{"id":1496,"date":"2016-02-19T23:09:13","date_gmt":"2016-02-20T01:09:13","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=1496"},"modified":"2016-02-20T00:22:50","modified_gmt":"2016-02-20T02:22:50","slug":"a-primeira-semana-do-brasil-na-libertadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/a-primeira-semana-do-brasil-na-libertadores\/","title":{"rendered":"A primeira semana do Brasil na Libertadores"},"content":{"rendered":"<p>Duas vit\u00f3rias, duas derrotas e um empate. A primeira semana dos clubes brasileiros na Copa Libertadores da Am\u00e9rica mostrou que n\u00e3o vai ser f\u00e1cil encerrar o jejum de duas temporadas sem t\u00edtulo no principal torneio de clube do continente. Al\u00e9m do esfor\u00e7o dos advers\u00e1rios, a metamorfose ambulante dos times do pa\u00eds vai ser um Deus nos acuda nesta fase de grupos.<\/p>\n<p>A Am\u00e9rica do Sul \u00e9 fornecedora de p\u00e9s de obra para a Europa. Ah, e agora para a china tamb\u00e9m. Quando os campeonatos nacionais daqui acabam em dezembro, os elenco s\u00e3o arruinados por ofertas do exterior. Consequentemente, a Libertadores se torna uma competi\u00e7\u00e3o imprevis\u00edvel, sem um favorito absoluto. Vai ser assim de novo em 2016.<\/p>\n<p>A fase de grupos serve basicamente para montar ou descobrir um time que seja capaz de conquistar uma competi\u00e7\u00e3o que dura seis meses. Quando nasce uma equipe, a Libertadores j\u00e1 acabou h\u00e1 muito tempo. Pior, por exemplo, para o S\u00e3o Paulo. Derrotado pelo The Strongest na estreia por 1 x 0, o tricolor paulista tenta tirar leite de pedra. O t\u00e9cnico Edgardo Bauza foi campe\u00e3o \u00e0 frente dos limitados elencos da LDU e do San Lorenzo, \u00e9 verdade, mas n\u00e3o \u00e9 todo dia que a varinha de cond\u00e3o funciona. Com todo o respeito aos s\u00e3o-paulinos: n\u00e3o era nem para o clube estar na Libertadores depois da bagun\u00e7a que foi o ano passado.<\/p>\n<p>E o Palmeiras? Empatou com o River Plate, do Uruguai. Uma decep\u00e7\u00e3o. O t\u00e9cnico Marcelo Oliveira n\u00e3o consegue montar um time para o clube que mais contratou nos \u00faltimos dois anos. \u00c9 impressionante. Foi campe\u00e3o da Copa do Brasil, \u00e9 verdade, mas na base da ra\u00e7a, em casa, numa decis\u00e3o por p\u00eanaltis. Marcelo Oliveira vai achar o time, mas tomara que n\u00e3o seja tarde demais. O alviverde amarga uma s\u00e9rie de quatro partidas consecutivas sem vencer.<\/p>\n<p>Na minha opini\u00e3o, o Gr\u00eamio jogou bem no primeiro tempo. Insuficiente para evitar a derrota por 2 x 0 para o Toluca. no M\u00e9xico. O tricolor ga\u00facho vai viver um dilema nesta Libertadores. Continuar sendo aquele Gr\u00eamio do Campeonato Brasileiro, totalmente diferente do que foram os grandes times da hist\u00f3ria, com posse de bola e plasticidade no jeito Roger Machado de trabalhar; ou voltar a ser o velho Gr\u00eamio da for\u00e7a, da ra\u00e7a, como no t\u00edtulo de 1995. O Campeonato Brasileiro permite ser um novo Gr\u00eamio. A Libertadores, talvez, exija o velho Gr\u00eamio.<\/p>\n<p>Corinthians e Atl\u00e9tico-MG salvaram a p\u00e1tria. O atual campe\u00e3o brasileiro venceu o Cobresal no Deserto do Atacama com o velho jeito Tite de ser. Organizado taticamente e letal no contra-ataque para vencer por um resultado que tem a cara do velho Tite, aquele do t\u00edtulo brasileiro de 2011, ou seja, por 1 x 0. Sinceramente, isso n\u00e3o me incomoda. Feliz do Tite se vencer as seis partidas da fase de grupos e as oito do mata-mata e for campe\u00e3o da Libertadores.<\/p>\n<p>Para mim, a maior aposta do futebol brasileiro \u00e9 o Atl\u00e9tico-MG. Vice-campe\u00e3o em 2011 \u00e0 frente do Pe\u00f1arol e semifinalista no ano passado com o Internacional, o t\u00e9cnico Diego Aguirre tem tudo para conquistar o primeiro t\u00edtulo pessoal e levar o Galo ao bi. O time mineiro ganhou do Melgar, no Peru, com autoridade de favorito. A entrada de Robinho vai ser a cereja no bolo de um time que, na minha opini\u00e3o, tem tudo para ser um osso duro de roer. <\/p>\n<p>A grande li\u00e7\u00e3o da primeira rodada, principalmente para o S\u00e3o Paulo, \u00e9 que n\u00e3o se deve menosprezar nenhum advers\u00e1rio. Em tempos modernos, \u00e9 inadmiss\u00edvel que algu\u00e9m n\u00e3o tenha percebido em teipes da equipe boliviana a jogada ensaiada de escanteio que estragou um dia que tinha tudo para ser lindo no Pacaembu. A desaten\u00e7\u00e3o aos m\u00ednimos detalhes pode custar muito caro a qualquer um dos cinco brasileiros na Libertadores. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas vit\u00f3rias, duas derrotas e um empate. A primeira semana dos clubes brasileiros na Copa Libertadores da Am\u00e9rica mostrou que n\u00e3o vai ser f\u00e1cil encerrar o jejum de duas temporadas sem t\u00edtulo no principal torneio de clube do continente. 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