{"id":32436,"date":"2025-06-05T22:03:41","date_gmt":"2025-06-06T01:03:41","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=32436"},"modified":"2025-06-06T01:16:35","modified_gmt":"2025-06-06T04:16:35","slug":"ancelotti-frustra-na-estreia-ao-fazer-o-brasil-emular-italia-de-sacchi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/ancelotti-frustra-na-estreia-ao-fazer-o-brasil-emular-italia-de-sacchi\/","title":{"rendered":"Ancelotti emula It\u00e1lia de Sacchi e bate meta na estreia: n\u00e3o sofre gol"},"content":{"rendered":"<p>T\u00e9cnico italiano, camisa azul, cal\u00e7\u00e3o branco e sistema de jogo parecido com o da <em>Squadra Azzurra<\/em> na campanha do vice na Copa do Mundo de 1994. Essa foi a primeira impress\u00e3o do Brasil de Carlo Ancelotti, ontem, contra o Equador, no Est\u00e1dio Monumental, em Guayaquil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os mais velhos v\u00e3o lembrar. Arrigo Sacchi era o t\u00e9cnico da It\u00e1lia. Tinha justamente Ancelotti como um dos assistentes. O sistema de jogo utilizado \u00e0 \u00e9poca era pragm\u00e1tico: 4-4-2. Chamo a aten\u00e7\u00e3o para o meio de campo italiano \u00e0 \u00e9poca. Berti jogava aberto na meia direita, Donadoni fazia a meia esquerda. Um par de volantes formado por Dino Baggio e Albertini protegia a defesa composta por Mussi, Baresi, Maldini e Benarrivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A It\u00e1lia formava bloco defensivo de oito jogadores \u00e0 espera do erro do advers\u00e1rio para acionar o fora de s\u00e9rie Roberto Baggio e o parceiro de ataque dele, Massaro. O Brasil de Parreira, \u00e0 \u00e9poca, tamb\u00e9m jogava assim. Dunga e Mauro Silva eram os c\u00e3es de guarda. Mazinho ocupava a meia direita e Zinho cumpria a mesma fun\u00e7\u00e3o na esquerda. N\u00e3o havia um pensador no meio de campo das duas sele\u00e7\u00f5es. A car\u00eancia deixava o jogo enfadonho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_32439\" aria-describedby=\"caption-attachment-32439\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2025\/06\/Italia-de-1994.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-32439 size-large\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2025\/06\/Italia-de-1994-e1749177376236-1024x714.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"714\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2025\/06\/Italia-de-1994-e1749177376236-1024x714.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2025\/06\/Italia-de-1994-e1749177376236-300x209.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2025\/06\/Italia-de-1994-e1749177376236-768x536.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2025\/06\/Italia-de-1994-e1749177376236-1440x1005.jpg 1440w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2025\/06\/Italia-de-1994-e1749177376236-800x558.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2025\/06\/Italia-de-1994-e1749177376236-550x384.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2025\/06\/Italia-de-1994-e1749177376236-230x160.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-32439\" class=\"wp-caption-text\">A It\u00e1lia de Arrigo Sacchi na Copa de 1994, quando Carlo Ancelotti foi assistente do mestre. Arte: Marcos Paulo Lima<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Era o futebol daquela \u00e9poca, n\u00e3o desta. O meio de campo do Brasil contra o Equador se comportou como aqueles finalistas da Copa de 1994. Casemiro e Bruno Guimar\u00e3es blindavam o quarteto defensivo formado por Vanderson, Marquinhos, Alexandro e Alex Sandro. Est\u00eav\u00e3o completava a linha como meia direita e Gerson fazia o mesmo na esquerda. Emulavam Donadoni e Berti da It\u00e1lia. Zinho e Mazinho do Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O bloco de oito defensores protegeu bem a defesa. O Brasil n\u00e3o sofreu gol pela primeira vez em cinco jogos. O recuo especulava uma bola para acionar Vinicius Junior. Na It\u00e1lia de