{"id":2857,"date":"2016-07-09T19:24:49","date_gmt":"2016-07-09T22:24:49","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=2857"},"modified":"2016-07-10T06:06:17","modified_gmt":"2016-07-10T09:06:17","slug":"prazer-em-conhece-lo-stade-de-france","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/prazer-em-conhece-lo-stade-de-france\/","title":{"rendered":"De van Basten aos Ronaldos: o sonho de cobrir a Eurocopa e conhecer o Stade de France"},"content":{"rendered":"<p>Estou em Saint-Denis para a cobertura da final da Eurocopa entre Portugal e Fran\u00e7a neste domingo, \u00e0s 21h aqui na Fran\u00e7a, 16h em Bras\u00edlia. Na chegada ao est\u00e1dio palco, entre outras decis\u00f5es, da final da Copa do Mundo de 1998, foi autom\u00e1tico olhar para o gramado e lembrar da voz de Galv\u00e3o Bueno dizendo, surpreso: \u201cRonaldinho n\u00e3o joga\u201d, mostrando a escala\u00e7\u00e3o do camisa 21 Edmundo enquanto Ronaldo, o Fen\u00f4meno, tentava se recuperar de uma convuls\u00e3o horas antes da final. Imposs\u00edvel n\u00e3o olhar para o Stade de France e lembrar das duas cabe\u00e7adas letais de Zidane no primeiro tempo, do gol decisivo de Petit na etapa final, liquidando a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira naquele 12 de julho de 1998. Eu ainda nem era jornalista. Ali\u00e1s, era. Metido a locutor de jogos de time de bot\u00e3o nas partidas contra amigos de inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia na Quadra 1.205 do Cruzeiro Novo, em Bras\u00edlia. Havia sido aprovado no vestibular de comunica\u00e7\u00e3o social da Universidade Cat\u00f3lica de Bras\u00edlia, cheio de vontade de trabalhar com esporte. Come\u00e7ava ali um dos muitos sonhos na profiss\u00e3o que curto de mont\u00e3o: cobrir, um dia, uma Euro depois de ver, criancinha, pela televis\u00e3o, um xar\u00e1 fazer um gola\u00e7o na decis\u00e3o da Euro-1988: Marco van Basten, na vit\u00f3ria da Holanda sobre a extinta Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>Dezoito anos depois daquela inesquec\u00edvel final da Copa de 1998 no Stade de France, dos primeiros passos na faculdade de jornalismo, aqui estou para contar, entre tantas hist\u00f3rias, a de outro Ronaldo, o Cristiano, de Portugal, que decidir\u00e1 o t\u00edtulo tamb\u00e9m contra a Fran\u00e7a, no mesm\u00edssimo Stade de France. Quem sabe, com mais sorte do que o xar\u00e1. O Fen\u00f4meno jamais balan\u00e7ou a rede no est\u00e1dio com a amarelinha. Ronaldo, o Cristiano, pode brindar Portugal com o primeiro t\u00edtulo da hist\u00f3ria diante de uma Fran\u00e7a que s\u00f3 perdeu tr\u00eas dos cinco torneios que disputou como anfitri\u00e3. Venceu a Euro-1984, a Copa do Mundo-1998 e a Copa das Confedera\u00e7\u00f5es-2003; e perdeu a Copa do Mundo-1938 e a Eurocopa-1960.<\/p>\n<p>O primeiro contato com o Stade de France foi nost\u00e1lgico. Vi a decis\u00e3o da Copa de 1998 pela tev\u00ea, no apartamento da minha m\u00e3e no Cruzeiro, ao lado da minha namorada que depois virou minha noiva, minha esposa e m\u00e3e da minha filhinha Isabela. Minha rainha Elisabete faz parte demais dessa hist\u00f3ria, ela sabe. Lembro tamb\u00e9m daquele 0 x 0 de 2004 entre Fran\u00e7a e Brasil \u2014 ambas com uniformes retr\u00f4, no hist\u00f3rico amistoso em homenagem aos 100 anos da Fifa. Como n\u00e3o lembrar do gol de Belletti, que est\u00e1 aqui na Fran\u00e7a, agora como comentarista do SporTV, na final da Liga dos Campe\u00f5es de 2006 contra o Arsenal.<\/p>\n<p>O Stade de France \u00e9 maravilhoso. Palco de uma final de Eurocopa, ent\u00e3o, fica mais belo ainda. Neste s\u00e1bado, caminhei pelo palco da decis\u00e3o antes de seguir para o Centro de Imprensa. Impressionante o profissionalismo da Uefa. Tudo milimetricamente pensado no espa\u00e7o destinado ao jogo. Bancos de reservas envelopados, personalizados com as cores e os escudos das sele\u00e7\u00f5es finalistas, instala\u00e7\u00e3o de uma r\u00e9plica gigante do trof\u00e9u da Euro atr\u00e1s de uma das traves, volunt\u00e1rios cuidando incansavelmente de cada detalhe \u2014 uma delas, brasileira.<\/p>\n<p>No c\u00e9u, sons de helic\u00f3ptero sobrevoando a arena, policiais civis e militares atentos ao movimento nos arredores do est\u00e1dio. Torcedores desembarcando de metr\u00f4 na corrida para comprar ou retirar ingressos. At\u00e9 a hora que deixei o est\u00e1dio na noite de s\u00e1bado, faltavam apenas as instala\u00e7\u00f5es das traves. Havia muita preocupa\u00e7\u00e3o com o gramado do Stade de France na tarde de ontem, sacrificado com a realiza\u00e7\u00e3o de sete partidas desta Eurocopa.<\/p>\n<p>Tem tudo para ser um grande espet\u00e1culo. A Eurocopa da torcida da Irlanda, do sucesso da marcante Isl\u00e2ndia \u2014 para mim, uma das hist\u00f3rias do ano no futebol concorrendo com Wendell Lira, Leicester e Plaza Colonia \u2014 do impressionante Antoine Griezmann, que pode repetir, aos 25 anos, os protagonismos de Michel Platini e Zidane em outros t\u00edtulos da Fran\u00e7a, merece uma bela decis\u00e3o. E Estou aqui para tentar cont\u00e1-la.<\/p>\n<p>Prazer em conhec\u00ea-lo, Stade de France!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estou em Saint-Denis para a cobertura da final da Eurocopa entre Portugal e Fran\u00e7a neste domingo, \u00e0s 21h aqui na Fran\u00e7a, 16h em Bras\u00edlia. 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