{"id":24690,"date":"2022-11-04T10:00:54","date_gmt":"2022-11-04T13:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=24690"},"modified":"2022-11-06T07:47:46","modified_gmt":"2022-11-06T10:47:46","slug":"entrevista-sam-kunti-escritor-belga-lanca-livro-sobre-a-melhor-selecao-da-copa-do-mundo-o-brasil-de-1970","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/entrevista-sam-kunti-escritor-belga-lanca-livro-sobre-a-melhor-selecao-da-copa-do-mundo-o-brasil-de-1970\/","title":{"rendered":"Entrevista: Sam Kunti | Jornalista belga lan\u00e7a livro sobre a melhor sele\u00e7\u00e3o das Copas: o Brasil de 1970"},"content":{"rendered":"<p><em>Quatro anos e meio depois de a B\u00e9lgica mandar o Brasil de volta para casa nas quartas de final da Copa do Mundo da R\u00fassia em 2018, um craque das letras ameniza a dor da derrota por 2 x 1 com uma saborosa obra sobre a sele\u00e7\u00e3o definida por ele como a maior de todos os tempos.<\/em><\/p>\n<p><em>Em entrevista ao Correio, Sam Kunti, um dos correspondentes da revista inglesa World Soccer, conta por que \u00e9 apaixonado por aquele time de F\u00e9lix; Carlos Alberto Torres, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo e G\u00e9rson; Jairzinho, Pel\u00e9, Rivellino e Tost\u00e3o respons\u00e1vel pelo concerto de 4 x 1 contra a It\u00e1lia no Est\u00e1dio Azteca, no M\u00e9xico. Sam morou no Brasil e tem liga\u00e7\u00f5es fortes com o pa\u00eds.<\/em><\/p>\n<p><em>Depois de uma imers\u00e3o n\u00e3o somente no campo do futebol, mas tamb\u00e9m da pol\u00edtica, ele trata no livro sobre quest\u00f5es pol\u00edtica como a influ\u00eancia da ditadura militar no escrete, a op\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica do t\u00e9cnico demitido Jo\u00e3o Saldanha pelo comunismo e o papel do sucessor Zagallo na confec\u00e7\u00e3o daquele tima\u00e7o. Sincer\u00e3o, Sam revela na entrevista a seguir ao <strong>Blog Drible de Corpo<\/strong> por que torceu pelo Brasil \u2014 e n\u00e3o pela B\u00e9lgica \u2014 no jog\u00e3o disputado em Kazan nas quartas de 2018.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quando surgiu a ideia do livro?<\/strong><\/p>\n<p>Assisti ao v\u00eddeo do gol maravilhoso de Carlos Alberto Torres na final contra a It\u00e1lia pela primeira vez quando era crian\u00e7a. Mais tarde, entendi essa obra-prima. O jogo de constru\u00e7\u00e3o requintado e a finaliza\u00e7\u00e3o deliciosa para sempre ressoam em mim. A intensidade crom\u00e1tica e as imagens granuladas eram vintage. Prendeu-me ao Brasil e \u00e0 Sele\u00e7\u00e3o de 1970.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quanto tempo durou a confec\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o trabalho da minha vida. Ligar para Piazza pela primeira vez em 2006, quando adolescente; conhecer Carlos Alberto Torres pela primeira vez dois anos depois, em Amsterd\u00e3, morando no Rio, em 2012, rec\u00e9m-formado da faculdade de direito. Eu cobri a Copa do Mundo, Olimp\u00edada, Copa Am\u00e9rica, Libertadores e Mundial Sub-17 no Brasil. Expandi conhecimentos sobre o Brasil e entrevistei jogadores da Sele\u00e7\u00e3o de 1970. Voc\u00ea n\u00e3o pode entender um time de futebol sem conhecer o contexto e a sociedade em que ele est\u00e1 inserido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quais her\u00f3is de 1970 voc\u00ea entrevistou?<\/strong><\/p>\n<p>Falei com Ado, Le\u00e3o, Baldocchi, Brito, Clodoaldo, Carlos Alberto, Dad\u00e1 Maravilha, Edu, G\u00e9rson, Marco Ant\u00f4nio, Paulo C\u00e9zar Caju, Rivellino, Rog\u00e9rio Hetmanek, Roberto Miranda, Tost\u00e3o, Jairzinho, Wilson Piazza e Z\u00e9 Maria. Da comiss\u00e3o t\u00e9cnica, entrevistei o t\u00e9cnico Zagallo e Parreira. Conheci o Rei (Pel\u00e9), mas nunca tive oportunidade de entrevist\u00e1-lo!