{"id":3882,"date":"2016-12-16T18:04:47","date_gmt":"2016-12-16T20:04:47","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=3882"},"modified":"2016-12-16T20:57:18","modified_gmt":"2016-12-16T22:57:18","slug":"familia-baptista-de-volta-ao-palmeiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/familia-baptista-de-volta-ao-palmeiras\/","title":{"rendered":"De Nelsinho a Eduardo: a volta da fam\u00edlia Baptista ao Palmeiras"},"content":{"rendered":"<p>Vinte e cinco anos depois, a fam\u00edlia Baptista est\u00e1 oficialmente de volta \u00e0 prancheta do Palmeiras. Em 1991, Nelsinho Baptista era a aposta do presidente Carlos Facchina e do gerente da parceria com a multinacional Parmalat, Jos\u00e9 Carlos Brunoro. Em 2016, a aposta do novo mandat\u00e1rio alviverde, Maur\u00edcio Galiotte, sucessor de Paulo Nobre, e do diretor executivo, Alexandre Mattos, \u00e9 no filho de Nelsinho, Eduardo Baptista, ex-Ponte Preta.<\/p>\n<p>Nelsinho Baptista chegou ao Palmeiras mais jovem que o filho. Tinha 41 anos. Exibia no curr\u00edculo um vice-campeonato paulista \u00e0 frente do Novorizontino na final caipira de 1989 contra o Bragantino. Em 1990, deu ao Corinthians o primeiro dos seis t\u00edtulos do Tim\u00e3o no Campeonato Brasileiro. Havia um peso enorme sobre as costas de Nelsinho. O Palmeiras n\u00e3o conquistava nada havia 16 anos. O trabalho come\u00e7ou a ruir no quadrangular semifinal do Paulist\u00e3o de 1991. O alviverde foi eliminado pelo tima\u00e7o do S\u00e3o Paulo, de Tel\u00ea Santana.<\/p>\n<p>Veio 1992. Nelsinho foi se estressando. Afastou por indisciplina Evair, Jorginho Cantinflas, Ivan e Andrei. Solid\u00e1rios, Edu Marangon e Betinho se afastaram do elenco. Nelsinho n\u00e3o suportou tr\u00eas derrotas consecutivas \u2013 para Portuguesa, S\u00e3o Paulo e Bragantino \u2013 e um empate diante do Noroeste no Paulist\u00e3o de 1992. No 0 x 0 com o time de Bauru, ouviu gritos de &#8220;timinho&#8221; no velho Parque Ant\u00e1rtica. N\u00e3o aguentou e pediu demiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Nelsinho Baptista comandou o Palmeiras em 82 jogos. Foram 43 vit\u00f3rias, 18 empates, 21 derrotas, 100 gols pr\u00f3, 55 gols contra e 60% de aproveitamento, ou seja, faltou t\u00edtulo. &#8220;Saio para n\u00e3o atrapalhar. A cobran\u00e7a da torcida \u00e9 pessoal sobre mim, \u00e9 desonesta, feita por covardes. Acho que a minha sa\u00edda vai dar mais tranquilidade ao grupo. Fiz o que pude para vencer. S\u00f3 que no Palmeiras, quem n\u00e3o ganha t\u00edtulo, vira um derrotado&#8221;, disse Nelsinho Baptista em entrevista \u00e0 Folha de S. Paulo, em 21 de agosto de 1992.<\/p>\n<p>Que o filho de Nelsinho, Eduardo Baptista, tenha lido algum dia a declara\u00e7\u00e3o do pai. O novo treinador do Palmeiras assume o cargo com 46 anos. Cinco anos a mais do que Nelsinho em 1991. Eduardo tem no curr\u00edculo um t\u00edtulo do Campeonato Pernambucano e a Copa do Nordeste, ambos em 2014. Bem menos do que o pai, que havia sido campe\u00e3o brasileiro aos 40, \u00e0 frente do Corinthians.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Saio para n\u00e3o atrapalhar. A cobran\u00e7a da torcida \u00e9 pessoal sobre mim, \u00e9 desonesta, feita por covardes. Acho que a minha sa\u00edda vai dar mais tranquilidade ao grupo. Fiz o que pude para vencer. S\u00f3 que no Palmeiras, quem n\u00e3o ganha t\u00edtulo, vira um derrotado&#8221;<\/p>\n<p>Nelsinho Baptista, pai de Eduardo, ao deixar o Palmeiras em 1992<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p>A press\u00e3o vai ser enorme sobre Eduardo Baptista. Ele sabe. S\u00f3 n\u00e3o ser\u00e1 imensa porque Cuca aliviou a barra dele. Al\u00e9m de deixar um elenco montado, tirou o Palmeiras de uma fila de 22 anos sem o t\u00edtulo do Campeonato Brasileiro. Al\u00e9m disso, o alviverde ganhou a Copa do Brasil em 2015. A press\u00e3o, agora, \u00e9 pelo fim do jejum no Paulist\u00e3o, que se arrasta desde 2008. E principalmente pela conquista do bi na Libertadores. A \u00fanica foi em 1999.<\/p>\n<p>Gosto da forma que Eduardo Baptista pensa futebol. Moderno, detesta abrir m\u00e3o da posse de bola. Implantou marca\u00e7\u00e3o press\u00e3o no Sport, no Fluminense e na Ponte Preta, mas alterna com cerco por zona. Tem tudo para ser assim tamb\u00e9m no Palmeiras.<\/p>\n<p>Na minha opini\u00e3o, Eduardo Baptista tem tudo para superar Nelsinho no Palmeiras. Basta usar a declara\u00e7\u00e3o do pai na sa\u00edda do clube em 1992 como mantra. &#8220;No Palmeiras, quem n\u00e3o ganha t\u00edtulo, vira um derrotado&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vinte e cinco anos depois, a fam\u00edlia Baptista est\u00e1 oficialmente de volta \u00e0 prancheta do Palmeiras. Em 1991, Nelsinho Baptista era a aposta do presidente Carlos Facchina e do gerente da parceria com a multinacional Parmalat, Jos\u00e9 Carlos Brunoro. 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