{"id":807,"date":"2015-12-08T16:46:12","date_gmt":"2015-12-08T18:46:12","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=807"},"modified":"2015-12-08T16:48:26","modified_gmt":"2015-12-08T18:48:26","slug":"a-coluna-da-ultima-segunda-feira-no-correio-braziliense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/a-coluna-da-ultima-segunda-feira-no-correio-braziliense\/","title":{"rendered":"A coluna da \u00faltima segunda-feira no Correio"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 65 anos, em 7 de dezembro de 1950, o Atl\u00e9tico-MG encerrava, na Europa, a excurs\u00e3o que virou at\u00e9 um trecho no hino do clube. \u201c(\u2026) N\u00f3s somos campe\u00f5es do gelo\/O nosso time \u00e9 imortal (\u2026)\u201d.<\/p>\n<p>Quando o presidente Daniel Nepomuceno anunciou no Twitter, na \u00faltima sexta-feira, o nome de Diego Aguirre como novo t\u00e9cnico do Galo, embarquei no DeLorean, do filme De volta para o Futuro, e descobri que a rela\u00e7\u00e3o do Galo com t\u00e9cnicos uruguaios \u00e9 antiga. Aguirre \u00e9 o sexto em 107 anos. Come\u00e7ou com Felix Magno, de 1946 a 1948, mas ganhou estrofe depois do sucesso de Ricardo D\u00edez \u2014 comandante alvinegro na primeira turn\u00ea de um time brasileiro \u00e0 Europa.<\/p>\n<p>Ricardo D\u00edez teve quatro passagens pelo Atl\u00e9tico-MG. Na primeira, conquistou o t\u00edtulo simb\u00f3lico de Campe\u00e3o do Gelo, refer\u00eancia ao sucesso na turn\u00ea durante o rigoroso inverno europeu. N\u00e3o houve um torneio formal. O Galo jogou 10 partidas em cinco pa\u00edses, entre 1\u00ba de novembro e 7 de dezembro de 1950.<\/p>\n<p>Na Alemanha, venceu o Munique 1860 (4 x 3), Hamburgo (4 x 0), Schalke 04 (3 x 1) e do Saarbr\u00fccken (2 x 0); perdeu para o Werder Bremen (3 x 1) e empatou com o Eintracht Bra\u00fcnschweig (3 x 3). A Federa\u00e7\u00e3o Alem\u00e3 chegou a entregar um trof\u00e9u simb\u00f3lico ao Galo. Na \u00c1ustria, perdeu para o Rapid Viena por 3 x 0. Na B\u00e9lgica, triunfo sobre o Anderlecht (2 x 1). Na escala em Luxemburgo, empate por 3 x 3 com a sele\u00e7\u00e3o local. Na despedida, 2 x 1 em cima do Stade Fran\u00e7ais, em Paris.<\/p>\n<p>Sob a batuta de Ricardo D\u00edez, o Galo venceu seis jogos, empatou dois e perdeu outros dois. Marcou 24 gols e sofreu 18. Na segunda passagem pelo cargo, de 1954 a 1956, Ricardo D\u00edez faturou o tri mineiro. Um dos t\u00edtulos foi dividido com o Cruzeiro. O uruguaio esteve no cargo em 1958, 1959 e 1960, mas sem o mesmo \u00eaxito.<\/p>\n<p>O \u00faltimo dos 10 t\u00e9cnicos estrangeiros do Galo havia sido o uruguaio Dario Pereyra. Em 1999, o ex-zagueiro levou o time ao t\u00edtulo mineiro. Entretanto, n\u00e3o durou no cargo. Em 1985, Walter Oliveira deu ao clube um Estadual. Famoso por ser o maquinista do Expresso da Vit\u00f3ria do Vasco, Ondino Vieira faturou apenas um Torneio In\u00edcio, em 1954.<\/p>\n<p>De volta ao presente, acho que o presidente Daniel Nepomuceno acertou ao contratar Diego Aguirre, vice da Libertadores em 2011, pelo Pe\u00f1arol; e semifinalista \u00e0 frente do Inter em 2014. Diego Aguirre \u00e9 o sexto t\u00e9cnico uruguaio na hist\u00f3ria do Galo. Depois da rela\u00e7\u00e3o fria com dirigentes, torcida, jogadores e a imprensa brasileira, Aguirre volta ao Brasil, sob influ\u00eancia argentina, com a miss\u00e3o de quebrar o gelo.