{"id":1842,"date":"2016-03-25T00:00:16","date_gmt":"2016-03-25T03:00:16","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=1842"},"modified":"2016-03-25T10:18:04","modified_gmt":"2016-03-25T13:18:04","slug":"do-jogador-ao-tecnico-cruyff-duas-goleadas-por-5-x-0-sobre-o-real-madrid-que-mostram-como-ele-revolucionou-o-futebol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/do-jogador-ao-tecnico-cruyff-duas-goleadas-por-5-x-0-sobre-o-real-madrid-que-mostram-como-ele-revolucionou-o-futebol\/","title":{"rendered":"Do jogador ao t\u00e9cnico Cruyff: duas goleadas por 5 x 0 sobre o Real Madrid que mostram como ele revolucionou o futebol"},"content":{"rendered":"<p>O futebol est\u00e1 vi\u00favo. A not\u00edcia da morte de Johan Cruyff foi um duro golpe no cora\u00e7\u00e3o de quem ama esse esporte que o eterno camisa 14 revolucionou dentro de campo, como jogador, e fora dele, no papel de treinador. Antes de colocar a chave na igni\u00e7\u00e3o do DeLorean do Doutor Brown e de Marty McFly e de convid\u00e1-lo para um momento \u201cDe volta para o futuro\u201d em homenagem a quem foi g\u00eanio com a bola nos p\u00e9s e a prancheta nas m\u00e3os, uma confiss\u00e3o. Apaixonado pela escola holandesa, sou f\u00e3 de carteirinha do Johann Cruyff. Para mim, o futebol perdeu um dos maiores corneteiros de plant\u00e3o. Aquele cara que driblava os discursos politicamente corretos e dizia o que pensava. Cruyff estava sempre com a l\u00edngua envenenada para detonar duas de suas paix\u00f5es: o Barcelona e a Holanda. Ele tinha moral de sobra para falar o que quisesse. O cara arrasou o Real Madrid duas vezes no Campeonato Espanhol \u2013 uma como jogador e outra no papel de t\u00e9cnico \u2013 pelo mesmo placar: 5 x 0. Pep Guardiola tamb\u00e9m, ok, mas hoje \u00e9 dia de chorar pitangas pela perda da lenda Johan Cruyff&#8230; <\/p>\n<p>Minha viagem ao t\u00fanel do tempo o convida a dois passeios. O primeiro \u00e0 temporada de 1973\/1974. A Espanha vivia os \u00faltimos anos do franquismo, a ditadura do general Francisco Franco. Doente na \u00e9poca do cl\u00e1ssico em quest\u00e3o, ele morreria em 1975. Enquanto isso, a Catalunha testemunhava o renascimento do Barcelona sob a batuta de dois holandeses: o lend\u00e1rio t\u00e9cnico Rinus Michels, que um dia tamb\u00e9m ter\u00e1 cap\u00edtulo no meu fundo do ba\u00fa, e Johann Cruyff. O Bar\u00e7a come\u00e7ava a ser influenciado pelo futebol total. <\/p>\n<p>O clube azul-gren\u00e1 n\u00e3o conquistava o Campeonato Espanhol havia 14 anos. Durante a seca, o Real Madrid reinou soberano. Ganhou nove nacionais, duas Copas dos Campe\u00f5es da Europa \u2013 atual Champions League \u2013 e duas Copas do General\u00edssimo, rebatizada de Copa do Rei. A hist\u00f3ria come\u00e7ou a mudar em 17 de fevereiro de 1974. Com a camisa 9 \u00e0s costas, Cruyff comandou o concerto do Barcelona no Est\u00e1dio Santiago Bernab\u00e9u. Asensi abriu o placar. No segundo gol, Cruyff deixou a plateia de boca aberta ao dominar a bola entre quatro marcadores e fuzilar o goleiro Garc\u00eda Rem\u00f3n com uma finaliza\u00e7\u00e3o de canhota. No segundo tempo, novamente Asensi, Juan Carlos e Sotil completaram o massacre. Cruyff vestia a camisa do Barcelona, mas poderia estar do outro lado. Em 1973, o s\u00edmbolo do Ajax bicampe\u00e3o europeu rejeitou uma oferta do Real Madrid. <\/p>\n<p>Duas d\u00e9cadas depois dos 5 x 0 no Santiago Bernab\u00e9u, l\u00e1 estava Johann Cruyff novamente cara a cara com o Real Madrid. Agora, em seu palco predileto, o Est\u00e1dio Camp Nou.  