{"id":25344,"date":"2023-01-30T22:18:56","date_gmt":"2023-01-31T01:18:56","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=25344"},"modified":"2023-01-31T09:58:46","modified_gmt":"2023-01-31T12:58:46","slug":"nova-temporada-do-futebol-brasileiro-ensaia-o-resgate-das-duplas-de-ataque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/nova-temporada-do-futebol-brasileiro-ensaia-o-resgate-das-duplas-de-ataque\/","title":{"rendered":"Nova temporada do futebol brasileiro ensaia o resgate das duplas de ataque"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">O futebol brasileiro vive uma fase retr\u00f4 no ataque. Nos anos 1980 e 1990, clubes e sele\u00e7\u00f5es tinham mania de escalar dois atacantes, seja por op\u00e7\u00e3o t\u00e1tica \u2014 4-4-2 e 3-5-2 estavam na moda \u2014 ou qualidade t\u00e9cnica. O Brasil teve Muller e Careca nas Copas de 1986 e 1990. Depois veio Bebeto e Rom\u00e1rio, em 1994. A dupla Ro-Ro de 1997. Bebeto e Ronaldo, em 1998. Ronaldo e Rivaldo no penta, em 2002. O Flamengo ostentou S\u00e1vio e Rom\u00e1rio. O Baixinho tamb\u00e9m fez par com Euller no Vasco. Edmundo e Evair brilharam no Gigante da Colina. Que dupla! Marques e Guilherme no Atl\u00e9tico-MG.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">L\u00e1 fora, a Holanda ganhou a Euro-1988 com Gullit e Van Basten. Maradona e Careca faziam diabruras no Napoli. V\u00f6ller e Klinsmann levaram a Alemanha ao tri. Bergkamp e Henry encantavam no Arsenal. Saudades do Chile de Salas e Zamorano ou at\u00e9 mesmo do Uruguai de Lu\u00eds Su\u00e1rez e Cavani.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">O Real Madrid tirou a velha moda do ba\u00fa com Vinicius J\u00fanior e Benzema. A Argentina apostava em Messi e Lautaro Mart\u00ednez antes de troc\u00e1-lo por Julian \u00c1lvarez. Mbapp\u00e9 estava afinado com Giroud. Com diferentes adapta\u00e7\u00f5es, as sele\u00e7\u00f5es protagonizaram a final de todos os tempos no Catar.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">As duplas de ataque ganham eco nos clubes do pa\u00eds. O Flamengo demorou a entender que Pedro e Gabi poderiam atuar juntos. Dorival J\u00fanior trouxe a expertise do Santos, quando usava Gabi e Ricardo Oliveira, e deixou como legado para V\u00edtor Pereira uma combina\u00e7\u00e3o perfeita. Afinada, a dupla come\u00e7ou 2023 mais entrosada.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Fernando L\u00e1zaro herdou a prancheta do Corinthians e configura o ataque alvinegro com Roger Guedes e Yuri Alberto. Come\u00e7a a surgir uma sintonia fina entre eles. O Tim\u00e3o tem tudo para experimentar um ano artilheiro. O S\u00e3o Paulo projeta Luciano e Calleri. Rog\u00e9rio Ceni quer o brasileiro atuando como uma esp\u00e9cie de camisa 10 atr\u00e1s do argentino. Tem insistido nisso neste in\u00edcio de temporada.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">As duplas de ataque estavam em baixa por um certo abandono de um dos sistemas t\u00e1ticos mais convencionais: o 4-4-2. O 4-2-3-1 virou moda. Os treinadores usavam dois meias abertos ou um construtor e um ponta. O Fluminense joga assim, com uma linha de tr\u00eas abastecendo Cano.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">A\u00ed o 4-3-3 saiu do fundo do ba\u00fa e o centroavante passou a ficar isola \u00e0 espera do desequil\u00edbrio dos extremos. Tite apostou nesse formato ao escalar Raphinha, Richarlison e Vini Junior. Abel Ferreira tenta fazer o mesmo no Palmeiras com Rony, Endrick e Dudu. Por\u00e9m, o portugu\u00eas \u00e9 inquieto. \u00c9 capaz de usar apenas Rony e Dudu como dupla de ataque ou at\u00e9 mesmo Raphael Veiga no papel de falso nove. Hulk joga assim no Galo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Renato Ga\u00facho come\u00e7a com Su\u00e1rez e dois pontas, mas sabe como o uruguaio brilhou em parceria com Messi formando uma das duplas mais sensacionais da hist\u00f3ria. Nuances de um futebol brasileiro que vive momentos &#8220;De volta para o futuro&#8221;. Vive o presente, mas n\u00e3o deixa de reinventar solu\u00e7\u00f5es do passado como tirar da cartola a velha e boa dupla de ataque.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Coluna publicada no \u00faltimo s\u00e1bado (28\/1) na edi\u00e7\u00e3o impressa do <strong>Correio Braziliense<\/strong>.<\/p>\n<p><b>Twitter: @marcospaulolima<\/b><\/p>\n<p><b>Instagram: @marcospaulolimadf<\/b><\/p>\n<p><b>TikTok:<\/b>\u00a0<b>@marcospaulolimadf<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O futebol brasileiro vive uma fase retr\u00f4 no ataque. Nos anos 1980 e 1990, clubes e sele\u00e7\u00f5es tinham mania de escalar dois atacantes, seja por op\u00e7\u00e3o t\u00e1tica \u2014 4-4-2 e 3-5-2 estavam na moda \u2014 ou qualidade t\u00e9cnica. O Brasil teve Muller e Careca nas Copas de 1986 e 1990. Depois veio Bebeto e Rom\u00e1rio, em 1994. 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