{"id":4031,"date":"2017-01-06T08:00:04","date_gmt":"2017-01-06T10:00:04","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=4031"},"modified":"2017-01-06T11:17:36","modified_gmt":"2017-01-06T13:17:36","slug":"4031-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/4031-2\/","title":{"rendered":"H\u00e1 80 anos, o Boca Juniors era o Brasil na Copa Am\u00e9rica"},"content":{"rendered":"<p>Em 111 anos, o Boca Juniors teve v\u00e1rios jogadores brasileiros no elenco, mas uma Sele\u00e7\u00e3o Brasileira inteirinha, do goleiro ao ponta-esquerda, vestindo a uniforme do tradicional clube argentino, s\u00f3 uma vez. E faz um temp\u00e3o! H\u00e1 80 anos, o pa\u00eds pentacampe\u00e3o do mundo pegava emprestado um jogo de camisa do time xeneize para disputar partida oficial v\u00e1lida pela Copa Am\u00e9rica de 1937. Deu sorte. Vestido com a roupa dos donos da cadsa, o Brasil goleou o Chile por 6 x  4 em La Bombonera, no dia 3 de janeiro de 1937.<\/p>\n<p>O impasse come\u00e7ou antes da partida. Na \u00e9poca, a camisa principal tanto do Brasil quanto do Chile era branca. A amarelinha s\u00f3 entrou em campo depois da Copa do Mundo de 1950. O \u00e1rbitro argentino Jos\u00e9 Bartolom\u00e9 Macias avisou que algu\u00e9m teria de trocar de uniforme. Como ningu\u00e9m se manifestou, a ideia foi realizar um sorteio. Como era a \u00fanica partida prevista para La Bombonera, o Brasil escolheu ser simp\u00e1tico e pediu para vestir a camisa do Boca Juniors, conquistando a torcida xeneize. <\/p>\n<p>Com a camisa do Boca, o t\u00e9cnico Ademar Pimenta escalou o time titular com: Jurandir; Nariz e Ja\u00fa; Tunga, Brand\u00e3o e Canalli; Roberto, Luizinho, Carvalho Leite, Time e Patesko. Patesko e Luizinho balan\u00e7aram a rede do Chile duas vezes cada. Patesko e Roberto completaram o placar em La Bombonera.<\/p>\n<p>Na mesma Copa Am\u00e9rica, que come\u00e7ou em dezembro de 1936, o Brasil teve de vestir outra camisa de time argentina para se diferenciar do advers\u00e1rio. Na estreia diante do Peru, houve o mesmo problema. As duas sele\u00e7\u00f5es usavam branco. O \u00e1rbitro chileno Alfredo Vargas n\u00e3o quis saber da faixa vertical na camisa do Peru, bateu o p\u00e9 e mandou o Brasil trocar de cor. A solu\u00e7\u00e3o no confronto de 27 de dezembro de 1936 foi usar a roupa do Indepediente no Est\u00e1dio Nuevo Gas\u00f3metro. A Sele\u00e7\u00e3o venceu o Peru por 3 x 2, gols de Roberto, Afonsinho e Niginho. <\/p>\n<p>A Copa Am\u00e9rica de 1937 foi disputada por seis pa\u00edses: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Peru. Bol\u00edvia e Col\u00f4mbia desistiram. O sistema de disputa foi pontos corridos. Brasil e Argentina termmiram empatados com oito pontos. O regulamento n\u00e3o previa o crit\u00e9rio de desempate saldo de gols \u2014 o Brasil tinha 8 contra 7 da Argentina. Por causa disso, houve um jogo desempate e os donos da casa derrotaram o Brasil por 2 x 0 e conquistaram o pentacampeonato da Copa Am\u00e9rica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 111 anos, o Boca Juniors teve v\u00e1rios jogadores brasileiros no elenco, mas uma Sele\u00e7\u00e3o Brasileira inteirinha, do goleiro ao ponta-esquerda, vestindo a uniforme do tradicional clube argentino, s\u00f3 uma vez. E faz um temp\u00e3o! 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