<\/p>\n<p>Depois de ser demitido pelo Inter, fez reciclagem na Espanha com um xar\u00e1. \u201cEu fui para a Europa, havia planejado visitar o Atl\u00e9tico de Madri. Convivi com o Diego Simeone mais de uma semana. Vi coisas que me ajudaram a trocar experi\u00eancias. Foi bom para mim. Voltar ao Brasil \u00e9 algo que eu queria muito. Precisava desse oportunidade\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>No pa\u00eds que sonha com a verticalidade do Barcelona, de Luis Enrique; e com a troca de passes do Bayern de Munique, de Guardiola; \u00e9 bom ter algu\u00e9m pensando diferente. Gostem ou n\u00e3o, o estilo de Diego Simeone tamb\u00e9m \u00e9 vencedor. Ganhou um Espanhol, uma Copa do Rei, uma Supercopa da Espanha, duas Ligas Europa e foi vice da Champions League. O Atl\u00e9tico, que h\u00e1 65 anos influenciava a Europa p\u00f3s-guerra na excurs\u00e3o Campe\u00e3o do Gelo, sob a batuta do uruguaio Ricardo D\u00edez; est\u00e1 pronto para ser influenciado pelo que h\u00e1 de melhor na Europa depois da troca de figurinhas entre Aguirre e Simeone. Mas s\u00f3 quebrar\u00e1 o gelo se conseguir se tornar o primeiro estrangeiro campe\u00e3o\u00a0 de um torneio nacional no Brasil. E isso jamais ocorreu no Brasileir\u00e3o (a contar de 1971), nem na Copa do Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>TATICAMENTE FALANDO&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\"><b>A excurs\u00e3o \u00e0 Europa&#8230;<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">A forma\u00e7\u00e3o que, h\u00e1 65 anos, vencia o Stade Fran\u00e7ais por 2 x 1, em Paris, na despedida do Atl\u00e9tico-MG da excurs\u00e3o \u00e0 Europa. Sob o comando do uruguaio Ricardo D\u00edez, foram quase dois meses de turn\u00ea em gramados enlameados pela neve e temperatura de at\u00e9 -15\u00baC. A Federa\u00e7\u00e3o Alem\u00e3 deu uma ta\u00e7a simb\u00f3lica ao Galo e a extinta revista O Cruzeiro tamb\u00e9m reconheceu o feito. Oficialmente, n\u00e3o existe uma ta\u00e7a de Campe\u00e3o do Gelo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\"><b>Atl\u00e9tico-MG<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\"><b>Campe\u00e3o do Gelo \u2013 1950<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">Kafunga<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">Afonso e Oswaldo<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">Haroldo, Z\u00e9 do Monte e Barbatana<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">Lucas, Mauro, Alvinho, Vaguinho e N\u00edvio<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\"><b>T\u00e9cnico: <\/b>Ricardo D\u00edez (Uruguai)<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\"><b>Sistema t\u00e1tico:<\/b> 2-3-5<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\"><b>&#8230;E a reciclagem no Velho Mundo<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">Na entrevista coletiva da \u00faltima sexta-feira, o t\u00e9cnico uruguaio Diego Aguirre contou que passou uma semana acompanhando todos os treinos do xar\u00e1, Simeone, \u00e0 frente do Atl\u00e9tico de Madrid. A organiza\u00e7\u00e3o t\u00e1tica, a marca\u00e7\u00e3o forte, os contra-ataques e, principalmente, as jogadas de bola a\u00e9rea, podem ser o forte do Galo em 2016 depois do per\u00edodo de est\u00e1gio de Diego Aguirre nos bastidores de outro Atl\u00e9tico, o de Madri, do amigo argentino. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\"><b>Atl\u00e9tico de Madrid-ESP<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">Uma das refer\u00eancias de Aguirre<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">Oblak<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">Juanfran, Gim\u00e9nez, God\u00edn e Filipe Lu\u00eds<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">Koki, Gabi, Tiago Mendes e Carrasco<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">Griezmann e Jackson Mart\u00ednez<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\"><b>T\u00e9cnico:<\/b> Diego Simeone (Argentina)<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\"><b>Sistema t\u00e1tico:<\/b> 4-2-3-1<\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 65 anos, em 7 de dezembro de 1950, o Atl\u00e9tico-MG encerrava, na Europa, a excurs\u00e3o que virou at\u00e9 um trecho no hino do clube. \u201c(\u2026) N\u00f3s somos campe\u00f5es do gelo\/O nosso time \u00e9 imortal (\u2026)\u201d. 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