{"id":4804,"date":"2017-03-23T09:50:49","date_gmt":"2017-03-23T12:50:49","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=4804"},"modified":"2017-03-23T09:57:16","modified_gmt":"2017-03-23T12:57:16","slug":"lembrancas-de-uma-entrevista-com-oscar-tabarez-e-o-tabu-do-tecnico-do-uruguai-contra-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/lembrancas-de-uma-entrevista-com-oscar-tabarez-e-o-tabu-do-tecnico-do-uruguai-contra-o-brasil\/","title":{"rendered":"Lembran\u00e7as de uma entrevista com \u00d3scar Tab\u00e1rez e o incr\u00edvel tabu do t\u00e9cnico do Uruguai contra o Brasil"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_4807\" aria-describedby=\"caption-attachment-4807\" style=\"width: 211px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2017\/03\/Tabarez-1-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-4807\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4807 size-medium\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2017\/03\/Tabarez-1-1-211x300.jpg\" alt=\"Tabarez 1-1\" width=\"211\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2017\/03\/Tabarez-1-1-211x300.jpg 211w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2017\/03\/Tabarez-1-1-768x1093.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2017\/03\/Tabarez-1-1-719x1024.jpg 719w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2017\/03\/Tabarez-1-1-246x350.jpg 246w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2017\/03\/Tabarez-1-1-1440x2050.jpg 1440w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2017\/03\/Tabarez-1-1-550x783.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2017\/03\/Tabarez-1-1-230x327.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 211px) 100vw, 211px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4807\" class=\"wp-caption-text\">Entrevista publicada na edi\u00e7\u00e3o de 26 de dezembro de 2010 do <strong>Correio Braziliense<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foi em dezembro de 2010. Copacabana Palace, Rio de Janeiro. Sensa\u00e7\u00e3o da Copa do Mundo de 2010 ao levar o Uruguai ao quarto lugar na \u00c1frica do Sul, \u00d3scar Washington Tab\u00e1rez era um dos convidados de Carlos Alberto Parreira no F\u00f3rum Internacional de Futebol (Footecon). Depois da palestra, o t\u00e9cnico da Celeste topou dar uma entrevista ao <strong>Correio Braziliense<\/strong>. Que conversa bacana. Uma das melhores que j\u00e1 tive com um treinador. Aos 70 anos, <em>El Maestro<\/em> dos bicampe\u00f5es do mundo desde 2006 quebrar\u00e1 hoje, \u00e0s 20h, contra o Brasil, no Est\u00e1dio Centen\u00e1rio, em Montevid\u00e9u, o recorde de jogos \u00e0 frente de uma mesma sele\u00e7\u00e3o. Com 168, ultrapassar\u00e1 Sepp Herberger, da Alemanha. \u00a0Fui aos meus arquivos e resgatei o bate-papo de 2010 com o homem que amea\u00e7a quebrar a invencibilidade de sete jogos da era Tite, mas jamais derrotou o Brasil em seis confrontos na carreira (<strong>leia o retrospecto\u00a0no fim deste post<\/strong>).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na entrevista de 2010, \u00d3scar Tab\u00e1rez contou uma hist\u00f3ria curiosa sobre sua rela\u00e7\u00e3o com o Maracanazo. Ele era o t\u00e9cnico do Uruguai na Copa de 1990. Eliminado pela It\u00e1lia por 2 x 0 nas oitavas de final, voltou ao pa\u00eds sob press\u00e3o. \u201cQuando voltamos da Copa (de 1990), organizou-se um semin\u00e1rio com o tema: \u201cUruguai: nunca mais campe\u00e3o mundial?\u201d. A pergunta era ir\u00f4nica. A resposta estava impl\u00edcita. Havia v\u00e1rios argumentos, mas o meu era somente um: a maldi\u00e7\u00e3o do Maracan\u00e3. O Maracanazo \u00e9 um fato hist\u00f3rico para os uruguaios. Tornou-se o s\u00edmbolo do que deveria ser o futebol uruguaio. Ou somos campe\u00f5es, ou fracassamos. Isso foi ruim. N\u00e3o tivemos paci\u00eancia com as novas gera\u00e7\u00f5es. N\u00e3o propiciamos ambientes mais tranquilos e depois daquela conquista sempre houve muita press\u00e3o em cima dos mais jovens\u201d, contou \u00d3scar Tab\u00e1rez ao <strong>Correio<\/strong> sete anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Brinquei com Tab\u00e1rez perguntando se praga de brasileiro pega.. \u201cNa primeira metade do s\u00e9culo 20, o Uruguai jamais perdeu uma partida de Copa do Mundo ou um amistoso internacional, incluindo os t\u00edtulos ol\u00edmpicos de 1924 e 1928. Perdemos pela primeira vez para a Hungria, por 4 x 2, em 1954, quatro anos depois do \u00faltimo t\u00edtulo. Dali em diante, voc\u00ea pode observar, vivemos altos e baixos nas Eliminat\u00f3rias e nas Copas. Ficamos fora de seis Mundiais\u201d, respondeu \u00d3scar Tab\u00e1rez.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O t\u00e9cnico do Uruguai lembrou um per\u00edodo de amargura na carreira. Depois de 1990, nunca mais trabalhei no Uruguai. Tive experi\u00eancias na Argentina, na It\u00e1lia, na Espanha, at\u00e9 ser convidado para assumir o Uruguai de novo em 2006, ap\u00f3s uma passagem cheia de press\u00e3o no Boca Juniors, depois de um per\u00edodo dourado do (Carlos) Bianchi (t\u00e9cnico mais vitorioso da hist\u00f3ria do clube argentino), contou \u00d3scar Tab\u00e1rez.