{"id":15179,"date":"2020-04-20T12:00:29","date_gmt":"2020-04-20T15:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=15179"},"modified":"2020-04-20T15:24:29","modified_gmt":"2020-04-20T18:24:29","slug":"como-a-pandemia-afeta-as-firmas-especializadas-em-gramados-falamos-com-as-duas-maiores-do-setor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/como-a-pandemia-afeta-as-firmas-especializadas-em-gramados-falamos-com-as-duas-maiores-do-setor\/","title":{"rendered":"Como a pandemia afeta as firmas especializadas em gramados. Falamos com as duas maiores do setor"},"content":{"rendered":"<p>Respons\u00e1veis pela manuten\u00e7\u00e3o dos campos de futebol dos principais est\u00e1dios do pa\u00eds utilizados no Campeonato Brasileiro, as duas maiores empresas especializadas em gramados n\u00e3o est\u00e3o imunes \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus e contabilizam preju\u00edzos. O <strong>blog<\/strong> consultou as l\u00edderes no segmento Greenleaf Gramados e World Sports Solu\u00e7\u00f5es Esportivas sobre o impacto da paralisa\u00e7\u00e3o do futebol. Executivos das duas firmas revelam problemas como inadimpl\u00eancia, renegocia\u00e7\u00f5es de contratos em s\u00e9rie e at\u00e9 mesmo dificuldades financeiras dos clientes para honrar a redu\u00e7\u00e3o combinada nos novos acordos.<\/p>\n<p>Engenheiro agr\u00f4nomo da World Sports, respons\u00e1vel, entre outros, pelos pisos do Allianz Parque, Arena Corinthians, Vila Belmiro, Arena das Dunas e Pantanal, Jos\u00e9 Coutinho faz um retrato da crise. \u201cAs competi\u00e7\u00f5es pararam. Os clubes fazem a roda girar, mas a manuten\u00e7\u00e3o dos gramados, que s\u00e3o seres vivos, n\u00e3o pode parar. Nenhum contrato foi cancelado. Renegociamos acordos, diminui\u00e7\u00f5es de at\u00e9 15%. Diminu\u00edmos pessoal e maquin\u00e1rio\u201d, conta.<\/p>\n<p>O impacto econ\u00f4mico, ainda, atingiu contratos internacionais. \u201cMantemos 50% de pessoal e de maquin\u00e1rio na Calif\u00f3rnia e na Fl\u00f3rida, onde tamb\u00e9m houve renegocia\u00e7\u00e3o de contrato\u201d, explica o empres\u00e1rio. Apesar das renegocia\u00e7\u00f5es, os atrasos no pagamento continuam. \u201cA gente come\u00e7ou a ter esse tipo de problema. Alguns clubes est\u00e3o com dificuldades, mas n\u00e3o \u00e9 nada t\u00e3o grave. \u00c9 um impacto grande, mas chamaram para renegociar\u201d, pondera.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>\u201cAs competi\u00e7\u00f5es pararam. Os clubes fazem a roda girar, mas a manuten\u00e7\u00e3o dos gramados, que s\u00e3o seres vivos, n\u00e3o pode parar. Nenhum contrato foi cancelado. Renegociamos acordos, diminui\u00e7\u00f5es de at\u00e9 15%. Diminu\u00edmos pessoal e maquin\u00e1rio\u201d<\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Coutinho,<\/strong> diretor-t\u00e9cnico da World Sports, firma respons\u00e1vel pelos gramados do Allianz Parque, Arena Corinthians, Vila Belmiro, Pacaembu, Arena Pantanal, Arena das Dunas, entre outras<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Coutinho diz que a World Sports e alguns parceiros est\u00e3o aproveitando o intervalo for\u00e7ado pela pandemia para antecipar servi\u00e7os. \u201cEstamos fazendo a prepara\u00e7\u00e3o para o inverno. Alguns lugares est\u00e3o com temperaturas que permitem esse tipo de atividade. Os projetos de constru\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o parados\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Cliente da firma, o Pacaembu \u00e9 um caso \u00e0 parte. O gramado do est\u00e1dio est\u00e1 sendo ocupado por um hospital de campanha para atendimento aos infectados pela Covid-19. Segundo Coutinho, n\u00e3o h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o com a preserva\u00e7\u00e3o do campo de jogo. Como a arena \u00e9 administrada por uma concession\u00e1ria, havia possibilidade de o est\u00e1dio fechar no fim do ano para reforma do complexo, inclusive no gramado. Isso continua nos planos\u201d, detalha.