou titular. Disputou a Libertadores de 1984. Ganhou a Ta\u00e7a Guanabara, primeiro turno do Carioca.<\/p>\n<p>Segundo o almanaque do Flamengo, Fillol disputou 71 jogos com o \u201cmanto sagrado\u201d. Venceu 40, empatou 20 e perdeu 11. Chateado com a diretoria devido a uma convoca\u00e7\u00e3o do goleiro pela Argentina, foi negociado com o Atl\u00e9tico de Madrid. Estava em Buenos Aires com a sele\u00e7\u00e3o e teria se recusado a retornar sob alega\u00e7\u00e3o de que o clube havia se recusado a liber\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Est\u00e1 mais do que claro qual ser\u00e1 o lado de Fillol na decis\u00e3o. Quer mais uma prova? Ele \u00e9 embaixador do River Plate. Roda a Argentina e o mundo representando o clube. Nas horas \u201cvagas\u201d, assume o papel de coordenador das categoria de base do clube. O Flamengo \u00e9 um time que passou em sua vida. O River, a pr\u00f3pria vida de Fillol.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Siga o blogueiro no Twitter:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/mplimaDF\">@mplimaDF<\/a><\/p>\n<p><strong>Siga o blogueiro no Instagram:<\/strong>\u00a0@marcospaul0lima<\/p>\n<p><strong>Siga o blog no Facebook:<\/strong>\u00a0https:<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/dribledecorpo\/\">\/\/www.facebook.com\/dribledecorpo\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escala\u00e7\u00e3o de uma sele\u00e7\u00e3o de todos os tempos da Am\u00e9rica do Sul no fim do s\u00e9culo passado eleita por jornalistas esportivos do mundo inteiro come\u00e7a por um goleiro que vestiu a camisa dos dois finalistas da Libertadores em 2019. Fillol; Carlos Alberto Torres, Figueroa, Daniel Passarella e Nilton Santos; Maradona, Di St\u00e9fano e Rivellino; Zico, Garrincha e Pel\u00e9. 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