{"id":1551,"date":"2018-04-22T12:04:59","date_gmt":"2018-04-22T15:04:59","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/?p=1551"},"modified":"2018-04-22T14:32:09","modified_gmt":"2018-04-22T17:32:09","slug":"praia-clube-campeao-superliga-fabizinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/praia-clube-campeao-superliga-fabizinha\/","title":{"rendered":"Praia Clube bate Rio e ganha t\u00edtulo in\u00e9dito da Superliga feminina"},"content":{"rendered":"<p>A decis\u00e3o da Superliga feminina 2017\/2-018 n\u00e3o poderia ser mais emocionante. O campe\u00e3o foi decidido seguindo o enredo que previa a novidade da final em dois jogos e, em caso de empate, ir ao superset:\u00a0um set de 25 pontos de desempate. <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/rio-vence-final-superliga-volei\/\">No primeiro jogo, o Sesc\/Rio de Janeiro, do t\u00e9cnico Bernardinho, venceu por 3 sets a 1, na capital carioca<\/a>. Em Uberl\u00e2ndia, o Praia Clube deu o troco ao ganhar a segunda partida por 3 sets a 0 (25\/19, 25\/23 e 25\/17), neste domingo (22\/4). No superset, melhor para o time mineiro, que venceu por 25 x 18 e conquistou o t\u00edtulo in\u00e9dito, diante de\u00a0um gin\u00e1sio lotado, quebrando a hegemonia de cinco anos do Rio.<\/p>\n<p>O segundo e \u00faltimo jogo da final marcou o encontro de dois times em momentos opostos. De um lado, o Rio de Janeiro, um gigante do v\u00f4lei feminino com a experi\u00eancia de 16 finais, vencendo 12 delas. Do outro, o Praia Clube, que vem se firmando\u00a0como pot\u00eancia nacional a base de\u00a0um elenco recheado de estrelas em busca do t\u00edtulo in\u00e9dito. Pesou a for\u00e7a da torcida da casa e a vontade de as mineiras de Uberl\u00e2ndia gritarem que s\u00e3o campe\u00e3s, pela primeira vez, na elite do v\u00f4lei nacional.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia carioca se deve em grande parte a\u00a0Bernardinho, dono de seis medalhas ol\u00edmpicas no curr\u00edculo como t\u00e9cnico, e sua comiss\u00e3o t\u00e9cnica. Dentro de quadra, o elenco conta com a l\u00edbero Fabizinha, bicampe\u00e3 ol\u00edmpica que atua no Rio de Janeiro desde 2005 e se despediu do v\u00f4lei nesta temporada, aos 38 anos, ap\u00f3s disputar a\u00a013\u00aa final dela em Superliga com a equipe carioca.<\/p>\n<blockquote><p><strong>&#8220;Eu j\u00e1 tinha tomado a decis\u00e3o da aposentadoria h\u00e1 muito tempo. N\u00f3s nos superamos bastante ao longo da competi\u00e7\u00e3o. Eu queria mesmo era me divertir e me despedi do jeito que eu mais gosto, que \u00e9 jogando v\u00f4lei, no time que eu amo e em alto n\u00edvel&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Fabizinha,\u00a0l\u00edber do Sesc\/Rio de Janeiro<\/p><\/blockquote>\n<p>N\u00e3o faltam t\u00edtulos ao elenco mineiro, \u00e9 verdade. A central Fabiana Claudino, por exemplo, tamb\u00e9m \u00e9 bicampe\u00e3 ol\u00edmpica, mas ganhou a Superliga apenas uma vez, com o Minas em 2001\/2002.\u00a0F\u00ea Garay, outra campe\u00e3 ol\u00edmpica do time mineiro, foi a melhor atacante e a melhor jogadora (MVP, na sigla em ingl\u00eas) da edi\u00e7\u00e3o 2012\/2013, por\u00e9m\u00a0nunca sagrou-se\u00a0campe\u00e3 da Superliga \u2014 naquele ano, com o Osasco, perdeu justamente para o Rio. Depois disso, a ponteira atuou quatro anos fora do Brasil at\u00e9 voltar, nesta temporada, no Praia Clube.<\/p>\n<p>Paulo Coco, comandante do time\u00a0de Uberl\u00e2ndia\u00a0e auxiliar t\u00e9cnico de Z\u00e9 Roberto Guimar\u00e3es na Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, tamb\u00e9m nunca ganhou uma Superliga como t\u00e9cnico principal. Para completar, Amanda jogou dez temporadas com o Rio de Janeiro, em que venceu oito delas. No time comandado por Bernardinho, por\u00e9m, assumia fun\u00e7\u00e3o de coadjuvante. Como reserva, ela entrava geralmente para sacar. Por isso, a ponteira\u00a0deixou o time carioca para atuar no Bras\u00edlia V\u00f4lei em 2016\/2017, ganhou destaque nacional e, nesta domingo, enfrentou a ex-equipe como titular do superelenco do Praia Clube.<\/p>\n<h2><b>Superioridade do Praia Clube\u00a0do in\u00edcio ao fim\u00a0<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em casa, o Praia Clube come\u00e7ou abrindo o placar. O primeiro set foi muito disputado, mas nem as atua\u00e7\u00f5es de destaque da experiente l\u00edbero Fabizinha foram suficientes para conter o embalo das donas da casa, que contam com atacantes importantes, al\u00e9m de estarem engasgadas com a derrota na primeira decis\u00e3o, no Rio de Janeiro, no domingo passado. \u00a0<\/span><\/p>\n<p>O segundo set continuou muito disputado, desta vez, com o Rio de Janeiro come\u00e7ando melhor. A equipe carioca tinha 21 x 19, quando o time mineiro embalou uma rea\u00e7\u00e3o ao virar a partida. O t\u00e9cnico Bernardinho fez tudo o que p\u00f4de. Ganhou o ponto ao pedir o desafio que rendeu o empate em 23 x 23. Logo depois, pediu tempo e, ao contr\u00e1rio das tradicionais broncas, acalmou suas comandadas. Mas n\u00e3o deu. O Praia Clube ampliou a vantagem no jogo, ao fechar em 25 x 23.<\/p>\n<p>Empurrado pela torcida, o Praia Clube foi fulminante e n\u00e3o deu chances para o Rio de Janeiro no terceiro set. Abriu vantagem desde o come\u00e7o da parcial, fechou com tranquilidade em 25 x 17, levando a decis\u00e3o para o set de desempate. Chamado de superset, a decis\u00e3o era nervosismo puro. Apenas um set definiria o campe\u00e3o. A equipe carioca retomou o foco e voltou a impor um ritmo que tornou a partida disputada ponto a ponto. Os times se revezaram na frente do placar at\u00e9 as donas da casa dispararem no placar e gritar o grito de campe\u00e3o ap\u00f3s fechar em 25 x 18.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A decis\u00e3o da Superliga feminina 2017\/2-018 n\u00e3o poderia ser mais emocionante. O campe\u00e3o foi decidido seguindo o enredo que previa a novidade da final em dois jogos e, em caso de empate, ir ao superset:\u00a0um set de 25 pontos de desempate. No primeiro jogo, o Sesc\/Rio de Janeiro, do t\u00e9cnico Bernardinho, venceu por 3 sets a 1, na capital carioca. 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