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A Sele\u00e7\u00e3o o apresentou ao Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>Das praias imaculadas de Caraguatatuba, onde conheci a filha de F\u00e9lix, a Batatais, a casa tranquila de Baldocchi, cruzei o Brasil, muitas vezes, em \u00f4nibus noturnos ap\u00f3s uma refei\u00e7\u00e3o sonhadora em um restaurante Graal, \u00e0 beira da estrada. No Rio, passei muitas horas em v\u00e1rias r\u00e1dios conversando com G\u00e9rson, que, uma vez encontrado, virou tagarela. Na praia de Copacabana, joguei futev\u00f4lei com Jairzinho. N\u00f3s compartilhamos cervejas, o que o acalmou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Dif\u00edcil convenc\u00ea-los a falar?<\/strong><\/p>\n<p>Minhas habilidades de persuas\u00e3o foram testadas de v\u00e1rias maneiras. Brito estava sempre pescando e raramente atendia o telefone. Quando o fazia, muitas vezes depois de in\u00fameras tentativas por dia, \u00e0s vezes fingia ser seu pr\u00f3prio filho. Nunca tive coragem de dizer a ele \u2014 que sua voz era \u00fanica. Em Belo Horizonte, Tost\u00e3o inicialmente n\u00e3o queria falar. Todos os jogadores vieram com suas pr\u00f3prias caracter\u00edsticas \u2014 francos, otimistas, inteligentes, diplom\u00e1ticos, joviais, introvertidos, odiosos, frustrados, generosos, gananciosos. Quase todos eram nost\u00e1lgicos, se respeitavam e eram cr\u00edticos do jogo moderno.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quem foi mais acess\u00edvel?<\/strong><\/p>\n<p>Talvez me aproximei mais do Jairzinho, no Leme. Celebrei os altos e baixos do Botafogo, tamb\u00e9m meu clube. Bebi caipirinha e discuti pol\u00edtica com ele. Temos vis\u00f5es muito diferentes sobre o mundo. Eu comi com a fam\u00edlia dele e netos. Voltaremos a nos encontrar ap\u00f3s a pandemia. Isso cria um v\u00ednculo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por que acha a Sele\u00e7\u00e3o de 1970 a melhor das Copas?<\/strong><\/p>\n<p>O time, se n\u00e3o totalmente perfeito, era sensacional e cheio de talento. Foi, talvez, a \u00faltima Copa em que o indiv\u00edduo ainda era mais importante que o sistema. O tricampeonato coroou o Brasil como mestre espiritual do jogo e Pel\u00e9 cimentou seu lugar na galeria dos grandes. Era tamb\u00e9m o fim da era de ouro do Brasil. Ao mesmo tempo, com a chegada da tev\u00ea em cores em todo o mundo, o futebol tornou-se um fen\u00f4meno global.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que mais o encanta naquela Sele\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>A ideia de que o futebol \u00e9 apenas um jogo. Eles pertencem a uma \u00e9poca diferente, mas demonstraram repetidamente como o futebol pode mexer com a alma. Nesse contexto, com o pouso na lua um ano antes (1969), quase parecia uma vit\u00f3ria para toda a humanidade! Como disse Carlos Alberto Torres: &#8220;A nossa equipe fez &#8216;the beautiful game'&#8221;. Eles nos levaram de volta \u00e0 nossa inf\u00e2ncia. Curiosamente, a maioria dos jogadores de 1970 diz que o Brasil de 1958 foi o melhor time de todos os tempos. Talvez, mas eles nunca desfrutaram do benef\u00edcio da tev\u00ea.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_24692\" aria-describedby=\"caption-attachment-24692\" style=\"width: 669px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/entrevista-sam-kunti-escritor-belga-lanca-livro-sobre-a-melhor-selecao-da-copa-do-mundo-o-brasil-de-1970\/livro-4\/\" rel=\"attachment wp-att-24692\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-24692\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2022\/11\/Livro-669x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"669\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2022\/11\/Livro-669x1024.jpg 669w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2022\/11\/Livro-196x300.jpg 196w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2022\/11\/Livro-768x1175.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2022\/11\/Livro-800x1224.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2022\/11\/Livro-550x842.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2022\/11\/Livro-230x352.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2022\/11\/Livro.