<\/p>\n<p>Parceira da Arena BSB na manuten\u00e7\u00e3o do gramado do Man\u00e9 Garrincha, a Greenleaf \u00e9 outra gigante do setor atingida pela pandemia. \u201cO mercado de gramados e dos clubes em geral passava por dificuldade na primeira, segunda e terceira divis\u00f5es. N\u00e3o nos pagavam de forma adimplente. Alguns com cinco, seis meses de atraso. A situa\u00e7\u00e3o agravou-se demais. Dos nossos cinquenta e poucos clientes, 11 est\u00e3o em dia. Clubes, mesmo, quatro. O restante \u00e9 est\u00e1dio, centro de treinamento, parceiros como campos de golfe, enfim, outros servi\u00e7os\u201d, contabiliza em entrevista ao <strong>blog<\/strong> Fl\u00e1vio Piquet \u2014 um dos s\u00f3cios da firma com sede no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO mercado de gramados e dos clubes em geral passava por dificuldades na primeira, segunda e terceira divis\u00f5es. N\u00e3o nos pagavam de forma adimplente. Alguns com cinco, seis meses de atraso. A situa\u00e7\u00e3o agravou-se demais. Dos nossos cinquenta e poucos clientes, 11 est\u00e3o em dia. Clubes, mesmo, quatro&#8221;<\/p>\n<p><strong>Fl\u00e1vio Piquet,<\/strong> s\u00f3cio da Greenleaf Gramados, respons\u00e1vel pelo Man\u00e9 Garrincha, Maracan\u00e3, Mineir\u00e3o, Independ\u00eancia, N\u00edlton Santos, Castel\u00e3o, Fonte Nova, entre outros<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O executivo n\u00e3o v\u00ea solu\u00e7\u00e3o em curto prazo. \u201cEst\u00e1 dif\u00edcil, e a gente n\u00e3o v\u00ea muita luz no fim do t\u00fanel. Vamos pegar o caso do Man\u00e9 Garrincha. N\u00f3s demos um desconto, e vale dizer que a Arena BSB est\u00e1 adimplente, pagando o que combinou. Diminu\u00edmos o efetivo, mas n\u00e3o h\u00e1 certeza quanto a eventos. S\u00f3 depois que isso tudo passar e tivermos vacina. Quantas pessoas seriam infectadas, hoje, numa partida com 60 mil a 70 mil pessoas no Man\u00e9 Garrincha gritando gol ao mesmo tempo, ou cantando num show, num concerto? Estamos falando de um m\u00eas em que as coisas est\u00e3o paradas. O cen\u00e1rio para frente \u00e9 bem sombrio\u201d, alerta Piquet.<\/p>\n<p>Gramados sint\u00e9ticos, como os do Allianz Parque e da Arena da Baixada, demandam menos manuten\u00e7\u00e3o, mas, segundo os especialistas, isso n\u00e3o deve se transformar numa tend\u00eancia quando a pandemia passar. &#8220;No caso do Palmeiras voc\u00ea faz uma manuten\u00e7\u00e3o bem m\u00ednima, a cada tr\u00eas meses. Mas a hist\u00f3ria do sint\u00e9tico x natural passou a falsa ideia da redu\u00e7\u00e3o de custo. Isso \u00e9 um mito. Jogador n\u00e3o gosta. Eu mesmo considero outro esporte. N\u00e3o acho isso uma tend\u00eancia. No caso do Allianz, foi praticamente devido aos shows. Valeu a pena, mas tem um custo muito caro de constru\u00e7\u00e3o. A instala\u00e7\u00e3o do sint\u00e9tico \u00e9 5 vezes mais cara do que a natural. Um gramado top sint\u00e9tico custa de R$ 4 milh\u00f5es a R$ 5 milh\u00f5es. Natural por R$ 1 milh\u00e3o&#8221;, compara Jos\u00e9 Coutinho da World Sports.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Siga o blogueiro no Twitter:<\/strong>\u00a0@mplimaDF<\/p>\n<p><strong>Siga o blogueiro no Instagram:<\/strong>\u00a0@marcospaul0lima<\/p>\n<p><strong>Siga o blog no Facebook:<\/strong>\u00a0https:\/\/www.facebook.com\/dribledecorpo\/20<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respons\u00e1veis pela manuten\u00e7\u00e3o dos campos de futebol dos principais est\u00e1dios do pa\u00eds utilizados no Campeonato Brasileiro, as duas maiores empresas especializadas em gramados n\u00e3o est\u00e3o imunes \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus e contabilizam preju\u00edzos. O blog consultou as l\u00edderes no segmento Greenleaf Gramados e World Sports Solu\u00e7\u00f5es Esportivas sobre o impacto da paralisa\u00e7\u00e3o do futebol. 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