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_4808\" aria-describedby=\"caption-attachment-4808\" style=\"width: 211px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2017\/03\/Tabarez-2-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-4808\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4808 size-medium\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2017\/03\/Tabarez-2-1-211x300.jpg\" alt=\"Tabarez 2-1\" width=\"211\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2017\/03\/Tabarez-2-1-211x300.jpg 211w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2017\/03\/Tabarez-2-1-768x1093.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2017\/03\/Tabarez-2-1-719x1024.jpg 719w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2017\/03\/Tabarez-2-1-246x350.jpg 246w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2017\/03\/Tabarez-2-1-1440x2050.jpg 1440w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2017\/03\/Tabarez-2-1-550x783.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2017\/03\/Tabarez-2-1-230x327.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 211px) 100vw, 211px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4808\" class=\"wp-caption-text\">Entrevista publicada na edi\u00e7\u00e3o de 26 de dezembro de 2010 do <strong>Correio Braziliense <\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>Queria entender o motivo de ele ter aceitado reassumir o Uruguai depois de tanto tempo e o t\u00e9cnico explicou assim: \u201cSempre fui criticado porque diziam que eu queria muito dinheiro ou porque exigia melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Quando aceitei o convite em 2006, elaboramos um projeto a longo prazo, de acordo com a realidade do futebol mundial. A come\u00e7ar pela aten\u00e7\u00e3o \u00e0s sele\u00e7\u00f5es de base. O caminho proposto foi formar sele\u00e7\u00f5es juvenis permanentes. No momento em que o menino entra na sele\u00e7\u00e3o permanente, desenvolvemos o conceito de forma\u00e7\u00e3o integral. Trabalhamos a personalidade, trabalho em grupo, respeitos individuais, obedi\u00eancia reflexiva em um grupo de trabalho coletivo\u201d. Coincid\u00eancia ou n\u00e3o, o trabalho a longo prazo, paciente, d\u00e1 frutos. O Uruguai acaba de conquistar o Sul-Americano Sub-20.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No papel de manager das sele\u00e7\u00f5es, \u00d3scar Tab\u00e1rez conseguiu tirar as suas ideias do papel. \u201cHoje, procuramos jogadores dotados tecnicamente, inteligentes taticamente, fortes fisicamente e velozes. R\u00e1pidos n\u00e3o s\u00f3 com a bola nos p\u00e9s, mas \u00e1geis para pensar, tomar decis\u00f5es. O jogador deve estar preparado para mudan\u00e7as t\u00e1ticas dr\u00e1sticas de acordo com o decorrer da partida. Por isso, temos um departamento psicol\u00f3gico. Os meninos se entrevistam, os outros assistem e fazem cr\u00edticas para que o entrevistado evolua, cres\u00e7a como pessoa\u201d, revelou \u00d3scar Tab\u00e1rez.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quarto colocado na Copa da \u00c1frica do Sul depois de perder o terceiro lugar a para a Alemanha, Tab\u00e1rez contou a hist\u00f3ria de uma viagem feita por ele antes da Copa de 1990 para explicar o sucesso da Espanha, campe\u00e3o mundial em 2010. \u201cEm 1989, eu fui \u00e0 Espanha ver como jogava um dos nossos advers\u00e1rios na primeira fase. Era justamente a Espanha. A cultura futebol\u00edstica daquele pa\u00eds n\u00e3o tinha nada a ver com o que tem agora, ou talvez nos \u00faltimos anos. O futebol n\u00e3o era o esporte mais importante na Espanha. Agora, eles falam de futebol com paix\u00e3o\u201d, comparou <em>El Maestro,\u00a0<\/em>respons\u00e1vel pelo \u00faltimo t\u00edtulo da sele\u00e7\u00e3o principal do Uruguai \u2014 a Copa Am\u00e9rica de 2011: 3 x 0 em cima do Paraguai, na Argentina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>TENTE OUTRA VEZ&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00d3scar Washington Tab\u00e1rez nunca venceu o Brasil como t\u00e9cnico do Uruguai<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jogo 1<\/strong><\/p>\n<p>Em 1989, perde a final da Copa Am\u00e9rica para o Brasil no Maracan\u00e3, por 1 x 0, gol de Rom\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Jogo 2<\/strong><\/p>\n<p>Nas semifinais da Copa Am\u00e9rica de 2007, empate por 2 x 2 e derrota nos p\u00eanaltis (5 x 4).<\/p>\n<p><strong>Jogo 3<\/strong><\/p>\n<p>Nas Eliminat\u00f3rias para a Copa de 2010, perde para o Brasil 2 x 1 no Morumbi, em 2007.<\/p>\n<p><strong>Jogo 4<\/strong><\/p>\n<p>Novamente nas Eliminat\u00f3rias, o Brasil goleia o Uruguai no Centen\u00e1rio por 4 x 0 em 2009.<\/p>\n<p><strong>Jogo 5<\/strong><\/p>\n<p>Brasil elimina o Uruguai por 2 x 1 na semifinal da Copa das Confedera\u00e7\u00f5es de 2013.<\/p>\n<p><strong>Jogo 6<\/strong><\/p>\n<p>No primeiro turno das Eliminat\u00f3rias, o Uruguai arranca empate por 2 x 2 em Pernambuco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Foi em dezembro de 2010. 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