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 669px) 100vw, 669px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24692\" class=\"wp-caption-text\">Livro dispon\u00edvel apenas na vers\u00e3o em l\u00edngua inglesa04 no site da <a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/\">amazon.com<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual foi o papel do Zagallo?<\/strong><\/p>\n<p>Deixe-me reformular a pergunta: o Brasil teria vencido a Copa do Mundo sob o comando do Jo\u00e3o Saldanha? A forma\u00e7\u00e3o 4-2-4 dele era demasiado aberta e pertencia a uma \u00e9poca anterior. Zagallo entrou e fez o que sabia de melhor: transformar a equipe em uma intera\u00e7\u00e3o viva de si mesmo. Na Copa de 1958, ele subiu e desceu a ala esquerda para transformar a forma\u00e7\u00e3o de 4-2-4 para 4-3-3. A equipe instantaneamente se tornou mais equilibrada. Zagallo queria esse equil\u00edbrio novamente em 1970. Em um amistoso com a \u00c1ustria, as pe\u00e7as se encaixaram \u2014 Piazza mudou-se para o quarto zagueiro e Rivellino se tornou o terceiro homem no meio-campo. Zagallo nunca se cansou de dizer que queria fazer parte da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quem era o jogador mais importante daquela Sele\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Ah, o saudoso Carlos Alberto Torres costumava dizer que era o Gerson e quem sou eu para discordar do capit\u00e3o? Pel\u00e9 era a estrela-guia, o centro de gravidade e o g\u00eanio inigual\u00e1vel, mas Gerson era o jogador mais importante. Orquestrou o meio-campo e sempre quando o Brasil atacava a bola passava por ele primeiro. Sua vis\u00e3o e p\u00e9 esquerdo eram inigual\u00e1veis. A final foi o seu momento de coroa\u00e7\u00e3o. Ele era t\u00e3o inteligente e criava espa\u00e7o para si mesmo. Na final, os italianos n\u00e3o conseguiram marc\u00e1-lo. Isso essencialmente os fez perder a partida! Ele recuou para criar espa\u00e7o. O gol dele foi uma beleza e dividiu a tarde em duas. Os italianos n\u00e3o podiam mais vencer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual foi o cap\u00edtulo mais saboroso de escrever?<\/strong><\/p>\n<p>Os cap\u00edtulos sobre Saldanha, Dad\u00e1 e Zagallo contam o momento pol\u00edtico da \u00e9poca. O comunista, o jogador n\u00e3o pol\u00edtico e o homem do establishment. O cap\u00edtulo de Dad\u00e1 chama-se &#8220;o vendedor&#8221; no meu livro. Ele foi selecionado para o Brasil depois que o general M\u00e9dici o chamou (n\u00e3o h\u00e1 cita\u00e7\u00e3o no registro, no entanto!). O perfil aborda a inf\u00e2ncia, quando a m\u00e3e dele se suicidou antes de ele se tornar um moleque e depois um delinquente. O futebol o salvou e se ele era um atacante muito bom no Atl\u00e9tico-MG, n\u00e3o era de classe mundial. Seguiu-se uma tempestade na m\u00eddia ap\u00f3s os supostos coment\u00e1rios de M\u00e9dici e, finalmente, Zagallo, sucessor de Saldanha, o selecionou. A import\u00e2ncia de Dad\u00e1 para a hist\u00f3ria do Brasil 70 \u00e9 dupla: das margens ao estrelato. Ele representou o milagre brasileiro e foi apol\u00edtico, como a maioria de seus companheiros. A ditadura n\u00e3o o incomodava.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 poucos livros sobre a Sele\u00e7\u00e3o de 1970&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Talvez seja mais atraente escrever sobre grandes derrotas do que sobre grandes vit\u00f3rias. O Brasil escreve muito sobre 1950 e 1982, mas 1970 nem tanto. A literatura sobre o tri \u00e9 muito limitada no Brasil e isso \u00e9 surpreendente dado o status global dessa sele\u00e7\u00e3o. Espero que, nesse sentido, meu livro possa ajudar a preencher esse vazio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Haver\u00e1 vers\u00e3o em portugu\u00eas?<\/strong><\/p>\n<p>A editora brasileira Grande \u00c1rea est\u00e1 interessada no meu livro, ent\u00e3o, dedos cruzados! Espero que o livro ofere\u00e7a ao leitor informa\u00e7\u00f5es e insights valiosos e que meu livro tenha feito justi\u00e7a \u00e0 sele\u00e7\u00e3o de 1970.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ficou dividido entre B\u00e9lgica e Brasil em 2018?