Sacchi, procurava-se Roberto Baggio. Em alguns momentos, at\u00e9 Richarlison colaborava com o meio de campo. Vini era o \u00fanico sem esse compromisso. Raramente voltava para refor\u00e7ar o cerco ao Equador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O resultado foi um Brasil paup\u00e9rrimo na cria\u00e7\u00e3o e sem confian\u00e7a nas pouqu\u00edssimas oportunidades. Gerson poderia ter chutado e escolheu servir Vini. Est\u00eav\u00e3o correu com a bola dominado e n\u00e3o partiu para dentro como no Palmeiras. Vini finalizou em cima do goleiro. Richarlison furou depois de um passe do camisa 10. Casemiro chutou fraquinho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_32441\" aria-describedby=\"caption-attachment-32441\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2025\/06\/Brasil-do-Ancelotti.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-32441 size-large\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2025\/06\/Brasil-do-Ancelotti-e1749177495279-1024x713.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"713\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2025\/06\/Brasil-do-Ancelotti-e1749177495279-1024x713.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2025\/06\/Brasil-do-Ancelotti-e1749177495279-300x209.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2025\/06\/Brasil-do-Ancelotti-e1749177495279-768x535.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2025\/06\/Brasil-do-Ancelotti-e1749177495279-1440x1003.jpg 1440w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2025\/06\/Brasil-do-Ancelotti-e1749177495279-800x557.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2025\/06\/Brasil-do-Ancelotti-e1749177495279-550x383.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2025\/06\/Brasil-do-Ancelotti-e1749177495279-230x160.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-32441\" class=\"wp-caption-text\">O Brasil de Carlo Ancelotti contra o Equador: \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a da It\u00e1lia do mestre Sacchi. Arte: Marcos Paulo Lima<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quem esperava uma Sele\u00e7\u00e3o brilhante no in\u00edcio da Era Ancelotti viu pragmatismo, o resgate de um modelo retr\u00f4 de jogar futebol. Era dif\u00edcil penetrar na defesa das duas sele\u00e7\u00f5es. Por isso, em 1994, Brasil e It\u00e1lia fizeram uma final de Copa lenta, fria, do in\u00edcio ao fim. Os p\u00eanaltis aceleraram os batimentos card\u00edacos depois de 120 minutos de 0 x 0. Ancelotti assumiu um Brasil vazado 16 vezes nas Eliminat\u00f3rias. A quinta pior defesa! A ordem era n\u00e3o tomar gol, e se poss\u00edvel balan\u00e7ar a rede do Equador, dono da melhor retaguarda da competi\u00e7\u00e3o com cinco gols sofridos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fiel ao modelo do in\u00edcio ao fim, o Brasil fez uma apresenta\u00e7\u00e3o ofensiva p\u00e1lida, mostrou consist\u00eancia defensiva com boas atua\u00e7\u00f5es de Casemiro e Alexandro, e deve agradecer pelas aus\u00eancias de Valencia e Plata em Guayaquil. Se os atacantes estivessem em campo, a defesa verde-amarela poderia ter sofrido gol. \u00c9 preciso melhorar at\u00e9 ter\u00e7a-feira, sob pena de Carlo Ancelotti ser apresentado \u00e0s vaias em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<p><strong>X: @marcospaulolima<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><strong>Instagram: @marcospaulolimadf<\/strong><\/p>\n<p><strong>TikTok: @marcospaulolimadf<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00e9cnico italiano, camisa azul, cal\u00e7\u00e3o branco e sistema de jogo parecido com o da Squadra Azzurra na campanha do vice na Copa do Mundo de 1994. Essa foi a primeira impress\u00e3o do Brasil de Carlo Ancelotti, ontem, contra o Equador, no Est\u00e1dio Monumental, em Guayaquil. &nbsp; Os mais velhos v\u00e3o lembrar. Arrigo Sacchi era o t\u00e9cnico da It\u00e1lia. 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