{"id":34480,"date":"2026-01-13T21:34:06","date_gmt":"2026-01-14T00:34:06","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=34480"},"modified":"2026-01-13T23:01:39","modified_gmt":"2026-01-14T02:01:39","slug":"caixa-estuda-voltar-ao-futebol-com-investimento-exclusivo-no-feminino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/caixa-estuda-voltar-ao-futebol-com-investimento-exclusivo-no-feminino\/","title":{"rendered":"Caixa estuda voltar ao futebol com patroc\u00ednio exclusivo no feminino"},"content":{"rendered":"<p>A Caixa ensaia voltar a patrocinar o futebol, mas n\u00e3o o masculino. O <strong>blog<\/strong> apurou que o banco estatal avalia a ressurrei\u00e7\u00e3o do investimento maci\u00e7o no desenvolvimento do feminino. O programa deve sair do papel antes da Copa do Mundo no Brasil, de 24 de junho a 25 de julho de 2027. O aporte pode ser por meio da compra dos naming rights da S\u00e9rie A1 do Campeonato Brasileiro Feminino e\/ou de patroc\u00ednio na camisa de um ou mais times. Era assim at\u00e9 2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o financeira deixou o futebol masculino e feminino h\u00e1 sete anos. O ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu extinguir o patroc\u00ednio depois da posse em 2019. A Caixa teve acordo com a CBF at\u00e9 2018. A S\u00e9rie A1 se chamava \u00e0 \u00e9poca Brasileir\u00e3o Feminino Caixa. Os times exibiam o produto \u201cCart\u00f5es Caixa\u201d na camisa. Em 2016, o Flamengo foi o \u00faltimo a conquistar o t\u00edtulo exibindo o logo. O departamento de competi\u00e7\u00f5es customizava o torneio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A partir de 2019, 25 clubes perderam o direito de estampar a marca do banco na camisa. Times das s\u00e9ries A, B e C perderam R$ 128 milh\u00f5es. Competi\u00e7\u00f5es regionais como a Copa do Nordeste e a Copa Verde; al\u00e9m da segunda e da terceira divis\u00f5es nacionais e de campeonatos estaduais ficaram sem a receita da Caixa Econ\u00f4mica Federal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No total, foram sete anos de aplica\u00e7\u00e3o no futebol masculino no per\u00edodo de 2012, quando foi campe\u00e3o do Mundial de Clubes da Fifa com o Corinthians no Jap\u00e3o, at\u00e9 2018, totalizando investimento de R$ 663,6 milh\u00f5es. O banco descarta voltar ao futebol masculino por causa da concorr\u00eancia das bets. As casas de apostas elevaram o sarrafo se apoderaram das camisas, elevaram e tornaram a concorr\u00eancia invi\u00e1vel devido aos valores alt\u00edssimos praticados pelo segmento. Dos 20 times da elite, 14 t\u00eam contrato com bets.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A visibilidade do clima da Copa do Mundo Feminina de 2027 estimula a confec\u00e7\u00e3o do projeto do banco de voltar ao futebol por meio das competi\u00e7\u00f5es nacionais femininas organizadas pela CBF. O Novo Basquete Brasil (NBB) \u00e9 o case de sucessor, uma inspira\u00e7\u00e3o. A Caixa adquiriu os naming rights da principal competi\u00e7\u00e3o masculina de basquete do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2017, a Caixa ostentava o patroc\u00ednio m\u00e1ster de 14 dos 20 clubes da S\u00e9rie A do Brasileir\u00e3o masculino. Apenas seis n\u00e3o estampavam o logo, repetindo o sucesso da Coca-Cola na Copa Uni\u00e3o de 1987. \u00c0 \u00e9poca, 10 dos 16 times exibiram a marca de refrigerante na camisa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A um ano e meio da Copa do Mundo Feminina, a S\u00e9rie A1 do Brasileir\u00e3o sofreu duas baixas causadas pela crise financeira. O Real Bras\u00edlia e o Fortaleza oficializaram a sa\u00edda do torneio em 2026. A CBF substituiu ambos por Vit\u00f3ria-BA e Mixto-MT, respectivamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Real Bras\u00edlia perdeu o BRB, principal aporte do time no Brasileir\u00e3o Feminino desde a primeira participa\u00e7\u00e3o na elite em 2021. O Fortaleza tentou at\u00e9 o \u00faltimo momento parceria para manter o time feminino no Brasileir\u00e3o, por\u00e9m n\u00e3o conseguiu cumprir o prazo de valida\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o na principal competi\u00e7\u00e3o da modalidade no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma poss\u00edvel entrave para uma eventual parceria da Caixa com a CBF para a compra dos naming rights pode ser o Ita\u00fa. O banco privado \u00e9 parceiro da entidade m\u00e1xima do futebol. Os outros obst\u00e1culos s\u00e3o os patrocinadores masters dos pr\u00f3prios clubes, que geralmente anunciam tanto no uniforme do time masculino como do feminino.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>X: @marcospaulolima<\/strong><\/p>\n<div>\n<p><strong>Instagram: @marcospaulolima.jor<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Caixa ensaia voltar a patrocinar o futebol, mas n\u00e3o o masculino. O blog apurou que o banco estatal avalia a ressurrei\u00e7\u00e3o do investimento maci\u00e7o no desenvolvimento do feminino. O programa deve sair do papel antes da Copa do Mundo no Brasil, de 24 de junho a 25 de julho de 2027. 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