{"id":20100,"date":"2021-06-29T23:12:29","date_gmt":"2021-06-30T02:12:29","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=20100"},"modified":"2021-07-02T23:49:14","modified_gmt":"2021-07-03T02:49:14","slug":"da-espanha-do-tiki-taka-a-alemanha-do-7-x-1-o-ocaso-de-duas-selecoes-que-amavamos-ver-jogar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/da-espanha-do-tiki-taka-a-alemanha-do-7-x-1-o-ocaso-de-duas-selecoes-que-amavamos-ver-jogar\/","title":{"rendered":"Da Espanha do tiki-taka \u00e0 Alemanha do 7 x 1: o ocaso de duas sele\u00e7\u00f5es que am\u00e1vamos ver jogar"},"content":{"rendered":"<p>A elimina\u00e7\u00e3o da Alemanha nas oitavas de final da Eurocopa na derrota por 2 x 0 para a Inglaterra nesta segunda-feira, em Wembley, \u00e9 simb\u00f3lica. Mostra como as grandes sele\u00e7\u00f5es da \u00faltima d\u00e9cada se tornaram vol\u00e1teis. Em tempos de globaliza\u00e7\u00e3o, tima\u00e7os como aquela Espanha bi da Euro em 2008 e 2012, e campe\u00e3 da Copa em 2010; e a esquadra germ\u00e2nica do Mundial de 2014, no Brasil, s\u00e3o escaneadas, destrinchados e pulverizadas pelos advers\u00e1rios.<\/p>\n<p>Pouco se ouve falar, hoje, no tiki-taka da Espanha de Luis Aragon\u00e9s e Vicente del Bosque. O futebol intenso, fren\u00e9tico, da Euro-2020 faz com que aquele time de Xavi e Iniesta seja lembrado como algo distante da nossa realidade. A pr\u00f3pria Espanha, de Luis Enrique, classificada para enfrentar a Su\u00ed\u00e7a depois de atropelar a Cro\u00e1cia, n\u00e3o tem praticamente nada daquele estilo que marcou \u00e9poca por quatro anos consecutivos.<\/p>\n<p>Curiosamente, a Espanha come\u00e7ou a ser esmiu\u00e7ada pelo Brasil. O t\u00edtulo da Copa das Confedera\u00e7\u00f5es, em 2013, no Maracan\u00e3, exp\u00f4s pontos fracos de uma Espanha com dificuldade para se reinventar. Isso ficou ainda mais claro na queda dos ent\u00e3o campe\u00f5es mundiais na primeira fase contra o Chile, no Rio. A esquadra de Jorge Sampaoli venceu a Espanha por 2 x 0 na \u00faltima rodada e sepultou uma era encantadora do time de Del Bosque.<\/p>\n<p>A troca de guarda levou ao poder naquela Copa a Alemanha. Inspirado na Espanha, o t\u00e9cnico Joachim L\u00f6w conciliou posse de bola e a velha letalidade germ\u00e2nica. O Brasil foi a maior v\u00edtima nas semifinais da Copa do Mundo: imp\u00f4s 7 x 1 no Mineir\u00e3o e consolidou a nova hegemonia na decis\u00e3o do t\u00edtulo contra a Argentina no Maracan\u00e3, onde a hegemonia da Espanha havia sido enterrada na primeira fase.<\/p>\n<p>Alvo da vez, a Alemanha de Schweinsteiger, Lahm, Kroos, Khedira, Neuer, Thomas M\u00fcller e companhia passou a ser o novo estudo de caso nas diferentes escolas do futebol mundial. A It\u00e1lia levou o duelo pelas quartas de final aos p\u00eanaltis. Em casa, a Fran\u00e7a se imp\u00f4s nas semifinais e tirou a locomotiva dos tetracampe\u00f5es mundiais definitivamente dos trilhos.<\/p>\n<p>Na segunda prova de decl\u00ednio, a Alemanha conquistou a Copa das Confedera\u00e7\u00f5es de 2017 por 1 x 0 contra o revolucion\u00e1rio Chile de Jorge Sampaoli. Um ano depois, tombou na fase de grupos da Copa da R\u00fassia com derrota para o M\u00e9xico na estreia, vit\u00f3ria sobre a Su\u00e9cia na segunda rodada e despedida surpreendente diante da Coreia do Sul.<\/p>\n<p>Nesta Eurocopa, a Alemanha escapou por pouco da elimina\u00e7\u00e3o na fase de grupos. Perdia, em Munique, para a Hungria. Avan\u00e7ou em segundo lugar e trombou contra uma Inglaterra madura para enfrent\u00e1-la. Gareth Southgate mostou a for\u00e7a do trabalho com uma sele\u00e7\u00e3o jovem contra um advers\u00e1rio que ainda busca o ponto de equil\u00edbrio entre uma gera\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima do fim, cujos s\u00edmbolos s\u00e3o Neuer, Kroos e Thomas M\u00fcller, e uma nova safra que, aos poucos, ganhar\u00e1 corpo para a Copa do Qatar sob a batuta de Hansi Flick.<\/p>\n<p>Espanha e Alemanha, s\u00edmbolos de uma era recente, refor\u00e7am aquele papo \u00f3bvio e antigo de que conquistar t\u00edtulo \u00e9 f\u00e1cil, dif\u00edcil \u00e9 manter-se no topo. Ao que parece, a Espanha soube lamber suas feridas, renovou jogadores, filosofias de jogo e est\u00e1 pronta para encarar o novo normal do mundo da bola. A Alemanha tem um caminho longo a percorrer, mas conhece os atalhos e desembarcar\u00e1 muito forte no Oriente M\u00e9dio para igualar o penta do Brasil. Dedo no nariz e melecas \u00e0 parte, obrigado Joachim L\u00f6w. Foi muito bom enquanto durou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Siga no Twitter:<\/strong>\u00a0@mplimaDF<\/p>\n<p><strong>Siga no Instagram:<\/strong>\u00a0@marcospaulolimadf<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A elimina\u00e7\u00e3o da Alemanha nas oitavas de final da Eurocopa na derrota por 2 x 0 para a Inglaterra nesta segunda-feira, em Wembley, \u00e9 simb\u00f3lica. Mostra como as grandes sele\u00e7\u00f5es da \u00faltima d\u00e9cada se tornaram vol\u00e1teis. 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