{"id":1427,"date":"2016-02-11T21:26:41","date_gmt":"2016-02-11T23:26:41","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=1427"},"modified":"2016-02-11T23:33:47","modified_gmt":"2016-02-12T01:33:47","slug":"treze-anos-nas-carreiras-de-robinho-e-tevez-a-volta-dos-que-nao-foram-melhores-do-mundo-a-libertadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/treze-anos-nas-carreiras-de-robinho-e-tevez-a-volta-dos-que-nao-foram-melhores-do-mundo-a-libertadores\/","title":{"rendered":"Treze anos nas carreiras de Robinho e Carlitos T\u00e9vez: a volta dos que n\u00e3o foram melhores do mundo \u00e0 Copa Libertadores da Am\u00e9rica"},"content":{"rendered":"<p>Um chegou a ser apelidado de Robson \u201cArantes do Nascimento\u201d, sobrenome de Pel\u00e9, quando encantou o Brasil com suas pedaladas. O outro entrou para a vasta lista de candidatos a novo Maradona. Em 2003, Robinho e T\u00e9vez disputavam a final da Copa Libertadores da Am\u00e9rica como duas das maiores promessas do futebol sul-americano. Ambos davam toda a pinta de que, em pouco tempo, ganhariam o mundo. Mas o futebol \u00e9 trai\u00e7oeiro. Engana, ilude, surpreende, decepciona.<\/p>\n<p>Treze anos depois, T\u00e9vez n\u00e3o passa de mais um \u00f3timo jogador. Perambulou pela Europa (quase) sempre no papel de coadjuvante. Quando se esperava que finalmente assumisse o papel de protagonista, encolheu com a camisa da Juventus, no Est\u00e1dio Ol\u00edmpico de Berlim, na final da Liga dos Campe\u00f5es da Europa. Sentiu tanto a press\u00e3o que escolheu voltar para o seu porto seguro \u2014 o Boca Juniors. Colecionou t\u00edtulos no Boca, no Corinthians (Brasileir\u00e3o de 2005), no Manchester United, no Manchester City e na Juventus, mas nunca teve para seus times o peso de um Messi ou de um Cristiano Ronaldo \u2014 com quem, ali\u00e1s, conquistou a Champions League em 2007\/2008.<\/p>\n<p>T\u00e9vez fez menos ainda pela Argentina. \u00c9 mais \u00eddolo por l\u00e1 do que Messi, mas s\u00f3 foi campe\u00e3o nas categorias de base. Um Sul-Americano Sub-20 em 2003 e a medalha de ouro nos Jogos Ol\u00edmpicos de Atenas-2004. Participou de duas Copas do Mundo de forma discreta em 2006 e em 2010 e ficou fora, em 2014, porque o desafeto Messi n\u00e3o o queria no elenco. Jamais ganhou a Copa Am\u00e9rica e muito menos conseguiu tirar o pa\u00eds do jejum de t\u00edtulos que se arrasta desde 1993. Quem pintou como novo Maradona jamais apareceu sequer entre os finalistas do pr\u00eamio de melhor do mundo. Nem na temporada passada, quando foi artilheiro do Italiano e carregou a Juventus nas costas \u00e0 decis\u00e3o da Liga dos Campe\u00f5es.<\/p>\n<p>Robson \u201cArantes do Nascimento\u201d, o Robinho, tamb\u00e9m cravou que seria, um dia, o melhor do mundo. Propaganda enganosa? O Menino da Vila era o enviado dos deuses da bola para presentear o Santos com o t\u00edtulo da Libertadores de 2003. Fracassou na final contra o Boca, de T\u00e9vez. Neymar, sim, daria o t\u00edtulo ao Peixe oito anos depois, em 2011. Assim como T\u00e9vez, Robinho encheu o curr\u00edculo de t\u00edtulos no Santos, no Real Madrid, no Milan e at\u00e9 no Guangzhou Evergrande. Sempre como coadjuvante. Nunca foi gal\u00e1tico no time merengue. For\u00e7ou a sa\u00edda para o Manchester City \u2014 onde chegou a jogar com T\u00e9vez \u2014 e fez muito menos do que o argentino pelo clube ingl\u00eas.<\/p>\n<p>A melhor lembran\u00e7a de Robinho na Sele\u00e7\u00e3o \u00e9 o protagonismo na Copa Am\u00e9rica de 2007. Mas brasileiro quer saber, mesmo, de Mundial. Ele deu o azar de disputar a Copa de 2006 em um time que tinha Ronaldinho Ga\u00facho, Kak\u00e1, Adriano e Ronaldo, \u00e9 verdade. Foi condenado ao banco no auge da forma f\u00edsica. Quatro anos depois, fez o gol que levaria o Brasil \u00e0 semifinal, mas a\u00ed o goleiro Julio Cesar e o volante Felipe Melo estragaram tudo diante da Holanda. A \u00faltima chance seria em 2014. Por\u00e9m, Luiz Felipe Scolari deu de ombros para o experiente.<\/p>\n<p>Aos 32 anos \u2014 um a mais do que o segundo melhor do mundo, Cristiano Ronaldo \u2014, Robinho est\u00e1 de volta ao Brasil. Trauiu a si mesmo. Disse que n\u00e3o jogaria em outro clube no Brasil que n\u00e3o fosse o Santos. Fechou com o Atl\u00e9tico-MG. Robinho n\u00e3o tem mais mercado em clubes de ponta da Europa. No Brasil, nem o Santos topou pagar o absurdo que ele pedia. Como Ronaldinho Ga\u00facho brilhou ao levar o Galo ao t\u00edtulo in\u00e9dito da Libertadores em 2013, o presidente Daniel Nepomuceno resolveu pagar para ver Robinho fazer o mesmo em 2016.<\/p>\n<p>Aos 32 anos, T\u00e9vez e Robinho n\u00e3o t\u00ebm mais futebol \u2014 e muito menos paci\u00eancia \u2014 para suportar a press\u00e3o de atuar em alt\u00edssimo n\u00edvel na Europa. Realizados financeiramente, preferiram voltar \u00e0 zona de conforto. Ao contr\u00e1rio do que se imaginava h\u00e1 13 anos, na final daquela Libertadores de 2003, o futebol de T\u00e9vez \u00e9 para ser protagonista do Boca Juniors. E o de Robinho, do Atl\u00e9tico-MG. Treze anos depois, ambos podem se reencontrar em uma revanche na final da Libertadores. Seus clubes s\u00e3o favoritos, sim, em 2016.<\/p>\n<p>Enquanto isso, Cristiano Ronaldo, um aninho mais novo do que T\u00e9vez e Robinho, segue jogando em alt\u00edssimo n\u00edvel na Europa, peitando Messi ano ap\u00f3s ano na briga pela Bola de Ouro da Fifa. Os sucessores de Maradona e Pel\u00e9 perderam a gana. N\u00e3o eram, n\u00e3o s\u00e3o e nunca ser\u00e3o melhores do mundo. Como a gente se engana. Ou permite ser enganado no futebol.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um chegou a ser apelidado de Robson \u201cArantes do Nascimento\u201d, sobrenome de Pel\u00e9, quando encantou o Brasil com suas pedaladas. O outro entrou para a vasta lista de candidatos a novo Maradona. Em 2003, Robinho e T\u00e9vez disputavam a final da Copa Libertadores da Am\u00e9rica como duas das maiores promessas do futebol sul-americano. 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