{"id":222,"date":"2015-07-27T15:20:00","date_gmt":"2015-07-27T18:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/nao_eram_nao_sao_e_nunca_serao\/"},"modified":"2015-11-18T13:24:42","modified_gmt":"2015-11-18T15:24:42","slug":"nao_eram_nao_sao_e_nunca_serao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/nao_eram_nao_sao_e_nunca_serao\/","title":{"rendered":"N\u00e3o eram, n\u00e3o s\u00e3o e nunca ser\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-drible\/433a8b500dc758b0e193de3bc306e1a0.jpg\">     <\/p>\n<p>Robinho e T\u00e9vez chegaram a jogar juntos no Manchester City     <\/p>\n<p>Divulga\u00e7\u00e3o\/Manchester City     <\/p>\n<p>Um chegou a ser  apelidado de Robson &#8220;Arantes do Nascimento&#8221;, sobrenome de Pel\u00e9, quando encantou o Brasil com  suas pedaladas. O outro entrou para a vasta lista de candidatos a novo  Maradona. Em 2003, Robinho e T\u00e9vez disputavam a final da Copa  Libertadores da Am\u00e9rica como duas das maiores promessas do futebol  sul-americano. Ambos davam toda a pinta de que, em pouco tempo,  ganhariam o mundo. Mas o futebol \u00e9 trai\u00e7oeiro. Engana, ilude,  surpreende, decepciona.     <\/p>\n<p>Doze anos depois, T\u00e9vez n\u00e3o passa de mais  um bom jogador. Perambulou pela Europa (quase) sempre no papel de  coadjuvante. Quando se esperava que finalmente assumisse o papel de  protagonista, encolheu com a camisa da Juventus, no Est\u00e1dio Ol\u00edmpico de  Berlim, na final da Liga dos Campe\u00f5es da Europa. Sentiu tanto a press\u00e3o  que escolheu voltar para o seu porto seguro \u2014 o Boca Juniors. Colecionou  t\u00edtulos no Boca, no Corinthians, no Manchester United, no Manchester  City e na Juventus, mas nunca teve para seus times o peso de um Messi ou  de um Cristiano Ronaldo \u2014 com quem, ali\u00e1s, conquistou a Champions  League em 2007\/2008.     <\/p>\n<p>T\u00e9vez fez menos ainda pela Argentina. \u00c9 mais  \u00eddolo por l\u00e1 do que Messi, mas s\u00f3 foi campe\u00e3o nas categorias de base.  Um Sul-Americano Sub-20 em 2003 e a medalha de ouro nos Jogos Ol\u00edmpicos  de Atenas-2004. Participou de duas Copas do Mundo de forma discreta em  2006 e em 2010 e ficou fora, em 2014, porque o desafeto Messi n\u00e3o o  queria no elenco. Jamais ganhou a Copa Am\u00e9rica e muito menos conseguiu  tirar o pa\u00eds do jejum de t\u00edtulos que se arrasta desde 1993. Quem pintou  como novo Maradona jamais apareceu sequer entre os finalistas do pr\u00eamio  de melhor do mundo. Talvez, neste ano, depois de ser artilheiro do  Italiano e carregar a Juventus nas costas \u00e0 decis\u00e3o da Liga dos  Campe\u00f5es.     <\/p>\n<p>Robson \u201cArantes do Nascimento\u201d, o Robinho, tamb\u00e9m  cravou que seria, um dia, o melhor do mundo. Enganou bem. O Menino da  Vila era o enviado dos deuses da bola para presentear o Santos com o  t\u00edtulo da Libertadores de 2003. Fracassou. Neymar, sim, daria o t\u00edtulo  ao Peixe oito anos depois, em 2011. Assim como T\u00e9vez, Robinho encheu o  curr\u00edculo de t\u00edtulos no Santos, no Real Madrid e no Milan. Sempre como  coadjuvante. Nunca foi gal\u00e1tico no time merengue. For\u00e7ou a sa\u00edda para o  Manchester City \u2014 onde chegou a jogar com T\u00e9vez \u2014 e fez muito menos do  que o argentino pelo clube ingl\u00eas.     <\/p>\n<p>A melhor lembran\u00e7a de Robinho  na Sele\u00e7\u00e3o \u00e9 o protagonismo na Copa Am\u00e9rica de 2007. Mas brasileiro quer  saber, mesmo, de Mundial. Ele deu o azar de disputar a Copa de 2006 em  um time que tinha Ronaldinho Ga\u00facho, Kak\u00e1, Adriano e Ronaldo, \u00e9 verdade.  Foi condenado ao banco no auge da forma f\u00edsica. Quatro anos depois, fez  o gol que levaria o Brasil \u00e0 semifinal, mas a\u00ed o goleiro Julio Cesar e o  volante Felipe Melo estragaram tudo diante da Holanda. A \u00faltima chance  seria em 2014. Por\u00e9m, Luiz Felipe Scolari deu de ombros para a  experi\u00eancia.     <\/p>\n<p>Aos 31 anos \u2014 um a mais do que o melhor do mundo,  Cristiano Ronaldo \u2014, Robinho \u00e9 jogador do Guangzhou Evergrande, da  China. N\u00e3o tem mais mercado em clubes de ponta da Europa. No Brasil,  ningu\u00e9m consegue pagar o absurdo que ele cobra. Aos 31 anos, T\u00e9vez est\u00e1  de volta \u00e0 zona de conforto. Ao contr\u00e1rio do que se imaginava h\u00e1 12  anos, na final da Libertadores de 2003, o futebol dele \u00e9 para ser  protagonista do Boca Juniors. Enquanto isso, CR7, um aninho mais novo do  que T\u00e9vez e Robinho, segue jogando em alto n\u00edvel na Europa, peitando  Messi. Como a gente se engana.     <\/p>\n<p><strong>Final da Libertadores 2003     <\/p>\n<p>Santos   <\/p>\n<p><\/strong>&nbsp;   <\/p>\n<p>F\u00e1bio Costa     <\/p>\n<p>Wellington, Andr\u00e9 Lu\u00eds, Alex e L\u00e9o     <\/p>\n<p>Paulo Almeida, Renato e Fabiano     <\/p>\n<p>Diego     <\/p>\n<p>Robinho e Ricardo Oliveira     <\/p>\n<p>T\u00e9cnico: \u00c9merson Le\u00e3o (4-3-1-2)     <\/p>\n<p><strong>Santo de casa&#8230;<\/strong>     <\/p>\n<p>As  melhores fases de Robinho sempre foram no Santos. Conquistou o  Brasileir\u00e3o em 2002 e em 2004, a Copa do Brasil em 2010 e o Paulist\u00e3o em  2010 e 2015. Na Europa, foi campe\u00e3o italiano e espanhol, mas jamais  chegou sequer \u00e0 final da Champions League.     <\/p>\n<p><strong>Boca Juniors     <\/p>\n<p><\/strong>Abbondanzieri     <\/p>\n<p>Ibarra, Schiavi, Burdisso e Clemente Rodr\u00edguez     <\/p>\n<p>Battaglia, Cascini e Cagna     <\/p>\n<p>Schelotto, Delgado e T\u00e9vez     <\/p>\n<p>T\u00e9cnico: Carlos Bianchi (4-3-3)     <\/p>\n<p><strong>&#8230;faz milagre<\/strong>     <\/p>\n<p>Al\u00e9m  da Libertadores de 2003 em cima do Santos de Robinho, T\u00e9vez deu ao Boca  o Mundial de Clubes no mesmo ano. Em 2004, faturou o Apertura e a Copa  Sul-Americana. Na Europa, foi campe\u00e3o ingl\u00eas e italiano, chegou a tr\u00eas  finais da Champions League e conquistou uma.     <\/p>\n<p><i>Coluna M\u00e1quinas do Tempo publicada na edi\u00e7\u00e3o desta segunda do <\/i><b>Correio Braziliense     <\/p>\n<p><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Robinho e T\u00e9vez chegaram a jogar juntos no Manchester City Divulga\u00e7\u00e3o\/Manchester City Um chegou a ser apelidado de Robson &#8220;Arantes do Nascimento&#8221;, sobrenome de Pel\u00e9, quando encantou o Brasil com suas pedaladas. O outro entrou para a vasta lista de candidatos a novo Maradona. 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