{"id":5516,"date":"2017-05-04T23:02:43","date_gmt":"2017-05-05T02:02:43","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=5516"},"modified":"2017-05-05T01:09:48","modified_gmt":"2017-05-05T04:09:48","slug":"a-segunda-queda-da-familia-baptista-eduardo-deixa-o-palmeiras-com-aproveitamento-superior-ao-do-pai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/a-segunda-queda-da-familia-baptista-eduardo-deixa-o-palmeiras-com-aproveitamento-superior-ao-do-pai\/","title":{"rendered":"A segunda queda da fam\u00edlia Baptista: Eduardo deixa o Palmeiras com aproveitamento superior ao do pai"},"content":{"rendered":"<p>Vinte e cinco anos depois, a fam\u00edlia Baptista deixa o Palmeiras. Novamente pela porta dos fundos. Em 1991, Nelsinho Baptista era a aposta do presidente Carlos Facchina e do gerente da parceria com a multinacional Parmalat, Jos\u00e9 Carlos Brunoro. Durou 82 jogos no cargo e saiu com 60% de aproveitamento. Em 2017, a aposta do mandat\u00e1rio alviverde, Maur\u00edcio Galiotte, e do diretor executivo, Alexandre Mattos, foi no herdeiro de Nelsinho, Eduardo Baptista. A passagem do filho pelo alviverde foi mais breve do que a do pai. Demitido nesta quinta-feira ap\u00f3s a derrota por 3 x 2 para o Jorge Wilstermann, da Bol\u00edvia, na \u00faltima quarta, ele durou 21 jogos oficiais no cargo, com 14 vit\u00f3rias, 2 empates e cinco derrotas. Aproveitamento de 70%.<\/p>\n<p>Nelsinho Baptista chegou ao Palmeiras mais jovem que o filho. Tinha 41 anos. Exibia no curr\u00edculo um vice-campeonato paulista \u00e0 frente do Novorizontino na final caipira de 1989 contra o Bragantino. Em 1990, deu ao Corinthians o primeiro dos seis t\u00edtulos do Tim\u00e3o no Campeonato Brasileiro. Havia um peso enorme sobre as costas de Nelsinho. O Palmeiras n\u00e3o conquistava nada havia 16 anos. O trabalho come\u00e7ou a ruir no quadrangular semifinal do Paulist\u00e3o de 1991. O alviverde foi eliminado pelo tima\u00e7o do S\u00e3o Paulo, de Tel\u00ea Santana.<\/p>\n<p>Veio 1992. Nelsinho foi se estressando. Afastou por indisciplina Evair, Jorginho Cantinflas, Ivan e Andrei. Solid\u00e1rios, Edu Marangon e Betinho se afastaram do elenco. Nelsinho n\u00e3o suportou tr\u00eas derrotas consecutivas \u2013 para Portuguesa, S\u00e3o Paulo e Bragantino \u2013 e um empate diante do Noroeste no Paulist\u00e3o de 1992. No 0 x 0 com o time de Bauru, ouviu gritos de \u201ctiminho\u201d no velho Parque Ant\u00e1rtica. N\u00e3o aguentou e pediu demiss\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>\u00a0\u201cSaio para n\u00e3o atrapalhar. A cobran\u00e7a da torcida \u00e9 pessoal sobre mim, \u00e9 desonesta, feita por covardes. Acho que a minha sa\u00edda vai dar mais tranquilidade ao grupo. Fiz o que pude para vencer. S\u00f3 que no Palmeiras, quem n\u00e3o ganha t\u00edtulo, vira um derrotado\u201d<\/p>\n<p><strong>Nelsinho Baptista,<\/strong> pai de Eduardo, ao deixar o Palmeiras em 1992<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p>Nelsinho Baptista comandou o Palmeiras em 82 jogos. Foram 43 vit\u00f3rias, 18 empates, 21 derrotas, 100 gols pr\u00f3, 55 contra e 60% de aproveitamento, ou seja, faltou t\u00edtulo. \u201cSaio para n\u00e3o atrapalhar. A cobran\u00e7a da torcida \u00e9 pessoal sobre mim, \u00e9 desonesta, feita por covardes. Acho que a minha sa\u00edda vai dar mais tranquilidade ao grupo. Fiz o que pude para vencer. S\u00f3 que no Palmeiras, quem n\u00e3o ganha t\u00edtulo, vira um derrotado\u201d, disse Nelsinho Baptista em entrevista \u00e0 Folha de S. Paulo, em 21 de agosto de 1992.<\/p>\n<p>Eduardo Baptista conhecia bem a hist\u00f3ria do pai. Assumiu o cargo aos 46 anos. Cinco anos a mais do que Nelsinho em 1991. Eduardo tem no curr\u00edculo um t\u00edtulo do Campeonato Pernambucano e a Copa do Nordeste, ambos em 2014. Bem menos do que o pai, que havia sido campe\u00e3o brasileiro aos 40, \u00e0 frente do Corinthians. Ao contr\u00e1rio de seu velho, Eduardo Baptista n\u00e3o teve &#8220;sangue de barata&#8221;. Partiu publicamente para o confronto com os cr\u00edticos de seu trabalho depois da \u00e9pica virada sobre o Pe\u00f1arol, em Montevid\u00e9u.<\/p>\n<p>Estava escrito que a press\u00e3o seria enorme sobre Eduardo Baptista. E o t\u00e9cnico tratou de aliment\u00e1-la com a elimina\u00e7\u00e3o nas semifinais do Campeonato Paulista diante da Ponte Preta, vit\u00f3rias no sufoco na Libertadores e a derrota para o Jorge Wilstermann. O planejamento era outro. A essa altura do torneio continental, o time deveria estar classificado para as oitavas. E na final do Paulist\u00e3o. O investimento pesado da patrocinadora em Felipe Melo, Guerra, Michel Bastos, Borja, Luan&#8230; foi para isso.<\/p>\n<p>A \u00faltima declara\u00e7\u00e3o de Nelsinho Baptista ao deixar o Palmeiras, em 1992, foi esta: \u201cNo Palmeiras, quem n\u00e3o ganha t\u00edtulo, vira um derrotado\u201d. Vinte e cinco anos depois, a hist\u00f3ria se repete. A fam\u00edlia Baptista deixa o alviverde mais uma vez pela porta dos fundos. Agora, provavelmente sem deix\u00e1-la aberta. H\u00e1 quem queira de volta Cuca, o t\u00e9cnico do \u00faltimo t\u00edtulo brasileiro. E quem tire do fundo do ba\u00fa o nome de Vanderlei Luxemburgo, mentor do bi na S\u00e9rie A em 1993 e 1994.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vinte e cinco anos depois, a fam\u00edlia Baptista deixa o Palmeiras. Novamente pela porta dos fundos. Em 1991, Nelsinho Baptista era a aposta do presidente Carlos Facchina e do gerente da parceria com a multinacional Parmalat, Jos\u00e9 Carlos Brunoro. 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