<\/strong><\/p>\n<p>A honestidade me implica dizer que torci para o Brasil naquela quarta-de-final. Eu estava na tribuna da imprensa e uma emo\u00e7\u00e3o muito conflitante se manifestou: para quem torcer? Minha na\u00e7\u00e3o natal ou o pa\u00eds que eu havia adotado. A B\u00e9lgica \u00e9 um pa\u00eds profundamente corrupto e racista, n\u00e3o muito diferente do Brasil \u2014 ent\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil de se identificar com esses pa\u00edses. O treinador da Sele\u00e7\u00e3o, Tite, \u00e9 progressista, ent\u00e3o eu favoreci o Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por que o Brasil perdeu a magia de 1970?<\/strong><\/p>\n<p>Ironicamente, a maior vit\u00f3ria do Brasil de todos os tempos \u2014 em 1970 \u2014 tamb\u00e9m foi o come\u00e7o do fim. O Brasil nunca reproduziu esse tipo de futebol, com exce\u00e7\u00e3o de 1982. Os tecnocratas invadiram o campo. Era um reflexo da sociedade brasileira dos anos 1960. A ditadura militar deixou a administra\u00e7\u00e3o do pa\u00eds nas m\u00e3os de tecnocratas sem rosto e eles tamb\u00e9m invadiram o esporte e o futebol. Eles mediam as coisas, tinham uma prancheta na m\u00e3o. N\u00e3o era mais o Brasil de Zizinho, mas o Brasil de Carlos Alberto Parreira e Cl\u00e1udio Coutinho. A vit\u00f3ria do Brasil em 1970 foi profundamente tecnocr\u00e1tica. E at\u00e9 certo ponto essa ideia nunca foi abandonada. At\u00e9 hoje, os Parreiras e outros n\u00e3o s\u00f3 sobrevivem, mas at\u00e9 certo ponto prosperam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que diz a sua bola de cristal sobre a Copa do Mundo?<\/strong><\/p>\n<p>Brasil e Argentina devem ser os favoritos, partidas invictas brilhantes, jogadores brilhantes. E ainda assim, acho que a Europa vai ganhar. O maior problema da Am\u00e9rica do Sul \u00e9 que os times raramente jogam com os melhores times da Europa. Fazer isso uma vez a cada quatro anos \u00e9 quase imposs\u00edvel. Claro que, para a evolu\u00e7\u00e3o do jogo global, seria brilhante se a Am\u00e9rica do Sul ganhasse a Copa do Mundo. J\u00e1 faz muito tempo!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que esperar da B\u00e9lgica?<\/strong><\/p>\n<p>Bem, a gera\u00e7\u00e3o de ouro da B\u00e9lgica j\u00e1 passou do seu pico. Parece que 2018 foi o auge. Desde ent\u00e3o, os resultados foram decepcionantes na Euro 2020, bem como na Final Four da Liga das Na\u00e7\u00f5es. O gerenciamento de jogo de Roberto Martinez, bem como sua lealdade a jogadores comprovados, tornou-se prejudicial. Ao mesmo tempo, a B\u00e9lgica precisa de seus melhores jogadores para dar o melhor de si, Lukaku, Hazard, De Bruyne, Courtois\u2026 dadas todas as preocupa\u00e7\u00f5es com a idade e a forma f\u00edsica, isso n\u00e3o vai acontecer no Qatar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Siga no Twitter:<\/strong>\u00a0@marcospaulolima<\/p>\n<p><strong>Siga no Instagram:<\/strong>\u00a0@marcospaulolimadf<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quatro anos e meio depois de a B\u00e9lgica mandar o Brasil de volta para casa nas quartas de final da Copa do Mundo da R\u00fassia em 2018, um craque das letras ameniza a dor da derrota por 2 x 1 com uma saborosa obra sobre a sele\u00e7\u00e3o definida por ele como a maior de todos os tempos. Em entrevista ao [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":31,"featured_media":24691,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-24690","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esporte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24690","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/31"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24690"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24690\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24698,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24690\/revisions\/24698"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24691"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24690"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24690"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24690"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}