{"id":1282,"date":"2018-03-16T18:43:37","date_gmt":"2018-03-16T21:43:37","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/?p=1282"},"modified":"2018-03-21T15:47:06","modified_gmt":"2018-03-21T18:47:06","slug":"machismo-jornalismo-esportivo-sesc-verao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/machismo-jornalismo-esportivo-sesc-verao\/","title":{"rendered":"Ass\u00e9dio e mulheres no jornalismo esportivo: veja como foi o bate-papo no Sesc Ver\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Na noite desta quinta-feira (15\/3), o blog <strong>Elas no Ataque<\/strong> participou do bate-papo &#8220;Esporte, g\u00eanero e m\u00eddia&#8221;, evento que fez parte da programa\u00e7\u00e3o do Sesc Ver\u00e3o. Ao lado da Joanna Maranh\u00e3o, n\u00f3s\u00a0discutimos os avan\u00e7os e desafios no jornalismo esportivo feito por mulheres.<\/p>\n<p>Dentro dos pontos abordados, contamos a hist\u00f3ria da cria\u00e7\u00e3o do blog e qual \u00e9 o seu papel dentro de um cen\u00e1rio esportivo, que ainda marginaliza not\u00edcias sobre atletas femininas. Al\u00e9m disso, levantamos a discuss\u00e3o de como a m\u00eddia pode colaborar para uma maior\u00a0visibilidade da mulher na sociedade e no esporte.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1295\" aria-describedby=\"caption-attachment-1295\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1295\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-17-at-21.52.34-2.jpeg\" alt=\"Maria Eduarda Cardim e Ma\u00edra Nunes, do blog Elas no Ataque, em debate sobre igualdade de g\u00eanero\" width=\"1280\" height=\"854\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-17-at-21.52.34-2.jpeg 1280w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-17-at-21.52.34-2-300x200.jpeg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-17-at-21.52.34-2-768x512.jpeg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-17-at-21.52.34-2-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-17-at-21.52.34-2-550x367.jpeg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-17-at-21.52.34-2-230x153.jpeg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1295\" class=\"wp-caption-text\">Maria Eduarda Cardim e Ma\u00edra Nunes, do blog Elas no Ataque, em debate sobre igualdade de g\u00eanero | Foto: Victor Almeida\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Representando o lado das atletas femininas, a nadadora Joanna Maranh\u00e3o falou da pr\u00f3pria perspectiva em rela\u00e7\u00e3o a quest\u00e3o do g\u00eanero no esporte.\u00a0No debate, Joanna afirmou que\u00a0se v\u00ea como uma pessoa privilegiada porque teve oportunidades boas dentro do esporte, mas relembrou que a inf\u00e2ncia nem sempre foi f\u00e1cil.<\/p>\n<p>Aos nove anos de idade, a atleta foi abusada sexualmente pelo pr\u00f3prio t\u00e9cnico. &#8220;Era uma pessoa de muita confian\u00e7a. Eu treinava com ele desde 1995, mas somente no segundo semestre de 96 eu fui sofrer o abuso&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, ela n\u00e3o conseguiu contar para os pais. &#8220;Eu me calei e n\u00e3o tive coragem de falar porque falar sobre sexo dentro da minha casa era um tabu muito grande&#8221;, relembra.<\/p>\n<h2><strong>Esporte e machismo<\/strong><\/h2>\n<figure id=\"attachment_1293\" aria-describedby=\"caption-attachment-1293\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1293 size-full\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-17-at-21.52.34.jpeg\" alt=\"Joanna Maranh\u00e3o conta a pr\u00f3pria hist\u00f3ria e explica como se tornou mais ativa politicamente\" width=\"1280\" height=\"854\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-17-at-21.52.34.jpeg 1280w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-17-at-21.52.34-300x200.jpeg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-17-at-21.52.34-768x512.jpeg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-17-at-21.52.34-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-17-at-21.52.34-550x367.jpeg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-17-at-21.52.34-230x153.jpeg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1293\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Escutei muito que eu deveria treinar como homem. Eu digo que treino como Joanna&#8221;, diz nadadora | Foto: Victor Almeida\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>A nadadora, dona de oito medalhas nos Jogos Pan-Americanos, afirma que aos poucos percebeu que o machismo existia dentro do esporte. &#8220;J\u00e1 escutei muito que eu deveria treinar como homem. E eu digo que\u00a0eu treino como Joanna&#8221;, critica. Outro ponto notado pela nadadora recentemente, foi a disparidade salarial existente.<\/p>\n<p>&#8220;No final de 2016, eu era atleta do Esporte Clube Pinheiros e existia um ranking interno de pontos de cada atleta. Eu tinha feito 420 pontos e fui mandada embora porque tinha 30 anos, s\u00f3 que um outro atleta de 33 anos, que fez menos pontos que eu, teve o sal\u00e1rio quase dobrado&#8221;, conta. Com a situa\u00e7\u00e3o, Joanna percebeu que o preconceito existia. &#8220;Fui mandada embora por ser mulher e pelos meus posicionamentos pol\u00edticos&#8221;, relata.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na noite desta quinta-feira (15\/3), o blog Elas no Ataque participou do bate-papo &#8220;Esporte, g\u00eanero e m\u00eddia&#8221;, evento que fez parte da programa\u00e7\u00e3o do Sesc Ver\u00e3o. Ao lado da Joanna Maranh\u00e3o, n\u00f3s\u00a0discutimos os avan\u00e7os e desafios no jornalismo esportivo feito por mulheres. 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