{"id":27472,"date":"2023-09-08T17:02:14","date_gmt":"2023-09-08T20:02:14","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=27472"},"modified":"2023-09-08T17:15:19","modified_gmt":"2023-09-08T20:15:19","slug":"brasil-x-bolivia-minha-relacao-afetiva-com-o-estadio-mangueirao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/brasil-x-bolivia-minha-relacao-afetiva-com-o-estadio-mangueirao\/","title":{"rendered":"Brasil x Bol\u00edvia: minha rela\u00e7\u00e3o afetiva com o Est\u00e1dio Mangueir\u00e3o"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_27474\" aria-describedby=\"caption-attachment-27474\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/brasil-x-bolivia-minha-relacao-afetiva-com-o-estadio-mangueirao\/diniz-2\/\" rel=\"attachment wp-att-27474\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-27474\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2023\/09\/Diniz-1024x682.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"682\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2023\/09\/Diniz-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2023\/09\/Diniz-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2023\/09\/Diniz-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2023\/09\/Diniz-1440x959.jpg 1440w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2023\/09\/Diniz-800x533.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2023\/09\/Diniz-550x366.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2023\/09\/Diniz-230x153.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2023\/09\/Diniz.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-27474\" class=\"wp-caption-text\">Est\u00e1dio Jornalista Edgard Proen\u00e7a, o Mangueir\u00e3o, \u00e9 o palco da estreia do Brasil. Foto: Vitor Silva\/CBF<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Bel\u00e9m \u2014<\/strong> Parte da minha escolha pela profiss\u00e3o de jornalista esportivo se deve ao est\u00e1dio Edgar Proen\u00e7a, o popular Mangueir\u00e3o. Bel\u00e9m \u00e9 a cidade das mangueiras. Da\u00ed o apelido da arena. Sou filho de paraenses. Mam\u00e3e Ana Maria e papai Alberto nasceram aqui. Aprendi a gostar de futebol com meu av\u00f4 Deco e meus tios Adal e Juca. Nasci no Distrito Federal. Brasiliense da gema. Mas as f\u00e9rias eram quase sempre aqui nesse cantinho lindo do nosso Brasil na Regi\u00e3o Norte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lembro-me de um jogo marcante quando eu era crian\u00e7a. Tio Juca levou-me ao Mangueir\u00e3o para assistir \u00e0 semifinal da S\u00e9rie B do Campeonato Brasileiro. O Remo representava o Par\u00e1 na semifinal contra o Bragantino de&#8230; Vanderlei Luxemburgo. A equipe do interior paulista crescia no cen\u00e1rio nacional. Conquistaria o t\u00edtulo do Paulist\u00e3o em 1990 na final caipira contra o Novorizontino de Nelsinho Baptista. Disputaria o t\u00edtulo do Brasileir\u00e3o de 1991 com o S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Jamais esqueci daquele Bragantino. Nunca fui apegado ao Remo ou ao Paysandu. Tor\u00e7o pelo sucesso de ambos. Os dois atolados na S\u00e9rie C. Tenho apenas um time de cora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o vem ao caso o nome dele neste momento. O fato \u00e9 que o Remo era a esperan\u00e7a do Par\u00e1 naquela semifinal. Havia passado pelo Itaperuna-RJ nas quartas. Assisti ao jogo do Le\u00e3o em casa e aderi \u00e0 onda azulina naquele fim de ano. Mas havia um Luxemburgo no caminho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mesmo abarrotado, com gente pendurada no lustre, como diria Nelson Rodrigues, o Remo n\u00e3o conseguiu fazer o resultado em Bel\u00e9m. Aquele time contava com um ponta-direita liso, leve e solto chamado Thiago, o Thiaguinho para a torcida remista. Bagun\u00e7ava o jogo quando entrava em campo. A crian\u00e7a Marcos Paulo Lima adorava o estilo do jogo dele.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A festa da torcida foi linda. Empurramos o Remo do in\u00edcio ao fim do frustrante 0 x 0. O Bragantino eliminou o Remo nos p\u00eanaltis na segunda partida por 4 x 1 depois de um novo 0 x 0. Os donos da casa estavam sob o dom\u00ednio da fam\u00edlia Abi Chedid. Fort\u00edssimos nos bastidores. Mas aquele mata-mata foi resolvido, mesmo, dentro das quatro linhas. Remo e Bragantino eram bons. O Le\u00e3o ficou pelo caminho e o Bragantino, atual Red Bull Bragantino, conquistou o t\u00edtulo na decis\u00e3o paulista contra o S\u00e3o Jos\u00e9 e subiram de m\u00e3os dadas para a primeira divis\u00e3o em 1990.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Minhas perambula\u00e7\u00f5es na inf\u00e2ncia pelo futebol raiz do Par\u00e1 passou tamb\u00e9m pela Curuzu e o Baen\u00e3o. Est\u00e1dios vizinhos da dupla Re-Pa. Basta atravessar a avenida Almirante Barroso e pronto, voc\u00ea chegou no destino de um ou do outro lado da for\u00e7a. Uns quil\u00f4metros \u00e0 frente est\u00e1 a casa da Tuna Luso. O clube paraense de col\u00f4nia portuguesa tem no curr\u00edculo t\u00edtulo da S\u00e9rie C.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Posso dizer que a minha vida de jornalista esportivo nasceu em Bel\u00e9m. Aqui aprendi a torcer. A escutar jogo no radinho de pilha do av\u00f4 e dos tios. A volta \u00e0 p\u00e9 para a casa porque a carteira do v\u00f4 Deco havia sido roubada na tumultuada sa\u00edda do cl\u00e1ssico. Nas f\u00e9rias, minha m\u00e3e Ana ia at\u00e9 o com\u00e9rcio comprar cartelas e mais cartelas de futebol de bot\u00e3o. Eu customizava todos eles e passava as f\u00e9rias narrando partidas de futebol para quem quisesse ouvir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje, n\u00e3o irei ao Mangueir\u00e3o como torcedor. O menino daquele angustiante duelo entre Remo e Bragantino cresceu. Escolheu ser jornalista esportivo. Jamais havia feito uma cobertura como profissional onde o sonho foi semeado. \u00c9 dia de plantar. Colher o sonho. Vov\u00f4 Deco j\u00e1 se foi. Sou muito grato a ele pelos momentos de divers\u00e3o. Aos tios Juca e Adal tamb\u00e9m. Os est\u00e1dios de futebol de Bel\u00e9m trazem mem\u00f3rias afetivas. Vou parar de escrever para n\u00e3o chorar. \u00c9 tempo de escrever a primeira p\u00e1gina da era Fernando Diniz na Sele\u00e7\u00e3o Brasileira. E quem sabe, o in\u00edcio da saga do hexa. Tudo isso no est\u00e1dio onde nasceu este jornalista que vos escreve.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Twitter: @marcospaulolima<\/b><\/p>\n<p><b>Instagram: @marcospaulolimadf<\/b><\/p>\n<p><b>TikTok:<\/b>\u00a0<b>@marcospaulolimadf<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Bel\u00e9m \u2014 Parte da minha escolha pela profiss\u00e3o de jornalista esportivo se deve ao est\u00e1dio Edgar Proen\u00e7a, o popular Mangueir\u00e3o. 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