{"id":16298,"date":"2020-07-18T08:00:49","date_gmt":"2020-07-18T11:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=16298"},"modified":"2020-07-18T18:31:47","modified_gmt":"2020-07-18T21:31:47","slug":"quatro-finais-internacionais-em-quatro-anos-como-os-feitos-de-rueda-e-jesus-fortalecem-a-conviccao-do-flamengo-na-contratacao-de-tecnico-estrangeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/quatro-finais-internacionais-em-quatro-anos-como-os-feitos-de-rueda-e-jesus-fortalecem-a-conviccao-do-flamengo-na-contratacao-de-tecnico-estrangeiro\/","title":{"rendered":"Quatro finais internacionais em quatro anos: como os feitos de Rueda e Jesus fortalecem a convic\u00e7\u00e3o do Flamengo na contrata\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnico estrangeiro"},"content":{"rendered":"<p>O Flamengo escolheu trilhar um caminho aparentemente sem volta. Come\u00e7ou a apostar em t\u00e9cnicos estrangeiros com o colombiano Reinaldo Rueda na gest\u00e3o de Eduardo Bandeira de Mello. Houve uma longa pausa para revezar a prancheta entre Paulo C\u00e9sar Carpegiani, Maur\u00edcio Barbieri, Dorival J\u00fanior e Abel Braga. Veio a era Jorge Jesus. Agora, o clube procura outro gringo para suceder o Mister. Vou dar uma prova de que o clube mais popular do mundo deu as costas para o mercado nacional. Nos \u00faltimos 10 anos, sete t\u00e9cnicos brasileiros diferentes conquistaram a S\u00e9rie A. Quatro est\u00e3o desempregados: Abel Braga, Marcelo Oliveira, Cuca e Luiz Felipe Scolari. Nenhum deles est\u00e1 cotado para assumir o melhor time do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O inquestion\u00e1vel sucesso nas contrata\u00e7\u00f5es de Reinaldo Rueda e Jorge Jesus aliada aos resultados virou f\u00f3rmula rubro-negra. Gra\u00e7as ao colombiano e ao portugu\u00eas, o clube disputou quatro finais internacionais em quatro anos. Perdeu o t\u00edtulo da Sul-Americana em 2017, conquistou a Libertadores em 2019, foi vice no Mundial de Clubes contra o Liverpool e ganhou a Recopa Sul-Americana no duelo com o Independiente del Valle. Antes disso, Carlos Alberto Torres havia sido o \u00faltimo a comandar o Flamengo numa decis\u00e3o continental. Perdeu a Copa Mercosul de 2001 nos p\u00eanaltis para o San Lorenzo. Carlinhos havia brindado o clube com a conquista in\u00e9dita da competi\u00e7\u00e3o na edi\u00e7\u00e3o de 1999.<\/p>\n<p>Embora o vice de futebol Marcos Braz diga \u201cque n\u00e3o h\u00e1 preconceito e os t\u00e9cnicos brasileiros s\u00e3o maravilhosos\u201d, ele est\u00e1 de malas prontas para abrir negocia\u00e7\u00e3o com estrangeiros. N\u00e3o h\u00e1 nada de errado nisso. \u00c9 a nova pol\u00edtica do clube e deve ser respeitada. Cabe \u00e0 vitoriosa escola brasileira discutir por que nenhum profissional nacional \u00e9 cogitado para tocar o legado de Jesus. A an\u00e1lise exclui Muricy Ramalho (aposentado), Tite (Sele\u00e7\u00e3o) e F\u00e1bio Carille (Al-Ittihad).<\/p>\n<p>Campe\u00e3o brasileiro em 2012 \u00e0 frente do milion\u00e1rio Fluminense da era Unimed, Abel Braga dificilmente voltar\u00e1 um dia ao Flamengo. Al\u00e9m de desperdi\u00e7ar a oportunidade de comandar o elenco estelar no primeiro semestre do ano passado e de colecionar desaven\u00e7as com os cartolas rubro-negros, Abel fez p\u00e9ssimos trabalhos no Cruzeiro e no Vasco. Virou persona no grata no clube. Amea\u00e7a processar at\u00e9 quem o indicou ao cargo no in\u00edcio da gest\u00e3o de Rodolfo Landim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>Quatro t\u00e9cnicos brasileiros campe\u00f5es da S\u00e9rie A nos \u00faltimos 10 anos est\u00e3o dispon\u00edveis no mercado, mas passam longe da corrida pela sucess\u00e3o