{"id":8725,"date":"2018-03-25T23:00:12","date_gmt":"2018-03-26T02:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=8725"},"modified":"2018-03-26T11:17:14","modified_gmt":"2018-03-26T14:17:14","slug":"da-deselegancia-de-jair-ventura-no-episodio-rueda-ao-excesso-de-elegancia-de-fabio-carille-com-aguirre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/da-deselegancia-de-jair-ventura-no-episodio-rueda-ao-excesso-de-elegancia-de-fabio-carille-com-aguirre\/","title":{"rendered":"Da deseleg\u00e2ncia de Jair Ventura no caso Rueda ao excesso de eleg\u00e2ncia de F\u00e1bio Carille no epis\u00f3dio Aguirre"},"content":{"rendered":"<p>Um complexo de vira-latas instalou-se no futebol brasileiro, principalmente, depois do 7 x 1. Com algumas exce\u00e7\u00f5es, t\u00e9cnicos brasileiros temem a invas\u00e3o de colegas estrangeiros. Fizeram at\u00e9 campanha contra Reinaldo Rueda no ano passado. Outros tentam europeizar-se, comportar-se, por exemplo, como a maioria dos badalados donos de prancheta da Premier League.\u00a0Por l\u00e1, na maioria das vezes, os t\u00e9cnicos trocam cumprimentos, apertos de m\u00e3o. Alguns, sinceros. Outros, meramente protocolares ap\u00f3s o pau quebrar \u00a0(no bom e no mau sentido) dentro de campo e \u00e0 beira dele. No fim das contas, mero jogo de cena diante de c\u00e2meras que transmitem a competi\u00e7\u00e3o para o mundo inteiro.<\/p>\n<p>Sim, estou falando sobre o epis\u00f3dio entre F\u00e1bio Carille e Diego Aguirre ap\u00f3s a vit\u00f3ria do S\u00e3o Paulo por 1 x 0 sobre o Corinthians neste domingo, no in\u00edcio das semifinais do Campeonato Paulista. Particularmente, considero extremamente educada a postura de F\u00e1bio Carille \u2014 sobretudo ap\u00f3s perder um cl\u00e1ssico na casa do arquirrival. Mas o excesso de eleg\u00e2ncia do t\u00e9cnico do Corinthians custou caro. Ao tentar ser um \u201clord da Premier League\u201d, ficou no v\u00e1cuo e fez muito mal ao levar a m\u00e1goa, o ressentimento, para a entrevista coletiva. Em tempos modernos, lembrou colega de rede social que fica de biquinho porque n\u00e3o ganhou\u00a0&#8220;Curtir&#8221; no facebook ou &#8220;Like&#8221; no Instagram.<\/p>\n<p>N\u00e3o que o epis\u00f3dio do Morumbi seja novidade na hist\u00f3ria do futebol. Isso acontece at\u00e9 l\u00e1, no nobre Campeonato Ingl\u00eas. Voc\u00ea deve lembrar-se do epis\u00f3dio do ano passado envolvendo outros dois personagens. Jos\u00e9 Mourinho, do Manchester United, recusou-se a cumprimentar Antonio Conte, do Chelsea, ap\u00f3s empate por 1 x 1 pela Premier League. Fez o mesmo com Mark Hughes ap\u00f3s empate por 2 x 2 com o Stoke City, sob a alega\u00e7\u00e3o de que o colega de profiss\u00e3o o havia xingado e empurrado.<\/p>\n<p>F\u00e1bio Carille e Diego Aguirre n\u00e3o chegaram a tanto. Entendo, o comandante do Corinthians s\u00f3 quis ser educado, gentil, mas pagou pelo excesso. N\u00e3o ter entendeu que, no ano passado, deu um salto, subiu um degrau na carreira. N\u00e3o \u00e9 mais o auxiliar que assumiu o Corinthians por acaso. \u00c9 o Carille, atual campe\u00e3o do Paulist\u00e3o e do Brasileir\u00e3o. O reconhecimento foi constru\u00eddo com um belo trabalho. A\u00a0 marra de Aguirre ao ignor\u00e1-lo e at\u00e9 dizer que n\u00e3o conhecia o advers\u00e1rio \u2014 teria de ser considerada insignificante perto disso. Ao tentar cumprimentar Diego Aguirre, fez o que o cora\u00e7\u00e3o mandou. Por\u00e9m, pisou na bola ao levar o caso de falta de educa\u00e7\u00e3o, de respeito, de profissionalismo \u2014 o que quer que seja \u2014 para a sala de entrevista coletiva. Esqueceu at\u00e9 que, horas antes, ofendeu Nen\u00ea, que havia chutado bola para longe.<\/p>\n<p>O excesso de eleg\u00e2ncia de F\u00e1bio Carille, mais uma vez, deu cartaz para um t\u00e9cnico estrangeiro rec\u00e9m-chegado ao pa\u00eds. Exatamente como o excesso de deseleg\u00e2ncia de Jair Ventura na chegada de Reinaldo Rueda ao Flamengo. Lembram? Na v\u00e9spera de uma semifinal de Copa do Brasil, o ent\u00e3o t\u00e9cnico do Botafogo reclamou: \u201cN\u00e3o que eu seja contra os estrangeiros trabalharem aqui, mas estamos perdendo mercado j\u00e1 fora. Daqui a pouco, perdemos o interno. Ent\u00e3o, do que adianta se preparar, estudar? Venho fazendo cursos sempre, me preparando. As pessoas t\u00eam que primeiro olhar para c\u00e1, para depois olhar para fora\u201d.<\/p>\n<p>Jair Ventura continuou&#8230; \u201cEu n\u00e3o vejo de uma maneira legal. Respeito a decis\u00e3o (do Flamengo), ele \u00e9 um grande treinador, acho que pode dar certo. Mas estou falando em nome dos treinadores, como jovem e brasileiro. Isso \u00e9 muito ruim. Hoje, eu n\u00e3o posso trabalhar no exterior porque n\u00e3o tenho licen\u00e7a. E qualquer pessoa pode trabalhar no Brasil. Ent\u00e3o, isso n\u00e3o \u00e9 legal. Est\u00e3o tirando o espa\u00e7o dos outros que querem trabalhar tamb\u00e9m\u201d, desabafou. Depois do discurso, pediu desculpas e at\u00e9 apertou a m\u00e3o de Rueda e o abra\u00e7ou antes do empate por 0 x 0 no jogo de ida.<\/p>\n<p>Com todo o respeito a F\u00e1bio Carille e a Jair Ventura, encerro dizendo o seguinte: o excesso de eleg\u00e2ncia de um, e a deseleg\u00e2ncia do outro, s\u00f3 colocaram os estrangeiros em evid\u00eancia&#8230;\u00a0Dois epis\u00f3dios simplesmente desnecess\u00e1rios. N\u00e3o havia a m\u00ednima necessidade de se apequenar tanto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um complexo de vira-latas instalou-se no futebol brasileiro, principalmente, depois do 7 x 1. 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