O craque virou t\u00e9cnico do Barcelona. Batizado de Dream Team ap\u00f3s a conquista in\u00e9dita da Liga dos Campe\u00f5es da Europa da temporada de 1992\/1993, em cima da Sampdoria, a constela\u00e7\u00e3o contava com o catal\u00e3o Guardiola e o holand\u00eas Koeman na retaguarda, o b\u00falgaro Stoichkov e o dinamarqu\u00eas Laudrup no meio e Rom\u00e1rio no ataque. Sem contar o goleira\u00e7o Zubizarreta&#8230; <\/p>\n<p>Em 8 de janeiro de 1994, Cruyff se viu reencarnado em campo no corpo do camisa 10 Rom\u00e1rio. Livre, leve e solto depois de ser o salvador da p\u00e1tria ao classificar o Brasil para Copa dos EUA com dois gols sobre o Uruguai, no Maracan\u00e3, o Baixinho esmagou o Real Madrid com tr\u00eas gols. O primeiro deles, uma pintura, ap\u00f3s passe de Guardiola. Koeman, de falta, e Iv\u00e1n completaram a goleada. \u00c0 beira do campo, o t\u00e9cnico Johan Cruyff erguia a palma da m\u00e3o direita aos s\u00faditos exibindo o n\u00famero 5. Vinte anos depois, o disc\u00edpulo de Rinus Michels igualava o mestre.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nDUPLA FACE<\/strong><\/p>\n<p>Duas obras primas de Jo<strong>han Cruyff no Supercl\u00e1ssico espanhol<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00bb Como jogador<\/p>\n<p>17\/8\/1974 &#8211; Real Madrid 0 x 5 Barcelona<\/p>\n<p>Sistema t\u00e1tico: 4-3-3<\/strong><\/p>\n<p>Mora<\/p>\n<p>Costas<\/p>\n<p>Rif\u00e9, Costas, Torres e De la Cruz<\/p>\n<p>Marcial, Juan Carlos e Asensi<\/p>\n<p>Rexach, Cruyff e Sotil<\/p>\n<p>T\u00e9cnico: Rinus Michels<\/p>\n<p>Custo<\/p>\n<p>Contratado pelo equivalente a 2 milh\u00f5es de euros, Cruyff conquistou como jogador apenas o Espanhol na temporada de 1973\/1974 e a Copa do Rei da Espanha em 1977\/1978.<\/p>\n<p>Benef\u00edcio<\/p>\n<p>Cruyff deu muito mais retorno como t\u00e9cnico. Foram quatro Espanh\u00f3is, uma Copa do Rei, tr\u00eas Supercopas da Espanha, uma Copa dos Campe\u00f5es, uma Supercopa da Uefa e uma Recopa.<\/p>\n<p><strong>\u00bb Como t\u00e9cnico<\/p>\n<p>8\/1\/1994 \u2013 Barcelona 5 x 0 Real Madrid<\/p>\n<p>Sistema t\u00e1tico: 4-1-4-1<\/strong><\/p>\n<p>Zubizarreta<\/p>\n<p>Ferrer, Nadal, Koeman e Sergi<\/p>\n<p>Guardiola<\/p>\n<p>Goikoetxea, Bakero (Iv\u00e1n), Amor e Stoichkov (Laudrup)<\/p>\n<p>Rom\u00e1rio<\/p>\n<p>T\u00e9cnico: Johan Cruyff<\/p>\n<p>Vira casaca<\/p>\n<p>Na goleada de 1994, o atual t\u00e9cnico do Barcelona, Luis Enrique, era meia do Real Madrid, que contava, ainda, com Michel, Zamorano, Hiero, Proscinecki e \u201cel matador\u201d Butrague\u00f1o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O futebol est\u00e1 vi\u00favo. A not\u00edcia da morte de Johan Cruyff foi um duro golpe no cora\u00e7\u00e3o de quem ama esse esporte que o eterno camisa 14 revolucionou dentro de campo, como jogador, e fora dele, no papel de treinador. 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