de Jorge Jesus no Flamengo: Luiz Felipe Scolari (2018), Cuca (2016), Marcelo Oliveira (2014 e 2013) e Abel Braga (2012). F\u00e1bio Carille (2017) trabalha no Al-Ittihad, Tite (2015 e 2011) est\u00e1 na Sele\u00e7\u00e3o e Muricy Ramalho (2010) virou comentarista<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Marcelo Oliveira \u00e9 outro campe\u00e3o brasileiro desempregado. Fez trabalho brilhante no bi do Cruzeiro em 2013 e 2014. Everton Ribeiro foi um dos s\u00edmbolos daquele tima\u00e7o. O encanto acabou de repente. O t\u00e9cnico levou o Palmeiras ao t\u00edtulo da Copa do Brasil na base da sorte em 2015 contra o Santos. Na sequ\u00eancia, n\u00e3o foi bem no Atl\u00e9tico-MG, Coritiba e Fluminense.<\/p>\n<p>Alexi Stival, o Cuca, \u00e9 quem mais teria facilidade para de adapta\u00e7\u00e3o ao legado de Jorge Jesus. Ao contr\u00e1rio de invejosos colegas brasileiros, elogiou com sinceridade o trabalho de Jesus. \u201cTem uma filosofia de jogo e conseguiu dar harmonia aos jogadores do Flamengo. Ele conseguiu fazer com que os jogadores tenham ambi\u00e7\u00e3o de buscar a bola o tempo todo no ataque\u201d, afirmou. Assim como Abel, Cuca teve passagens pol\u00eamicas pelo clube. Numa delas, a sa\u00edda dele parece ter feito bem ao elenco. Andrade assumiu e levou o time ao t\u00edtulo brasileiro de 2009.<\/p>\n<p>Luiz Felipe Scolari brindou a torcida com a conquista da S\u00e9rie A em 2018. Soube usar todo o potencial oferecido pelo clube. Arrematou a ta\u00e7a com extrema facilidade usando times mistos e at\u00e9 reservas na reta final da competi\u00e7\u00e3o. Parecia outro Felip\u00e3o quatro anos depois do fracasso na Copa de 2014, mas o treinador teve dificuldade para reinventar o time alviverde em 2019. Perdeu o emprego depois de uma derrota por 3 x 0 para o Flamengo de Jorge Jesus. Em tese, o estilo \u201cpaiz\u00e3o\u201d faria bem ao elenco rubro-negro, mas a filosofia de jogo \u00e9 contr\u00e1ria \u00e0 de Jesus.<\/p>\n<p>A turma que pensa fora da caixinha no futebol brasileiro est\u00e1 empregada e tamb\u00e9m tem alguns pontos contr\u00e1rios. Rog\u00e9rio Ceni (Fortaleza) n\u00e3o conseguiu gerenciar crises e problemas de relacionamento no Cruzeiro. Isso estourou dentro do campo. Fernando Diniz (S\u00e3o Paulo) \u00e9 irregular. D\u00e1 pinta de que encaixou o tricolor, por\u00e9m, precisa de mais rodagem. H\u00e1 quem guarda m\u00e1goa da esnobada de Roger Machado (Bahia) ao Flamengo quando foi convidado para assumir o time. Na \u00e9poca, ele alegou que n\u00e3o aceitava emprego com a temporada em andamento. Colocou na cabe\u00e7a que s\u00f3 assumiria novo compromisso no come\u00e7o da temporada. E h\u00e1 Renato Ga\u00facho, caso de amor n\u00e3o correspondido. Quando um quer, o outro briga e vice-versa.<\/p>\n<p>O mercado nacional mais desanima do que anima a pol\u00edtica do Flamengo a investir o rico dinheirinho em um treinador brasileiro para a sucess\u00e3o de Jorge Jesus. Quest\u00e3o de escolha. O caminho adotado pelo clube carioca prefere olhar para o que acontece l\u00e1 fora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Siga no Twitter:<\/strong>\u00a0@mplimaDF<\/p>\n<p><strong>Siga no Instagram:<\/strong>\u00a0@marcospaulolimadf<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Flamengo escolheu trilhar um caminho aparentemente sem volta. Come\u00e7ou a apostar em t\u00e9cnicos estrangeiros com o colombiano Reinaldo Rueda na gest\u00e3o de Eduardo Bandeira de Mello. Houve uma longa pausa para revezar a prancheta entre Paulo C\u00e9sar Carpegiani, Maur\u00edcio Barbieri, Dorival J\u00fanior e Abel Braga. Veio a era Jorge Jesus. 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