{"id":23966,"date":"2022-07-28T12:23:17","date_gmt":"2022-07-28T15:23:17","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=23966"},"modified":"2022-07-28T12:23:17","modified_gmt":"2022-07-28T15:23:17","slug":"por-que-times-como-o-atletico-go-viraram-osso-duro-de-roer-em-torneios-mata-mata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/por-que-times-como-o-atletico-go-viraram-osso-duro-de-roer-em-torneios-mata-mata\/","title":{"rendered":"Por que times como o Atl\u00e9tico-GO viraram osso duro de roer em torneios mata-mata"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">O discurso mais objetivo, raso, mas n\u00e3o necessariamente correto \u00e9 atribuir a derrota do Corinthias para o Atl\u00e9tico-GO por 2 x 0, no est\u00e1dio Ant\u00f4nio Accioly, no primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil, a um dia ruim e irreconhec\u00edvel do time paulista. Prefiro olhar por um \u00e2ngulo quase despercebido. A enxurrada de times brasileiros em torneios como a Copa Sul-Americana tem transformado times de menor investimento em osso duro de roer em competi\u00e7\u00f5es mais acess\u00edveis do que a maratona do Campeonato Brasileiro.\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O Atl\u00e9tico-GO disputa o segundo torneio mais importante do continente pela terceira vez. Alcan\u00e7ou as oitavas de final em 2012. Foi eliminado pela Universidad Cat\u00f3lica. N\u00e3o passou da fase de grupos em 2021, mas teve a oportunidade de fazer interc\u00e2mbio internacional em duelos contra Newell\u2019s Old Boys, Libertad e Palestino.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O Drag\u00e3o est\u00e1 nas quartas de final da Sul-Americana nesta temporada. Avan\u00e7ou em primeiro na fase de grupos em duelos contra LDU, Defensa y Justicia e Deportes Antofagasta. Superou o tradicional Olimpia nas oitavas de final e enfrentar\u00e1 o Nacional do Uruguai nas quartas de final. O programa de milhas transformou o Atl\u00e9tico em time copeiro. Menos do ponto de vista de ganhar esses t\u00edtulos, \u00f3bvio, e muito mais no sentido de saber competir e avan\u00e7ar o mais longe poss\u00edvel na Copa do Brasil e\/ou na Copa Sul-Americana.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O Atl\u00e9tico usou essa expertise na vit\u00f3ria contra o Corinthians e deu um passo importante para repetir a campanha de 2010 na Copa do Brasil. H\u00e1 12 anos, o time foi uma das surpresas das semifinais e s\u00f3 n\u00e3o decidiu o t\u00edtulo porque esbarrou no Vit\u00f3ria nas semifinais. H\u00e1 um outro detalhe relevante. O t\u00e9cnico Jorginho n\u00e3o \u00e9 um mago da prancheta, mas tem uma certa intimidade com o mata-mata. Ele levou a Ponte Preta ao vice da Sul-Americana em 2013. Perdeu o t\u00edtulo para o Lan\u00fas. Encaminhou tamb\u00e9m o vice do Goi\u00e1s em 2010.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A tend\u00eancia \u00e9 de que times com rodagem em torneios sul-americanos sejam cada vez mais competitivos na Copa do Brasil. Basta olhar quem s\u00e3o os oito participantes das quartas. O Athletico-PR \u00e9 bicampe\u00e3o da Sul-Americana. O Atl\u00e9tico-GO est\u00e1 entre os oito neste ano. O Am\u00e9rica-MG encarou dois mata-matas dur\u00edssimos na Pr\u00e9-Libertadores e uma fase de grupos contra Atl\u00e9tico-MG, Deportes Tolima e Independiente del Valle. Pode at\u00e9 voltar \u00e0s semifinais da Copa do Brasil, como fez em 2020.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Semifinalista da Copa do Brasil no ano passado, o Fortaleza est\u00e1 novamente entre os oito no mata-mata nacional depois de um batismo de fogo na Libertadores. Caiu nas oitavas diante do Estudiantes depois de passar em segundo lugar em um dos grupos mais fortes do torneio continental contra River Plate, Colo-Colo e Alianza Lima.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Embora o Atl\u00e9tico tenha se tornado um time de casca dura em mata-matas, n\u00e3o considero a vaga encaminhada para as semifinais. O bipolar Corinthians tem time, torcida e capacidade de criar um ambiente hostil na volta para, no m\u00ednimo, levar o jogo aos p\u00eanaltis. Resta saber qual ser\u00e1 a cara do Tim\u00e3o na volta: aquela da goleada contra o Santos nas oitavas de final e do triunfo do \u00faltimo domingo diante do Atl\u00e9tico-MG, no Mineir\u00e3o; ou esse da derrota para o Drag\u00e3o, em Goi\u00e2nia? Por enquanto, o Corinthians est\u00e1 perto de ver o raio cair duas vezes no mesmo lugar. No ano passado, o Atl\u00e9tico eliminou o time paulista na terceira fase.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Siga no Twitter:<\/strong>\u00a0@marcospaulolima<\/p>\n<p><strong>Siga no Instagram:<\/strong>\u00a0@marcospaulolimadf<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O discurso mais objetivo, raso, mas n\u00e3o necessariamente correto \u00e9 atribuir a derrota do Corinthias para o Atl\u00e9tico-GO por 2 x 0, no est\u00e1dio Ant\u00f4nio Accioly, no primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil, a um dia ruim e irreconhec\u00edvel do time paulista. Prefiro olhar por um \u00e2ngulo quase despercebido. 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