{"id":22818,"date":"2022-04-05T08:00:25","date_gmt":"2022-04-05T11:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=22818"},"modified":"2022-04-05T22:25:43","modified_gmt":"2022-04-06T01:25:43","slug":"como-a-final-da-champions-league-1996-explica-o-apego-de-paulo-sousa-ao-sistema-usado-no-flamengo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/como-a-final-da-champions-league-1996-explica-o-apego-de-paulo-sousa-ao-sistema-usado-no-flamengo\/","title":{"rendered":"Como a final da Champions 1996 explica a convic\u00e7\u00e3o de Paulo Sousa no sistema utilizado no Flamengo"},"content":{"rendered":"<p>Jamais conversei com Paulo Sousa, mas gostaria de fazer uma pergunta ao t\u00e9cnico do Flamengo. Nos tempos de jogador, o portugu\u00eas conquistou o t\u00edtulo da Champions League em 1996 atuando no meio de campo de uma Juventus convencional no sistema t\u00e1tico. O italiano Marcello Lippi levou a Velha Senhora ao bicampeonato europeu configurada no 4-3-3. O advers\u00e1rio na decis\u00e3o foi o Ajax, da Holanda. A equipe de Louis van Gaal era especial. Montada no 3-4-3. O lusitano estava em campo naquela decis\u00e3o com a camisa do time italiano. Aparentemente, pelo que j\u00e1 li, pesquisei e conversei com quem trabalhou com o treinador rubro-negro, ele prefere os conceitos rebuscados do vice van Gaal \u00e0 simplicidade do modelo adotado pelo campe\u00e3o Lippi.<\/p>\n<p>Paulo Sousa n\u00e3o abre m\u00e3o da linha de tr\u00eas zagueiros. Usou esse sistema em todos os clubes e na sele\u00e7\u00e3o pela qual passou. Quando ele disse \u201ctemos convic\u00e7\u00f5es e \u00e9 nelas que vamos acreditar\u201d depois do fracasso na final do Campeonato Carioca contra o Fluminense, o t\u00e9cnico estava dizendo nas entrelinhas que o sistema de jogo rubro-negro pode at\u00e9 n\u00e3o estar funcionando, como de fato n\u00e3o mostra evolu\u00e7\u00e3o, mas dificilmente mudar\u00e1 da noite para o dia.<\/p>\n<p>O recado de Paulo Sousa n\u00e3o poderia ser mais claro: o elenco ter\u00e1 de se adaptar ao que ele pensa e n\u00e3o o contr\u00e1rio. Consequentemente, o Flamengo pode estar trilhando um caminho dif\u00edcil. Se os resultados n\u00e3o vierem em curto prazo contra Sporting Cristal na Libertadores e diante Atl\u00e9tico-GO na abertura do Campeonato Brasileiro, a situa\u00e7\u00e3o arrisca ficar insustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Qualquer semelhan\u00e7a \u00e9 mera coincid\u00eancia, mas o Ajax derrotado por Paulo Sousa e companhia na final da Champions League de 1995\/1996 era uma time especial. Havia desbancado o Milan na decis\u00e3o de 1994\/1995 e buscava o bi consecutivo. A trupe de Louis van Gaal encantava o mundo no 3-4-3 e sua vari\u00e1veis. Na final, o holand\u00eas escalou a linha defensiva de tr\u00eas com Silooy, Blind e Bogarde. Os quatro homens do meio de campo eram Frank de Boer, Ronald de Boer, Davids e Litmanen. \u00c0 frente, os pontas Musampa e Finidi e Kanu no papel de centroavante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_22820\" aria-describedby=\"caption-attachment-22820\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/como-a-final-da-champions-league-1996-explica-o-apego-de-paulo-sousa-ao-sistema-usado-no-flamengo\/image-1-5\/\" rel=\"attachment wp-att-22820\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-22820 size-large\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2022\/04\/Image-1-5-1024x770.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"770\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2022\/04\/Image-1-5-1024x770.