{"id":3005,"date":"2016-07-30T08:51:30","date_gmt":"2016-07-30T11:51:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=3005"},"modified":"2016-07-30T10:20:45","modified_gmt":"2016-07-30T13:20:45","slug":"unico-titulo-da-inglaterra-completa-50-anos-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/unico-titulo-da-inglaterra-completa-50-anos-hoje\/","title":{"rendered":"\u00danico t\u00edtulo da Inglaterra faz 50 anos hoje. Bandeira da pol\u00eamica final de 1966 virou nome de est\u00e1dio"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 exatamente 50 anos, em 30 de julho de 1966, a sele\u00e7\u00e3o da Inglaterra conquistava em casa de forma pol\u00eamica seu \u00fanico t\u00edtulo: a Copa de 1966. De l\u00e1 para c\u00e1, chegou no m\u00e1ximo a uma semifinal de Copa na It\u00e1lia (1990) e a duas de Eurocopa (1968 e 1996). Quinze t\u00e9cnicos assumiram o cargo ap\u00f3s o fim da era Alf Ramsey, inclusive dois estrangeiros, e nenhum foi capaz de devolver a felicidade de 1966 \u00e0 terra da rainha. Sam Allardyce \u00e9 a bola da vez. Os inventores do futebol moderno n\u00e3o sabem o que \u00e9 ir al\u00e9m das quartas de final h\u00e1 20 anos, desde a Euro-1996. Na compara\u00e7\u00e3o entre as oito sele\u00e7\u00f5es campe\u00e3s do mundo, a Inglaterra tem disparado o maior jejum de t\u00edtulos, exatamente 50 anos. Se levarmos em conta apenas a Copa do Mundo, o Uruguai vive a maior abstin\u00eancia. A Celeste n\u00e3o conquista o torneio desde 1950 (66 anos).<\/p>\n<p>1966 foi o Mundial da Inglaterra, dos tr\u00eas gols de Geoff Hurst na final, um deles, um dos mais pol\u00eamicos da hist\u00f3ria, mas tamb\u00e9m do artilheiro portugu\u00eas Eus\u00e9bio, da surpreendente Coreia do Norte e da \u00fanica vez em que o Brasil deu adeus ao torneio na fase de grupos. Com Pel\u00e9 e tudo! O t\u00edtulo in\u00e9dito da Inglaterra teve v\u00e1rios her\u00f3is. Os titulares Gordon Banks, Cohen, Wilson, Jackie Charlton, Bobby Moore, Stiles, Alan Ball, Peters, Bobby Charlton, Geoff Hurst e Hunt. O t\u00e9cnico Alf Ramsey. E, para muitos, o bandeirinha Tofic Bakhramov. Nascido no Azerbaij\u00e3o, o homem que validou o gol de Hurst na prorroga\u00e7\u00e3o virou nome de est\u00e1dio e ganhou at\u00e9 uma est\u00e1tua na porta da arena inaugurada em uma partida entre Azerbaij\u00e3o e&#8230; Inglaterra.<\/p>\n<p>Aos 11 minutos do primeiro tempo da prorroga\u00e7\u00e3o em Wembley, Geoff Hurst recebe um cruzamento da direita, de Alan Ball, domina a bola e chuta forte. A bola explode no travess\u00e3o e quica em cima da linha do gol defendido pelo alem\u00e3o Hans Tilkowski. Os segundos seguintes s\u00e3o de suspense. O \u00e1rbitro su\u00ed\u00e7o Gottfried Dienst consulta o auxiliar sovi\u00e9tico Tofik Bakhramov. Ele conta que os olhos viram bola dentro e o juiz valida o terceiro gol ingl\u00eas. A partida, que estava empatada por 2 x 2 \u2014 placar do tempo normal \u2014 fica 3 x 2. Geoff Hurst ainda faz mais um, decreta o placar final de 4 x 2 e leva a Inglaterra ao t\u00edtulo in\u00e9dito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[youtube https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=qUrYH1pp-SE]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar de ter virado um dos personagens mais controversos da hist\u00f3ria das Copas do Mundo, o bandeirinha Tofik Bakhramov virou celebridade. Constru\u00eddo de 1939 a 1951 e inaugurado em 16 de setembro de 1951, o principal est\u00e1dio de seu pa\u00eds, o Azerbaij\u00e3o, foi rebatizado com seu nome. De 1951 a 1956, era chamado de Joseph Stalin Stadium. De 1956 a 1993, passou a ser Vladimir Lenin Stadium. Com a morte, em 1993, do auxiliar da final da Copa de 1966, a arena localizada em Baku, capital do Azerbaij\u00e3o, passou a se chamar Tofik Bakhramov Stadium.<\/p>\n<p>Nas Eliminat\u00f3rias para a Copa do Mundo de 2006, os administradores do est\u00e1dio aproveitaram um duelo entre o Azerbaij\u00e3o e a Inglaterra para inaugurar uma est\u00e1tua gigante de Tofik Bakhramov na \u00e1rea externa. Beneficiado pelo que os olhos do bandeirinha viram, Geoff Hurst foi um dos convidados a testemunhar a homenagem.<\/p>\n<p>Depois do t\u00edtulo da Copa de 1966, a Inglaterra n\u00e3o ganhou mais nada. A sele\u00e7\u00e3o teve 15 treinadores diferentes \u2014 inclusive dois estrangeiros (Sven-Goran Eriksson e Fabio Capello) \u2014 e nenhum conseguiu devolver ao pa\u00eds a alegria de 1966. Na Copa de 1990, Bobby Robson levou a Inglaterra \u00e0s semifinais, mas foi eliminado pela Alemanha. Sob a batuta de Terry Venables, a Inglaterra tamb\u00e9m chegou \u00e0s semifinais da Eurocopa de 1996, mas novamente fracassou diante da arquirrival Alemanha. Na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, deu adeus diante da Isl\u00e2ndia. Em 1968, o pa\u00eds caiu diante da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 exatamente 50 anos, em 30 de julho de 1966, a sele\u00e7\u00e3o da Inglaterra conquistava em casa de forma pol\u00eamica seu \u00fanico t\u00edtulo: a Copa de 1966. De l\u00e1 para c\u00e1, chegou no m\u00e1ximo a uma semifinal de Copa na It\u00e1lia (1990) e a duas de Eurocopa (1968 e 1996). 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