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2022\/04\/Image-1-5-300x226.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2022\/04\/Image-1-5-768x578.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2022\/04\/Image-1-5-800x602.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2022\/04\/Image-1-5-550x414.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2022\/04\/Image-1-5-230x173.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2022\/04\/Image-1-5.jpg 1149w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-22820\" class=\"wp-caption-text\">Paulo Sousa sabe como foi dif\u00edcil marcar o Ajax. Talvez, por isso, seja f\u00e3 do modelo de van Gaal. Ilustra\u00e7\u00e3o: Blog Drible de Corpo<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com as devidas adapta\u00e7\u00f5es, esse \u00e9 o modelo do Flamengo. O time rubro-negro usa um lateral pela direita, ou seja, Rdinei, Matheuzinho ou Isla, e um falso ala pela esquerda. Everton Ribeiro e L\u00e1zaro foram os mais improvisados naquele setor. Em algumas partidas, Gabigol emula Finidi caindo pela direita e Bruno Henrique faz o papel de falso nove como se fosse Kanu.\u00a0 Nota como \u00e9 rebuscado? Um modelo como esse n\u00e3o come\u00e7a a funcionar instantaneamente. A diretoria e a torcida rubro-negra ter\u00e3o paci\u00eancia para esperar que a engrenagem atinja a perfei\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>A Juventus de Lippi, aquela em que Paulo Sousa era titular no jogo do t\u00edtulo contra o Ajax, tinha mais semelhan\u00e7as com o legado de Jorge Jesus no Flamengo, mas o portugu\u00eas prefere um trabalho autoral. A \u00a0defesa tinha uma linha de quatro com Torricelli, Ferrara, Vierchowod e Pessotto. No meio, tr\u00eas caras inteligentes que viraram t\u00e9cnico: Paulo Sousa, Antonio Conte e Didier Deschamps. Na frente, Ravanelli, Vialli e Del Piero. Um tima\u00e7o arquitetado no 4-3-3.<\/p>\n<p>Paulo Sousa dificilmente vai virar a chave. Dif\u00edcil v\u00ea-lo reformulando o time, por exemplo, para Santos; Rodinei, Pablo, David Luiz e Filipe Lu\u00eds; Willian Ar\u00e3o, Jo\u00e3o Gomes e Arrascaeta; Everton Ribeiro, Gabriel Barbosa e Bruno Henrique. Ele prefere Santos; Pablo, David Luiz e Filipe Lu\u00eds; Rodinei, Willian Ar\u00e3o, Jo\u00e3o Gomes e Ayrton Lucas; Arrascaeta; Gabigol e Bruno Henrique. Sistemas totalmente diferentes. Um bem mais rebuscado do que o outro.<\/p>\n<p>Para mim, o pecado capital de Paulo Sousa a essa altura da temporada \u00e9 a avareza. Apegar-se demais ao modelo de Louis van Gaal e n\u00e3o exercitar de vez em quando o que aprendeu com Marcello Lippi naquela bela Juventus campe\u00e3 da Champions League em 1996. Afinal, ter repert\u00f3rio tamb\u00e9m \u00e9 uma qualidade moderna dos t\u00e9cnicos, sejam eles brasileiros ou europeus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Siga no Twitter:<\/strong>\u00a0@marcospaulolima<\/p>\n<p><strong>Siga no Instagram:<\/strong>\u00a0@marcospaulolimadf<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jamais conversei com Paulo Sousa, mas gostaria de fazer uma pergunta ao t\u00e9cnico do Flamengo. Nos tempos de jogador, o portugu\u00eas conquistou o t\u00edtulo da Champions League em 1996 atuando no meio de campo de uma Juventus convencional no sistema t\u00e1tico. O italiano Marcello Lippi levou a Velha Senhora ao bicampeonato europeu configurada no 4-3-3. 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